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10 de novembro de 2016

AG2R La Mondiale. Menos mal que houve Romain Bardet

(Fotografia: Facebook AG2R)
No que diz respeito a vitórias, a equipa francesa teve uma das suas piores temporadas. No entanto, quando coloca um ciclista no segundo lugar da Volta a França, apenas atrás de um impressionante Chris Froome (e a sua Sky), não se pode falar de uma época fracassada. Aliás, a AG2R estará certamente motivada para 2017, tendo em conta que Romain Bardet demonstrou que é mesmo um candidato a vencer o Tour, havendo esperança que possa ser ele a terminar com o longo jejum francês na prova, que dura desde 1985, quando Bernand Hinault venceu. Bardet nem era nascido (1990), mas aos 25 anos, o talento já se sabia que tinha, agora demonstrou que está pronto para lutar, mas irá precisar de mais ajuda da sua equipa.

Além da vitória de etapa e do segundo lugar de Bardet no Tour, a AG2R teve também a confirmação que Pierre Latour é um ciclista de futuro, pois o jovem de 23 anos venceu uma das mais difíceis etapas da Volta a Espanha. Jan Bakelants teve um ano aquém do desejado, pois apesar de algumas boas classificações, somou apenas um vitória logo no início do ano na La Méditerranéenne. Porém, a grande desilusão voltou a ser Domenico Pozzovivo. O pequeno italiano demora em mostrar-se na equipa francesa e por uns tempos a sua continuidade parecia em risco, mas acabou por renovar.

  • 13º lugar no ranking World Tour com 482 pontos
  • 8 vitórias (2 no World Tour, na Volta a França e Espanha)
  • Samuel Dumoulin foi o ciclista com mais vitórias: 4


Jean-Christophe Peraud (39 anos) queria uma despedida em grande. Passou o testemunho do Tour para Romain Bardet e foi tentar a sua sorte no Giro. Mas não teve nenhuma. Na terceira etapa teve uma queda muito aparatosa que o obrigou a abandonar. Foi depois à Vuelta, terminando na 13ª posição. Para a história ficará as duas vitórias no Critérium International e o segundo lugar no Tour em 2014.

Mas houve um veterano que rendeu. Samuel Dumoulin tem 36 anos e somou quatro vitórias, em provas secundárias, é certo, mas que lhe valeu o triunfo na Taça de França, competição importante para os franceses.

Ainda assim, uma temporada que soube a pouco. Mesmo que seja uma equipa concentrada em ganhar a Volta a França, oito vitórias num ano não é particularmente entusiasmante, ainda que Bardet, principalmente, tenha estado na luta em algumas das principais competições. Contudo, certamente que a equipa irá exigir mais de alguns dos seus ciclistas no próximo ano.



9 de novembro de 2016

Lotto Soudal. Entre o muito bom, o fraco e a tragédia

Ciclista utilizaram uma pulseira com a frase Fight for Stig (Lutar pelo Stig)
(Fotografia: Facebook Lotto Soudal)
Época de sentimentos mistos para a Lotto Soudal. Tão rápido estão a celebrar uma fantástica Volta a Itália, como entram numa crise de resultados e vêem um dos seus ciclistas a lutar pela vida em mais um acidente com motos durante uma corrida. E é impossível não começar por aí. O acidente de Stig Broeckx marcou a temporada da equipa. Em Maio, durante a Volta à Bélgica, o jovem de 26 anos foi um dos envolvidos num choque com duas motas da organização. Era a segunda vez este ano que o belga se via numa situação com motos, mas desta feita foi muito grave. Broeckx está em coma desde então, apesar de recentemente a equipa ter anunciado que o ciclista começava a apresentar melhoras.

O acidente marcou profundamente a Lotto Soudal, que até tinha recebido a boa notícia do regresso de Kris Boeckmans, depois da queda na Volta à Espanha em 2015 e que o deixou em coma induzido durante uma semana. Stig Broeckx era uma das apostas da equipa, principalmente para as provas de um dia, sendo um ciclista que estava a revelar uma evolução muito interessante.

  • 14º lugar no ranking World Tour com 463 pontos
  • 21 vitórias (10 no World Tour – 4 no Giro, 2 no Tour e a conquista da Volta à Polónia por Tim Wellens)
  • André Greipel foi o ciclista com mais vitórias: 10 (3 no Giro e uma no Tour)


Até então a equipa belga estava a realizar o que prometia ser mais uma grande temporada, principalmente depois do brilharete na Volta a Itália. Foram quatro vitórias de etapa, três por intermédio de André Greipel e outra por Tim Wellens. O Tour também não correu mal até porque a Lotto Soudal conquistou apenas duas etapas, mas foram duas das mais importantes. Thomas de Gendt venceu num dia memorável no Mont Ventoux e não apenas pela corrida a pé de Chris Froome. De Gendt esteve na fuga, atacou, ficou para trás e de repente apareceu para vencer uma etapa que infelizmente não terminou no topo do Mont Ventoux devido às fortes rajadas de vento, mas que ainda assim produziu um bom espectáculo (algo raro no Tour). Depois André Greipel cumpriu nos Campos Elísios e ganhou a derradeira etapa do Tour, a mais desejada pelos sprinters.

No entanto, entre o Giro e o Tour e depois desta grande volta, a Lotto Soudal eclipsou-se no que diz respeito a grandes resultados. Esta foi a pior temporada desde 2010. A formação somou 21 vitórias. Por norma aproxima-se das 30, sendo que no ano passado foram 40.

Talvez também não tenha ajudado a incerteza que chegou a abanar a estrutura de uma das equipas mais antigas do pelotão internacional. O principal patrocinador ameaçou retirar-se devido à crise. O que não ajudou de certeza foi o sub-rendimento de ciclistas como Tony Gallopin e Jurgen Roelandts.



8 de novembro de 2016

Lampre-Merida. Quando ser uma equipa é algo secundário...

(Fotografia: Facebook Lampre-Merida)
Já vista como uma das equipas mais fracas do pelotão internacional, a Lampre-Merida limitou-se a confirmar isso mesmo em 2016. Não significa que não tenha bons ciclistas. Muito pelo contrário. Afinal conta com o campeão do mundo de 2013, Rui Costa, um excelente corredor como Diego Ulissi, um trepador de grande futuro como Louis Meintjes, ou a jovem promessa Valerio Conti, assim como os sprinters Davide Cimolai (que vai para a FDJ) e Sacha Modolo. O problema da formação italiana foi que raramente funcionou como equipa e no dia em que Rui Costa, o líder, teve de ir ao carro buscar o seu próprio abastecimento… fica quase tudo dito.

E os resultados acabam por demonstrar precisamente essa falta de espírito de equipa. Foram 19 vitórias (cinco a nível World Tour), a maioria conquistadas precisamente por actos solitários dos ciclistas. Rui Costa este ano alterou os planos e em vez de atacar o top dez da geral no Tour, procurou uma etapa, enquanto Meintjes se preocupou mais com a geral e a luta pela camisola da juventude. Rui Costa esteve perto (foi segundo numa etapa e quinto noutra), mas apesar de não ter conquistado qualquer triunfo durante o ano, a temporada voltou a ser marcada por grande regularidade - mesmo sem grande apoio dos colegas -, como revelam os top dez no Paris-Nice, Volta ao País Basco, Volta à Romandia, Volta à Suíça, na Flèche Wallone e o terceiro lugar na Liège-Bastogne-Liège.

  • 15ª no ranking World Tour com 442 pontos
  • 19 vitórias (5 no World Tour - 3 em grandes voltas)
  • Diego Ulissi foi o ciclista com mais vitórias: 6 (duas no Giro)


Diego Ulissi acabou por conseguir as desejadas vitórias importantes com duas etapas no Giro, enquanto Valerio Conti alcançou um triunfo fantástico na Vuelta. Sacha Modolo foi a grande desilusão e era cada vez mais óbvio que esta Lampre-Merida precisava de uma profunda remodelação. Rui Costa estava em final de contrato e a sua saída parecia mais do que lógica. No entanto, a época da formação italiana acabou por ficar marcada pela compra da TJ Sport, uma empresa chinesa que irá assim ser a primeira equipa daquele país no World Tour. O português e Ulissi serão dois dos líderes, enquanto Ben Swift e John Darwin Atapuma são para já as grandes contratações.

Porém, depois das exibições de individualismo a que se assistiu este ano (e nas épocas mais recentes), mais do que um novo patrocinador espera-se que a equipa perceba o significado da necessidade de trabalhar como tal para assim tirar partido dos ciclistas que tem.

De referir ainda, que a nova vida da formação para 2017 fará com que Itália deixe de ter equipas no World Tour. Aliás, a própria Lampre poderá abandonar o ciclismo. A empresa que trabalha com aço entrou no ciclismo em 1992, não esteve entre 1996 e 1998, mas desde 1999 que se tornou numa das principais equipas, com um longo historial no principal escalão. Porém, a família Galbusera ainda não decidiu se continuará como co-patrocinador, segundo explicou Guiseppe Saronni, director da formação, à Gazzetta dello Sport.



7 de novembro de 2016

Giant-Alpecin. Um atropelamento arruinou uma temporada que Tom Dumoulin tentou salvar

(Fotografia: Wouter Roosenboom/Team Giant-Alpecin)
A Giant-Alpecin preparava-se para uma nova era sem a sua grande estrela Marcel Kittel, que quebrou contrato e mudou-se para a Etixx-QuickStep. John Degenkolb seria o líder ao lado de Tom Dumoulin, com o alemão desejoso de tentar repetir o sucesso de 2015, no qual conquistou dois monumentos: Milano-Sanremo e Paris-Roubaix. No entanto, o estágio em Janeiro em Alicante, Espanha, limitaria toda uma temporada para a equipa. Seis ciclistas foram atropelados por uma mulher britânica que conduzia em contra-mão. Degenkolb foi dos que ficou pior a par de Chad Haga. O alemão quase perdeu um dedo e só em Maio conseguiu voltar à competição, perdendo a desejada época de clássicas. A Giant-Alpecin ficou assim dependente de Tom Dumoulin e Warren Barguil e que desespero foi aquela primeira fase de temporada.

Só a 6 de Maio a equipa conseguiu finalmente a sua primeira vitória. Tom Dumoulin venceu a primeira etapa da Volta a Itália (um contra-relógio) e foi o respirar de alívio. Nikias Arndt conseguiu um segundo triunfo para a equipa também no Giro, enquanto Dumoulin reapareceu no Tour com duas vitórias. John Degenkolb só em Agosto regressou aos triunfos na Artic Race, Noruega, mas só somaria mais um na corrida de um dia alemã Sparkassen Münsterland. Warren Barguil foi uma desilusão, a imagem de um ano terrível para a equipa que quer recomeçar em 2018 uma nova fase, já sem Degenkolb, mas com ideia de apostar tudo em Tom Dumoulin e Barguil e numa grande volta.

  • 16ª no ranking World Tour com 435 pontos
  • 15 vitórias (4 no World Tour - 2 no Giro e 2 no Tour)
  • Max Walscheid foi o ciclista com mais vitórias: 5 (todas na Volta a Hainan)


Entre 2011 e 2013 a Giant conquistou 30 vitórias por ano. Em 2014, foram 41, muitas devido a Marcel Kittel que dominou os sprints nesse ano. Em 2015, um vírus afectou o alemão e o registo diminuiu para 18, mas com dois monumentos, a Giant ainda assim estava satisfeita com a temporada. Aquele acidente em Janeiro acabaria por marcar não só o ano, mas claramente o futuro da equipa.

Mas se o ano começou mal, acabou um pouco melhor com o aparecimento de Max Walscheid que recuperou a sua melhor forma e aos 23 anos quer afirmar-se como o sprinter da equipa depois de ter dominado a Volta a Hainan, com cinco vitórias, as primeiras como profissional. A concorrência pode não ter sido muita, mas foi uma excelente motivação para 2017. Tom Dumoulin foi assim ultrapassado, pois acabou o ano com quatro vitórias, ainda que bem mais importantes. De salientar que para o ano a equipa será a Sunweb-Giant.


6 de novembro de 2016

IAM. O anúncio de final de equipa que resultou no melhor ano da formação suíça

(Fotografia: Facebook IAM Cycling)
Em termos gerais o projecto da IAM acabou por ser um fracasso. A equipa nunca conseguiu se impor entre as grandes formações do World Tour e as poucas vitórias que ia alcançando eram de menor importância para deixar entusiasmados os patrocinadores. Apesar de financeiramente ser um projecto estável, a verdade é que sem resultados de nota foi inevitável que o fim fosse anunciado. Estávamos em plena Volta a Itália e a notícia abalava o ciclismo, pois seria a segunda equipa a abandonar o pelotão no final do ano, depois da Tinkoff ter também os dias contados. Porém, não houve tempo para lamentos. Os ciclistas reagiram quase como se fosse uma motivação e a IAM teve o seu melhor ano de sempre.

Talvez o facto de precisarem de se mostrar para garantir uma equipa para 2018 tenha ajudado a essa motivação, mas para a história ficam as 19 vitórias, incluindo uma no Giro (Roger Kluge), outra no Tour (Jarlinson Pantano - uma das revelações do ano) e duas na Vuelta (Jonas van Genechten e Mathias Frank). De notar que a IAM nunca tinha vencido numa grande volta.

  • 17º lugar no ranking World Tour com 418 pontos
  • 19 vitórias (5 no World Tour - uma no Giro, uma no Tour, duas na Vuelta)
  • Dries Devenyn foi o ciclista com mais vitórias: 5

A IAM acaba por ser um estranho caso de insucesso. Havia dinheiro, nada de balúrdios ao nível da Sky ou Katusha, mas o suficiente para dar estabilidade e contratar ciclistas de qualidade. E realmente a formação tinha bons atletas, mas sempre sofreu para formar um conjunto coeso que pudesse dar mais apoio a ciclistas como Mathias Frank e Matthias Brändle. O sprinter Matteo Pelucchi bem se pode queixar, pois normalmente estava por sua conta na discussões da etapa. O facto de ir para a Bora-Hansgrohe demonstra que potencial não lhe falta.

Não vai ser uma equipa que seja recordada no futuro, mas talvez a responsabilidade do fracasso seja de quem a dirigia, pois terá faltado alguma ambição, maior organização e talvez uma maior exigência aos próprios ciclistas. Com as condições que dispunha, pedia-se mais à IAM, pelo que é natural que o patrocinador tenha optado por sair. Ficará talvez alguma frustração, pois a sensação é que a equipa poderia ter feito mais durante estes quatro anos de existência, como aliás as vitórias deste ano acabaram por demonstrar… ou talvez a ameaça do desemprego tenha sido a motivação que faltava.

»»Dimension Data. A estreia no World Tour que parecia brilhante e que acabou com um grande susto««

5 de novembro de 2016

Dimension Data. A estreia no World Tour que parecia brilhante e que acabou com um grande susto

2016 ficará para a história do ciclismo como o ano em que uma equipa africana chegou ao principal escalão da modalidade. O projecto Qhubeka arrancou em 2008 com o objectivo de dar espaço aos ciclistas africanos e também com um lado social de extrema importância que ainda hoje mantém. A formação sul-africana tem activamente procurado fazer chegar bicicletas a muitas crianças e jovens em zonas marcadas por pobreza extrema. Entretanto, na competição, foi subindo de escalão e como Profissional Continental, a então MTN-Qhubeka, demonstrou que era muito mais que um projecto africano. Queria ser um projecto a nível mundial. Pediu a licença World Tour para 2016, surpreendeu ao contratar um dos melhores sprinters, Mark Cavendish, e manteve ciclistas que entretanto já tinha garantido um ano antes, como Edvald Boasson Hagen e Stephen Cummings. Mark Renshaw, Igor Anton, Tyler Farrar são apenas alguns dos ciclistas de qualidade que participaram na transformação desta equipa. E claro, apesar de uma aposta em atletas mais internacionais, manteve no plantel africanos, com destaque para Daniel Teklehaimanot, Natnael Berhane e Merhawi Kudus.

Mark Cavendish era, naturalmente, a grande estrela da equipa e do britânico esperava-se muito. Mas mesmo muito, dado o esforço financeiro que a agora Dimension Data fez para o contratar, numa altura em que a Etixx-QuickStep o tinha “trocado” por Marcel Kittel. Cavendish até começou bem na Volta ao Qatar ao vencer uma etapa e a geral, mas depois foi uma longa espera com muitas dúvidas a surgirem sobre se o sprinter ainda tinha algo para dar. As críticas subiam de tom com a obsessão do britânico em dividir a época de estrada com a pista, na tentativa de estar nos Jogos Olímpicos. Foi preciso esperar por Abril até que Cavendish finalmente voltasse a vencer, desta feita uma etapa na Volta à Croácia.

  • 18º lugar no ranking World Tour com 290 pontos
  • 33 vitórias (7 no World Tour - 5 na Volta a França)
  • Mark Cavendish foi o ciclista com mais vitórias: 10 (4 na Volta a França)

Acabado aos 31 anos? Estaria a concorrência simplesmente a deixá-lo para trás? A resposta veio na Volta a França. Chris Froome ganhou, Peter Sagan foi a estrela do costume, mas Mark Cavendish foi uma das grandes figuras. Quatro vitórias de etapa, vestiu a camisola amarela que sempre tinha sido um dos objectivos da carreira e principalmente deixou a mensagem a Kittel, Greipel e aos restantes rivais: “Estou de volta!” Dez vitórias na temporada, o problema para a equipa é que apenas as da Volta a França davam pontos para o ranking World Tour. Com Stephen Cummings a também conquistar uma etapa na prova e com Boasson Hagen em destaque em corridas como o Critérium du Dauphiné, a Dimension Data pensava que estaria a ter um primeiro ano de World Tour muito positivo até que surge a mudança de regras para 2018.

A UCI anunciou que no próximo ano apenas daria licenças World Tour a 17 equipas. A Tinkoff e a IAM Cycling já tinham anunciado a despedida, o problema inesperado para a formação sul-africana é que a Bora-Hansgrohe (actual Bora-Argon 18) e a Bahrain-Merida estavam a fazer grandes contratações e a nível pontual ultrapassavam a Dimension Data que estava em último no ranking e com poucas possibilidades de sair dessa posição. Se cumprissem todos os requisitos, quem ficaria de foram seria a formação africana. A alteração das regras do jogo tão tarde na temporada deixou a Dimension Data sem tempo para recuperar. Somou 33 vitórias na temporada. Em qualquer circunstância seria considerada uma boa época, mas apenas oito dos triunfos foram em provas World Tour e com os ciclistas mais propensos em procurar vitórias do que em bons resultados nas classificações gerais, a equipa percebeu que estava com um problema grave.

Surgiram as críticas, as últimas de Mark Cavendish que disse não compreender como um 12º lugar na geral do Tour poderia valer o mesmo que as vitórias que a equipa tinha obtido nas etapas. A Associação Internacional de Equipas de Ciclismo Profissionais entrou em guerra com a UCI, a Dimension Data ameaçou levar o caso para a justiça, a Bahrain-Merida e a Bora-Hangrohe também, isto porque os regulamentos são dúbios e permitem diferentes interpretações. A Dimension Data considerava que com a desistência de duas equipas o seu lugar seria o 16º e não 18º, enquanto as novas candidatas defendiam que o que valia eram os pontos.

A UCI lá voltou a falar com a ASO (que organiza provas como o Tour e o Paris-Roubaix e que tem pressionado para mudanças, tendo dito que retiraria as suas corridas do World Tour se a UCI não fizesse alterações) e terá chegado a acordo para que as 18 equipas que pediram licença para o próximo ano a obtenham, se cumprirem todos os requisitos, independentemente dos pontos que tenham somado.

Um respirar de alívio para a Dimension Data que poderá assim continuar o seu crescimento sustentado e que tem permitido a equipa tornar-se numa referência, sendo um projecto que gera curiosidade para perceber até onde realmente os seus directores querem chegar.