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9 de janeiro de 2018

Infecção na perna obriga Voigt a abandonar desafio das sete maratonas. Mas houve quem continuasse por ele

(Fotografia: Facebook Jens Voigt)
Mesmo não sendo uma competição, um desafio é sempre para levar a sério na perspectiva de Jens Voigt, ainda mais quando o objectivo é angariar dinheiro para a luta contra o cancro. Há um ano foi o Everest Challenge - enfrentou uma subida em Berlim as vezes necessárias até atingir a altitude do Evereste - e este ano pretendia correr sete maratonas em sete dias. Porém, ao fim de quatro, a sua perna obrigou-o a parar. Conhecido pelo slogan "shut up legs" (calem-se pernas), desta vez teve mesmo de as ouvir. Uma infecção deixou-o com muitas dificuldades em andar e os médicos aconselharam-no a parar. Os seus apoiantes é que não deixaram cair o objectivo e inverteram-se os papéis: foram eles correr e Voigt a apoiar.

"Foi uma semana emocional e o que aconteceu foi surreal. Corri 168,8 quilómetros em quatro dias, que acabaram em desastre para as minhas pernas. Apanhei uma infecção bacteriana que se chama erisipela. Desistir foi a opção certa. A saúde está primeiro e afinal é essa a razão por que estou a apoiar a Tour de Cure Australia", escreveu Voigt na sua página de Facebook. O alemão descreve a última semana como épica e recordou que apesar de ter desistido do desafio, mantém-se aberta a angariação de dinheiro, cujas doações podem ser feitas através deste link. No momento em que este texto é escrito, foram angariados quase 16 mil dólares, cerca de 13.500 euros.

(Fotografia: Facebook Jens Voigt)
Voigt, de 46 anos, terminou a carreira de ciclista em 2014. A sua última corrida foi o USA Pro Challenge, mas ainda foi fazer o recorde da hora, sendo ele um dos principais responsáveis pelo interesse que voltou a gerar em alguns corredores. O germânico tem estado sempre activo, seja a pedalar ou a correr, mas também como comentador. Muito activo nas redes sociais, não se coibiu de mostrar o estado da sua perna após as quatro maratonas.

Com a ajuda do site Tua Saúde, a erisipela "é uma infecção da camada superficial da pele que provoca feridas vermelhas, inflamadas e dolorosas, e se desenvolve principalmente nas pernas" e "é geralmente, causada por uma bactéria chamada streptcoccus pyogenes, que também pode causar uma forma mais grave da doença, chamada de erisipela bolhosa, que provoca feridas com bolhas com líquido". Tem tratamento, ainda que na pior das hipóteses possa tornar-se numa doença crónica.

Perante este panorama não surpreende que Voigt tenha mesmo terminado a sua senda de maratonas. Agora serão duas semanas de descanso. Depois é esperar pelo próximo desafio de Voigt.


19 de dezembro de 2017

Voigt vai correr sete maratonas em sete dias em nome da caridade... e para mostrar que não está velho

(Fotografia: Facebook Jens Voigt)
Sempre que um ciclista de referência deixa de competir, durante algum tempo vamos sempre recordando as suas exibições, mas ,aos poucos, é quem fica que é mais importante. O resto é história. No entanto, quando um desses antigos ciclistas reaparece com algum projecto, lá regressam muitas memórias. É o que acontece com Jens Voigt, o alemão das fugas solitárias que tanta emoção dava às corridas com os seus ataques. Mais de três anos depois de ter deixado o ciclismo profissional, o alemão continua a desafiar os seus limites.

Foi ele o responsável pelo reavivar do interesse no recorde da hora, mas os desafios são agora diferentes e o próximo nem irá incluir uma bicicleta. Que tal correr sete maratonas em sete dias consecutivos? É o que pretende fazer o alemão de 46 anos e tudo em nome da caridade. Voigt quer voltar a angariar dinheiro para a luta contra o cancro. Tem sido uma causa que o antigo ciclista tem estado muito activo. Este ano, em Janeiro, abraçou o Everest Challenge, ou seja, em Berlim, ascendeu 100 vezes uma subida, de forma a alcançar a altitude do Evereste. A iniciativa rendeu quase 28 mil euros e durou 24 horas.


Agora será a correr que pretende angariar mais dinheiro. "Gosto de desafiar os meus limites e ver do que são capazes o meu corpo e a minha mente. Este talvez seja o maior desfio que já tive", afirmou Voigt, que acrescentou: "E para as pessoas que pensam que sou maluco, nunca digo que não sou!"

Esta terça-feira, Jens Voigt esteve em directo no Facebook para responder a algumas questões. Explicou que irá utilizar três pares de ténis durante as maratonas, de forma a "manter os músculos frescos e assim prevenir a fadiga". Disse ainda que pretende fazer entre 5:30 a 5:50 ao quilómetro, para assim completar a prova em quatro horas. Com o passar dos dias, prevê que a cada um vá fazendo mais cerca de 15 minutos do que no anterior. De recordar que uma  maratona tem 42,195 quilómetros.

Tudo começará ao meio-dia do dia 2, novamente em Berlim, com Voigt a dizer que, além da vertente de caridade, também quer mostrar algo mais: "Se conseguir fazer, provo que não estou velho!"

Voigt tem dedicado-se ao ciclismo, à corrida e também ao triatlo, além de continuar com a sua marca de produtos ligados ao desporto, que têm o seu eterno mote Shut Up Legs (calem-se pernas). Ainda tem um blog em que vai dando alguns conselhos.

Para não estragar a preparação para as sete maratonas consecutivas, diz que terá de evitar abusar na comida de Natal!

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3 de janeiro de 2017

Jens Voigt cumpriu o 'Everest Challenge' e angariou quase 28 mil euros

Jens Voigt teve de mudar os travões durante o desafio
(Fotografia: Twitter @thejensie)
Era um evento solidário, mas ao estilo de grande aventura como Jens Voigt gosta. O objectivo era subir o Teufelsberg, em Berlim, cerca de 100 vezes de forma a atingir os 8848 metros que correspondem ao Evereste. Ou seja, seria 24 horas a pedalar, com umas paragens para se alimentar, partilhar a experiência nas redes sociais, mas também foi preciso mudar os travões. No entanto, o mais importante era o dinheiro que Voigt pretendia angariar com o "Everest Challenge". O ciclista alemão - já retirado da competição - queria juntar 10 mil euros para a Tour de Cure, organização que se destaca pela luta contra o cancro. Já durante o desafio mudou o valor para 20 mil. Através do crowdfunding foram angariados 27.947 euros. Objectivo mais do que cumprido.

Jens Voigt começou ao meio-dia do dia 2 e terminou 27 horas depois. O frio, a neve, a noite bem gelada, nada desmotivou o alemão que resistiu a tudo e de vez em quando contou com o apoio de outros ciclistas que se juntaram em alguns momentos da aventura. Tinha sido um apelo de Voigt e houve quem enfrentasse as condições meteorológicas pouco convidativas para dar umas pedaladas ao lado de um dos ciclistas mais populares, mesmo depois de ter terminado a carreira em 2015.

Talvez devido ao cansaço, Voigt enganou-se a publicar a distância cumprida e levantou dúvidas se não faltariam três metros para cumprir a distância do Evereste. O alemão acabou por colocar no Twitter que tinha sido um erro e que fez quase nove mil metros.

Quando o sol estava a nascer, Voigt escreveu uma mensagem a admitir o desgaste físico, mas não parou. Nem se esperava que o fizesse, pois aos 45 anos continua a mostrar a perseverança que marcou a maioria dos feitos alcançados na sua carreira.

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30 de dezembro de 2016

Jens Voigt e o 'Everest Challenge': subir (e descer) em Berlim durante 24 horas

Retirou-se em 2014, mas Jens Voigt não pára. O alemão continua a ser seguido por uma fiel legião de fãs, sendo muito activo nas redes sociais. E Voigt sempre gostou de um bom desafio. O seu estilo combativo contribuiu (e muito) para a sua popularidade e aos 45 anos vai enfrentar mais uma grande aventura em prol da caridade. No dia 2 de Janeiro vai realizar-se o que foi apelidado de "Jensie’s Everest Challenge". Não, Jens Voigt não vai subir o Evereste, mas vai subir (e descer) o Teufelsberg, um dos pontos mais altos de Berlim (114,7 metros), até atingir os 8848 metros do Evereste. E irá fazê-lo em 24 horas consecutivas, quase sempre a pedalar.

Quase porque Voigt quer partilhar a experiência com os fãs, ou simplesmente com quem queira ver esta aventura bem ao estilo do alemão. Para isso, Voigt fará algumas paragens para partilhar mensagens e vídeos nas redes sociais. E claro para alimentar e hidratar-se. Mas se alguém quiser dar um apoio in loco não precisa de ficar na berma da estrada, pode mesmo levar a bicicleta e pedalar ao lado do alemão. O objectivo principal é angariar fundos para uma organização de luta contra o cancro, a Tour du Cure. Porém, admite: "Adoro desafiar os meus limites. Adoro ir mais longe e tentar ver o que o meu corpo e mente são capazes. E que melhor maneira do que andar de bicicleta durante 24 horas e subir o equivalente ao Evereste?"

Caso esteja a pensar que Voigt é maluco... "Claro que as pessoas podem pensar que eu sou doido por fazer algo como isto. Mas, eu nunca disse que não era doido, certo? Ha-ha." Palavra de Jens Voigt!

O desafio começará cerca do meio-dia do dia 2 de Janeiro e Voigt pretende terminá-lo 24 horas depois. O alemão popularizou a expressão "Shut up Legs", isto é, "calem-se pernas" e diz que muito provavelmente vai gritar e muito com elas nas segundas 12 horas da aventura.

Já é possível fazer doações para a organização que Voigt quer ajudar e a marca pretendida é angariar 10 mil euros: www.ammado.com/community/jensieeverestchallenge.