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2 de outubro de 2017

Lesões de ciclista abalroado por carro nos Mundiais são mais graves

(Fotografia: Twitter Joni Kanerva)
Joni Kanerva encontra-se a recuperar no hospital das lesões que são mais graves do que o inicialmente avançado. O jovem ciclista finlandês foi abalroado pelo carro de apoio da selecção Argentina durante a corrida de sub-23, nos Mundiais de Bergen. Naquele momento circulava-se a cerca de 70 quilómetros/hora e a queda de Kanerva foi  muito aparatosa, pois acabou por ser atirado contra as barreiras. Na altura foi adiantado que o ciclista tinha partido a clavícula e umas costelas. Afinal a situação é bem pior e foi o próprio quem confirmou.

"No hospital pensei que tinha sido uma queda normal, mas afinal foi um pouco pior", afirmou ao site finlandês Kymen Sanomat. Além das lesões avançadas inicialmente, Kanerva fracturou a vértebra C1 e ficou ferido gravemente na zona da bacia. Perdeu parte da orelha, mas que os médicos conseguiram recuperar, apesar de Kanerva ter dito que não foi um trabalho fácil, tendo precisado de muitos pontos. Sofreu ainda uma concussão.

É a lesão no pescoço que poderá provocar mais problemas na recuperação do jovem corredor de 22 anos. "De acordo com os médicos a fractura está estável e não é necessário uma intervenção cirúrgica", explicou. Kanerva irá passar mais uns dias no hospital, mas serão precisas várias semanas até que possa pensar em regressar aos treinos.

A UCI multou o responsável pelo acidente em dois mil francos suíços (cerca de 1750 euros), mas poderão ser aplicadas mais sanções. Já as autoridades norueguesas estão a investigar o acidente que aconteceu há pouco mais de uma semana.

Kanerva parece tentar manter alguma boa disposição, mas referiu que ninguém da comitiva argentina lhe dirigiu qualquer palavra. "Eu tive alguma sorte. As lesões são graves, mas podiam ser piores", afirmou. "Ninguém me pediu desculpa. A polícia sabe quem era o condutor e dizem que há acusações sérias tanto da polícia, como da UCI", acrescentou.

Um veículo parou para dar apoio a um ciclista, o que levou o carro da Argentina a desviar-se. Porém, Kanerva estava naquele momento a passar. "Olhei para baixo por um breve momento e quando levantei a cabeça o carro estava à minha frente", explicou. O ciclista foi atirado ao chão, mas o condutor do carro nem sequer parou, seguindo a grande velocidade. Daniel Martin, irlandês da Quick-Step Floors, enviou uma mensagem a Kanerva, via Twitter, na qual referia precisamente esse facto: o condutor não parou para ajudar o ciclista. O ciclista diz mesmo que deveria ser banido.



23 de setembro de 2017

Joni Kanerva, o nome que também marca os Mundiais e que reacende a discussão da segurança no pelotão

O ambiente de festa e de grandes corridas em Bergen recuperou a imagem que se espera de uns Mundiais e que há um ano em Doha tinha faltado. Porém, há uma realidade a que o ciclismo não escapa e Joni Kanerva é mais um nome de uma lista já longa de corredores que sofreram quedas devido a choques com veículos da caravana durante uma competição. As imagens são arrepiantes e sublinha-se de imediato que o jovem finlandês encontra-se em estado estável, tendo fracturado a clavícula, além das costelas também terem sofrido com a queda aparatosa e tem ainda vários cortes.

Joni Kanerva tem 22 anos e em Agosto conseguiu o seu primeiro contrato profissional ao assinar pela equipa Continental do Kuwait, mas com base na Suécia, Memil Pro Cycling. No Mundiais estava a pedalar a cerca de 70 quilómetros/hora - durante a prova de sub-23, na sexta-feira - entre os carros quando o acidente ocorreu. Uma sequência de eventos infeliz para Kanerva, mas que reacende a discussão sobre a segurança dos ciclistas e os veículos que circulam no pelotão.

"Ouvimos que tinha havido uma queda e quando lá chegámos vimos o Joni. Sempre que há uma colisão destas parece sempre má, mas felizmente os médicos chegaram rapidamente ao local", explicou ao site finlandês Keskisuomalainen o responsável finlandês Kjell Carlström, que estava no carro de apoio da selecção nórdica. A família já está com o ciclista, com Carlström a explicar que está em análise a possibilidade de transportar Kanerva para o seu país, mas também poderá ter de ficar na Noruega mais uns dias. Como curiosidade, Kjell Carlström é um antigo ciclista que esteve na Sky no final da sua carreira.

Como foi referido, Kanerva foi vítima de uma infeliz sequência de eventos. Um ciclista precisou de apoio e o carro da equipa teve de parar numa zona onde se circulava a grande velocidade. O condutor do veículo que vinha imediatamente atrás teve o reflexo de se desviar, não reparando que a seu lado estava Kanerva. O finlandês foi empurrado violentamente contra as barreiras, caindo de forma aparatosa. Ficou imobilizado no chão, mas relatos indicam que respondeu quando os médicos falaram com ele. Testemunhas salientaram que havia muito sangue na estrada.

A UCI tem implementado algumas regras na tentativa de reduzir este tipo de incidentes, principalmente desde que Antoine Demoitié morreu em 2016, na Gent-Wevelgem, depois de um acidente com uma moto. Foi reduzido o número de veículos permitidos na caravana e os condutores e motards podem ser expulsos ou suspensos caso sejam responsáveis por algum problema. No próximo ano, o pelotão será mais pequeno em mais um esforço de assegurar maior segurança para os ciclistas. Nas grandes voltas serão permitidos oito ciclistas por equipa em vez de nove e nas restantes corridas serão sete e não oito, como até agora.

Porém, haverá ainda muito a fazer e o caso de Kanerva é a prova. O condutor do carro deveria ter travado e não desviado? Teria tempo? São duas questões das muitas que a polícia está a tentar responder, porque apesar do acidente ter acontecido durante uma competição, em estrada fechada, as autoridades norueguesas estão a investigar.

A Joni Kanerva resta-lhe recuperar e espera-se que possa regressar à competição, nem que seja em 2018. É um momento marcante numa curta carreira e não era assim que o jovem finlandês queria ver o seu nome ligado a uns Mundiais.