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27 de junho de 2018

Rafael Silva conquistou mais uma medalha para Portugal

(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
Domingos Gonçalves voltou a tentar uma vitória épica, com uma fuga solitária. Certamente com o moral em alta depois da conquista dos títulos nacionais de contra-relógio e de estrada, o ciclista foi atrás do ouro nos Jogos do Mediterrâneo. A tentativa desta não teve o resultado desejado, mas a selecção nacional não saiu de Tarragona de mãos a abanar. Com o final a disputar-se ao sprint, Rafael Silva chegou-se, literalmente, à frente e ficou com a medalha de bronze.

O corredor da Efapel só foi batido por dois italianos: Jalel Duranti e Filippo Tagliani, medalha de ouro e prata, respectivamente. No entanto, o ciclista português considera que poderia ter conseguido algo mais nos Jogos que decorrem em Espanha. "Estou muito feliz com esta medalha, que é muito importante para mim e para Portugal. No entanto, sinto que poderia ter conquistado o primeiro lugar. Numa rotunda, a 200 metros, entrámos muito rápido e os corredores italianos que seguiam à minha frente quase caíam. Acabaram por não cair, mas eu tive de travar a fundo e perdi alguns metros, que já não foi possível recuperar para ultrapassá-los, explicou, citado pela Federação Portuguesa de Ciclismo.

Dos oito atletas da equipa nacional, cinco ficaram no top dez, com o mesmo tempo do vencedor. Foram eles, além de Rafael Silva, Joni Brandão (sexto), João Rodrigues (sétimo) Frederico Figueiredo (nono) e Domingos Gonçalves fechou o top 10. André Carvalho foi 18º, a 37 segundos de Duranti, Tiago Antunes 19º, a 47 segundos, e Francisco Campos 45º, a 19:34 minutos. 

"O percurso [de 143 quilómetros] era rompe-pernas, mas não tão duro quanto os gráficos indicavam. Apesar disso, as subidas deixaram o pelotão partido em vários grupos e o Domingos Gonçalves atacou de longe, procurando surpreender os adversários. A selecção italiana organizou a perseguição e contou com a ajuda da Eslovénia para anular a fuga. Restava-nos tentar chegar ao pódio no sprint e conseguimos", referiu o seleccionador José Poeira.

Da parte da tarde foi a vez das senhoras competirem, com Daniela Reis a ficar à porta do pódio. A exemplo de Domingos Gonçalves, a ciclista também conquistou os dois títulos nacionais de elite no último fim-de-semana. Os 89 quilómetros incluíram uma subida muito complicada, que não fez parte da prova masculina e que partiu muito o pelotão.

A ciclista portuguesa tentou seguir com o grupo da frente, mas Elisa Longo Borghini mostrou porque é uma das grandes referências da modalidade. A italiana cortou a meta isolada, com a espanhola Ane Santesteban a ficar a 3:18 minutos, tendo lutado pela posição com a italiana Erica Magnaldi. Daniela Reis chegou 4:20 minutos depois de Borghini. Maria Martins terminou na 19ª posição, a 24:34 minutos, e Soraia Silva na 22ª, a 28:08.

No sábado haverá nova oportunidade para ganhar medalhas. Domingos Gonçalves e Daniela Reis irão mostrar porque são os campeões nacionais. Terão de percorrer 25 e 18 quilómetros, respectivamente, com a prova a começar às 8 horas. A competição masculina será a primeira a disputar-se.

Rafael Silva juntou-se assim à lista de medalhados de Portugal, que no final da tarde passou a contar com mais um ouro, devido ao triunfo no hipismo, na competição colectiva. A equipa era composta por: Rodrigo Almeida com Isolde Vd Heffinck, António Almeida com Irene van de Kwachthoeve, Luís Sabino com Acheo Di San Patrignano e Duarte Seabra com Fernhill Curra Quinn. No total já são doze as medalhas nestes Jogos do Mediterrâneo.

Quanto aos restantes atletas que já subiram ao pódio, Melanie Santos e João Pereira conquistaram o ouro no triatlo. As três medalhas de prata foram ganhas por Fernando Pimenta (canoagem, K1 500 metros), Joana Vasconcelos (canoagem, K1 500 metros) e Ana Catarina Monteiro (natação, 200 metros mariposa). Já as medalhas de bronze foram garantidas por Ana Portela (canoagem, K1 200 metros), Alexis Santos (natação, 200 metros estilos), João Vital (natação, 400 metros estilos), Diana Durães (natação, 400 metros livres), João Costa (tiro, pistola ar comprimido) e agora Rafael Silva, na prova de fundo de ciclismo.



16 de dezembro de 2017

"Quando vierem [assistir ao ciclismo de pista] vão ver que é emocionante!"

(Fotografia: João Calado/Federação Portuguesa de Ciclismo)
Ali andam eles, às voltas, numa pista com 250 metros, normalmente a grande velocidade, com uns toques quando são corridas em grupo, potência total nas provas de contra-relógio. O tradicional ciclismo de estrada chama muitas pessoas à estrada, mas o ambiente do velódromo ainda está a conquistar adeptos em Portugal. No entanto, o ciclismo de pista português está a crescer, pelo que o interesse também aumenta. Mas afinal, o que atrai tanto nesta vertente da modalidade? Alguns ciclistas portugueses, que estão a competir no Troféu Internacional Município de Anadia, explicam e todos concordam: quem for pela primeira vez assistir, irá certamente regressar.

"Se o público viesse pela primeira vez, tenho a certeza que ficaria com aquele bichinho e continuaria a vir." Rafael Silva deu o mote. O ciclista da Efapel é um dos portugueses que está a competir no Velódromo Nacional, em Sangalhos, que durante três dias foi novamente escolhido para uma prova internacional, depois do Campeonato Europeu de sub-23 e juniores. "Muitas pessoas nem têm ideia do espectáculo que é a pista. Pensam que uma pessoa anda aqui e que não há espectáculo, mas é uma competição que tenha 30, 40 ou 50 minutos, vê-se a corrida toda, não é como na estrada", salientou ao Volta ao Ciclismo.

O ainda companheiro de equipa António Barbio - em 2018 irá representar o Miranda-Mortágua - acrescentou: "Quando vierem vão ver que é emocionante!" A júnior Maria Martins reforçou: "Não tenho as mínimas dúvidas que quando vieram cá uma vez, ficam fãs." E reforçou: "Temos uma equipa muito boa [a selecção nacional], que tem estado a desenvolver projectos e resultados fantásticos. Agora acho que precisamos de ter mais confiança do nosso povo. Apostem em nós, venham cá apoiar-nos que é bastante importante."

Já João Matias conhece bem alguns dos grandes fãs. "Podem falar com o meu pai e com o pai dos gémeos Oliveira. Acho que são dos principais fanáticos do ciclismo de pista! Este Troféu Internacional tem alguns dos melhores ciclistas a nível mundial e a entrada é gratuita. Aqui dentro está quentinho em Dezembro! Lá fora está um frio desgraçado! Podem-nos ver, falar connosco... Isto é muito bom", referiu, bem disposto. Tal como Maria Martins, Matias está a representar a Selecção Nacional na competição que termina este domingo.

Ivo Oliveira, é juntamente com o irmão Rui, a principal referência desta vertente em Portugal. Soma medalhas desde o escalão de juniores e já viveu todo o tipo de ambientes na pista. O ciclista português, que também está a representar a selecção, adoptou um tom mais crítico. "Não sei se é por causa da divulgação que é mal feita... Penso que poder-se-ia fazer um melhor trabalho nesse aspecto. Se calhar a maioria das pessoas nem sabe que esta prova existe. Se soubessem, eu acho que apareceriam. Acho que elas gostam", afirmou. "Há muitos anos que o público não aparece. Este ano nem me posso queixar. Tivemos muita gente no Campeonato da Europa e o público gosta de aparecer nessas [competições]", acrescentou Ivo Oliveira, realçando como é muito diferente competir num velódromo cheio. "Tem de se chamar mais público", apelou.

Maria Martins é a mais nova e ainda está a tentar encontrar o caminho do profissionalismo no difícil mundo do ciclismo feminino. Já os restantes já conseguiram arrancar com a carreira na estrada. No entanto, todos gostam de incluir a pista no seu programa, até porque também tiram benefícios quando regressam à estrada.

"É uma grande vertente para preparar a estrada. Principalmente no Inverno podemos treinar aqui muito bem. Às vezes quando está a chover, podemos fazer um trabalho muito melhor aqui do que na estrada", explicou Ivo Oliveira. Todos partilham essa opinião, tal como o ambiente mais próximo que existe entre os ciclistas.

Desde muito novos que a atracção pela pista existe nestes ciclistas. Falam mesmo no "bichinho" que não mais se foi embora. "É uma modalidade que eu comecei a fazer em júnior e desde cedo que me adaptei bem. Esse é o primeiro ponto para eu gostar de ciclismo de pista. A partir daí acho que é o ambiente familiar. Acabamos por estar todos juntos nas boxes, por nos conhecer muito bem e viver o ciclismo de maneira diferente. Desfrutamos dentro e fora das corridas", contou João Matias.

"É o ambiente que se vive dentro da pista, a adrenalina que nos dá... Uma pessoa não tem a noção de fora", desabafou Maria Martins, que não esconde a sua paixão por esta vertente do ciclismo.

Para Rafael Silva "é o ambiente aqui na selecção" que começa logo por cativar e querer estar nestas provas. Mas há mais: "Em termos físicos e para a nossa preparação é muito importante, visto que rodamos aqui pouco tempo, mas a grande intensidade, tudo aquilo que nós não fazemos a treinar. Para nós, neste defeso que não temos competição, é uma mais valia. E está a chover lá fora e está frio e aqui está quentinho! A pista é uma mais valia para as futuras competições e desfrutamos aqui muito. Aprendemos tacticamente e tecnicamente."

António Barbio acrescentou: "Quatro meses a trabalhar, com o objectivo lá longe, é mais fácil psicologicamente termos algumas falhas. Tendo estes pequenos objectivos [na pré-época], não só para estar bem, mas também por estar com os colegas, acho que a preparação para a estrada se torna mais fácil e mais agradável."

Ou seja, para estes ciclistas tanto eles como o público têm a ganhar com o ciclismo de pista. Enquanto uns praticam e melhoram como atletas, outros têm a oportunidade de assistir a um espectáculo diferente da modalidade. E este domingo, o último dia do Troféu Internacional Município de Anadia, as provas arrancam às 10:00 com o keirin. Serão corridas sem interrupção até cerca das 15:30, com scratch, perseguição individual e madison a também fazerem parte do programa.

E como João Matias frisou, a entrada é gratuita.

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16 de agosto de 2017

"Os meus colegas foram uma fonte de inspiração. Se não meti o pé no chão foi por causa deles"

Quando se fala de ciclistas combativos na Volta a Portugal, Rafael Silva tem de ser um deles. Não andou na luta por etapas e a muito custo conseguiu ajudar os colegas. Porém, para quem ao terceiro dia sofreu uma grave queda, levando 17 pontos (14 nas costas e três no braço) e ainda teve de lidar com hematomas num joelho, terminar uma corrida como a chamada Grandíssima foi uma missão de esforço, dedicação e principalmente de superação que irá marcar a carreira do corredor da Efapel.

No final do contra-relógio Rafael Silva apareceu sorridente. Tinha chegado ao fim um momento muito complicado da sua carreira. Também ajudava ter acabo de tirar os pontos! No entanto, foi difícil esconder alguma desilusão por não ter sido possível ajudar a sua equipa como queria. Rafael Silva admitiu que ao acabar a Volta percebe como os seres humanos não têm limites. "Nós é que estabelecemos esses limites", salientou ao Volta ao Ciclismo. O ciclista recordou aquelas horas que se seguiram à queda em Castelo Branco, na segunda etapa: "À noite mal conseguia andar. Não conseguia comer, tiveram de cortar a carne e tiveram de me levar em ombros nas escadas... Pensei que era impossível terminar a etapa no dia seguinte."

Rafael Silva disse em tom de desabafo que nem sabe como é que terminou a Volta a Portugal, mas sabe bem a quem tem de agradecer. "Foram os meus colegas que me deram força mental. Tiveram conversas comigo que jamais esquecerei. Eles foram a minha maior motivação", confessou. Só de pensar nas palavras que ouviu emociona-se, nem conseguindo repeti-las: "Foram uma fonte de inspiração. Se não meti o pé no chão foi por causa deles, do director [Américo Silva], da minha família e amigos."

"Passou-me muitas coisas pela cabeça porque o que me custava mais era o início das etapas. Eu descolava e ficava praticamente sozinho"

Dois dias depois da queda que afectou vários ciclistas, mas que deixou Rafael Silva e Edgar Pinto com os piores ferimentos - o líder da LA Alumínios-Metalusa-BlackJack abandonou a corrida na sequência do incidente -, o corredor da Efapel viveu momentos muito difíceis e que foram um autêntico teste à sua resistência como atleta e ser humano. "Passou-me muitas coisas pela cabeça porque o que me custava mais era o início das etapas. Eu descolava e ficava praticamente sozinho, às vezes ainda conseguia encostar, mas foram os meus colegas que me deram a força mental que precisava", contou.

Rafael Silva (26 anos) acredita que a nível psicológico a experiência que viveu o poderá tornar um ciclista mais forte. "O que não nos mata, torna-nos mais fortes. Espero voltar daqui a um ano na mesma condição [física]" referiu o ciclista, que diz ter começado a Volta a Portugal numa das melhores formas da carreira. Considera ter ficado limitado em 80% das suas capacidades, lamentando que talvez por essa razão Daniel Mestre não tenha ganho uma ou duas etapas, pois deveria ter sido o seu lançador. Ainda assim, ficou satisfeito por nos últimos dias já ter sido capaz de dar uma ajuda à equipa.

Poder-se-ia pensar que o ciclista quereria agora descansar e recuperar por completo. Mas não. Se o joelho o permitir - é onde tem mais dores - quer estar presente nos circuitos que marcam o final de temporada no país e talvez nos Campeonatos da Europa de pista, em Outubro. "Tudo depende da condição física e psicológica. Esta Volta a Portugal desgastou-me muito e vamos ver se consigo sofrer mais em treinos e corridas. Também depende do que o seleccionador quiser, mas se ele tiver uma palavra, se calhar não consigo dizer que não", frisou.

Esta foi uma Volta a Portugal que Rafael Silva não irá esquecer: "Sinto-me orgulhoso de mim mesmo por ter demonstrado ter tanto espírito de sacrifício."


18 de fevereiro de 2017

Sprintar com os melhores do mundo. O relato de Luís Mendonça e Rafael Silva

Luís Mendonça foi o melhor português na primeira etapa (12º)
Quando terminou a primeira etapa da Volta ao Algarve, em Lagos, Luís Mendonça (Louletanto-Hospital de Loulé) procurava alguém com a classificação para confirmar que tinha sido o melhor português. Foi mesmo e o sorriso de orelha a orelha mantém-se passado dois dias. Terminou na 12ª posição e três lugares depois ficou Rafael Silva (Efapel). Ambos têm histórias bem diferentes no ciclismo, mas ambos têm algo idêntico: a admiração que viveram ao ver a seu lado ciclistas como André Greipel, Mark Cavendish, Arnaud Démare, Nacer Bouhanni, Fernando Gaviria... Foi um daqueles top 20 que dá praticamente a mesma dose de motivação que uma vitória durante a época em Portugal. Os dois não escondem como se sentem e esta tarde em Tavira, querem voltar a estar entre os melhores, mesmo que tenham de enfrentar um ritmo louco e uma agressividade a que estão pouco habituados. Afinal estão a viver uma experiência que sempre sonharam e estão também a tentar aprender ao máximo com os melhores, mesmo que só sejam duas etapas.

"É muito diferente! Começa logo pela aproximação à meta. Com 20 quilómetros para o fim, já se ia a voar e com muita agressividade. Em Portugal não é assim", salientou Luís Mendonça ao Volta ao Ciclismo. "Quando me vi nos últimos 500 metros à beira deles fiquei um bocado surpreendido, mas também com aquele sentimento que podia ter feito melhor. Bom, também podia ter feito pior e estou orgulhoso do meu trabalho e da ajuda dos meus companheiros", contou Rafael Silva.

Rafael Silva terminou em 15º no sprint de Lagos
Há uma palavra em comum quando descrevem o sprint: loucura. E como é que se enfrenta alguns dos melhores sprinters do mundo? É caso para dizer que se não os consegues bater, junta-te a eles. E foi o que fizerem. Tanto Luís Mendonça como Rafael Silva procuraram os comboios das equipas do World Tour, tentando colar-se à roda de alguns dos sprinters, pois assim tinham garantias que ficariam na frente. Rafael Silva diz que ainda contou com a ajuda de Daniel Mestre, mas depois foi "o desenrascar o melhor possível, arriscar tudo".

Os ciclistas portugueses tiveram ainda de lidar com o sentimento de admiração. Ali estão alguns dos ciclistas que idolatram e que costumam ver na televisão. "A primeira hora da corrida foi a admirá-los. Pensei que devia ter levado o telemóvel para tirar umas selfies", brincou Luís Mendonça. "Quando passei a linha de meta e vi o Greipel à minha frente pensei: 'Será que fiz um bom tempo?' E ainda na recta passei pelo Cavendish, que não se fez aos últimos cem metros, e parecia que estava um bocado a alucinar estar ali. Foi um espectáculo", desabafou Rafael Silva.

Escusado será dizer que ambos estão com a motivação muito em alta para a tirada deste sábado entre Almodôvar e Tavira (203,4 quilómetros). "Na primeira etapa tive sorte e ajuda. Não sei o que vai acontecer este sábado, mas vou tentar fazer o melhor possível", afirmou Rafael Silva. Luís Mendonça aponta mesmo tentar chegar ao top dez.

Além da motivação que já ganharam para a restante temporada, a experiência é também vista pelo lado enriquecedor para a carreira. "Uma etapa aqui equivale a dez sprints em Portugal. Se se for atento aprende-se muito com eles. Ganha-se muita experiência a correr com os melhores do mundo", salientou o ciclista da Efapel. "Aqui aprende-se a desenrascar-se muito no sprint. Ou se desenrasca ou fica-se fora. Apreciando os melhores e vendo como eles fazem, é sempre uma experiência muito importante", afirmou o homem do Louletanto-Hospital de Loulé.

Depois da Volta ao Algarve, segue-se a Volta ao Alentejo. Apesar de contar também com boas equipas estrangeiras - inclusivamente a Movistar -, será já uma corrida para os dois portugueses lutarem por vitórias e colocar em prática as lições de duas etapas entre os melhores do mundo. Luís Mendonça, que aos 31 anos estreia-se na elite nacional, depois de ter optado pelo ciclismo apenas aos 27, disse que ao conseguir estar num pelotão com corredores tão importantes e com um resultado tão positivo na primeira etapa só tem vontade "de sonhar mais". Já Rafael Silva (26 anos), que desde 2014 tem evoluído na Efapel, espera levar o bom momento que atravessa e que começou com uma excelente época de pista, para a restante temporada. No entanto, realçou que não pensa em tornar-se num sprinter puro e de referência no nosso país: "Em Portugal não se pode ser um sprinter puro porque as etapas são todas difíceis. Um sprinter cá tem de ser do meu género, isto é, passar mais ou menos bem as subidas e que ter também uma boa ponta final. Um sprinter puro em Portugal não discute sequer uma corrida."

A quarta etapa da Volta ao Algarve começa às 12:00, com a chegada a Tavira a estar prevista para cerca das 17:00.




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