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1 de junho de 2017

Bicicletas de contra-relógio da Bahrain-Merida foram roubadas na Holanda. Eram necessárias para domingo

(Fotografia: Bahrain-Merida)
A Bahrain-Merida prepara-se para participar na muito antecipada Hammer Series, mas poderá de ter de competir a última etapa com as bicicletas de estrada e não com as de contra-relógio, como seria mais indicado. A formação do Médio Oriente foi vítima de um roubo em Limburg, na Holanda, onde irá decorrer a nova corrida de três dias, criada a pensar numa disputa entre equipas e não para consagrar apenas um ciclista.

"Esta manhã a equipa Bahrain-Merida teve uma surpresa desagradável: nove bicicletas de contra-relógio e uma de estrada foram roubadas do autocarro da equipa durante a noite passada", lê-se num comunicado da formação. No entanto, ficou a garantia que os ciclistas chamados para a Hammer Series vão mesmo competir, ainda que, caso as bicicletas não sejam recuperadas, terão de utilizar as bicicletas de estrada no domingo, dia da perseguição, ou seja, uma espécie de contra-relógio colectivo, mas com contornos diferentes (ver link em baixo). "O moral e a motivação dos ciclistas estão em alta", garantiu a Bahrain-Merida.

É ainda feito o apelo para que caso alguém tenha informações sobre o paradeiro das bicicletas, para contactar a equipa através do e-mail info@bahraincyclingteam.com.

Aquela zona da Holanda é muito conhecida no ciclismo. Por lá passam algumas corridas, ou então passam suficientemente perto para que seja escolhida para as estadias das equipas. No entanto, os roubos e tentativas frustradas começam a tornar-se um problema. Recentemente foi a CCC Sprandi Polkowice que ficou sem algumas bicicletas antes da Amstel Gold Race. 16 das 18 bicicletas roubadas foram encontradas antes da corrida. A Nippo-Vini Fantini não teve tanta sorte e ficou sem 16 bicicletas, enquanto no ano passado, durante o Eneco Tour, a Dimension Data e a Lotto-Jumbo, que estavam no mesmo hotel, suspiraram de alívio quando perceberam que tinham tentado assaltar os autocarros, mas os ladrões não conseguiram abri-los.

A Bahrain-Merida é uma das 16 equipas, 12 do World Tour, que vão participar na primeira prova do Hammer Series. Manuele Boaro, Niccolo Bonifazio, Jon Insausti, Ivan Cortina e David Per serão os ciclistas presentes. No link em baixo pode ver os pormenores desta nova competição que está a atrair tanta curiosidade e que começa amanhã



30 de maio de 2017

Hammer Series: a receita perfeita para não se começar a falar já no Tour

(Fotografia: Facebook Hammer Series)
Começa a revolução no ciclismo. Ou pelo menos é isso que os organizadores pretendem fazer. A Hammer Series foi recebida com desconfiança, mas durou pouco, com os ciclistas e algumas das principais equipas a agendarem a sua presença numa competição que quebra com o habitual na modalidade. Aqui interessa unicamente a força do conjunto. O esforço individual de pouco serve se a equipa não funcionar. Portanto, é fácil perceber o objectivo da Hammer Series: descobrir a melhor equipa. A nível colectivo há actualmente o contra-relógio e as classificações próprias, claro, nas corridas por etapas. Mas agora tudo vai mudar. A partir de agora haverá um confronto directo.

A primeira Hammer Series será em Limburg, na Holanda. De sexta-feira a domingo haverá espectáculo para ver. A organização pretende que a experiência seja diferente para os ciclistas e para quem assiste, pelo que as três provas que se realizam nestes dias serão disputadas num circuito. As regras determinam que devem ter entre sete e dez quilómetros para que se possa ver os corredores passarem várias vezes.

No primeiro dia será o Hammer Sprint. O nome não engana, serão 10 voltas, com pontos a serem atribuídos no final de cada uma e a dobrar na terceira, sétima e na meta. O Hammer Climb, no sábado, segue a mesma lógica, mas o circuito a terminar numa subida. Nestes dois dias serão também atribuídos bónus de tempo. Os pontos servirão para determinar a classificação para o terceiro dia, o Hammer Chase. É um contra-relógio colectivo de 50 quilómetros, mas com umas diferenças do habitual. As equipas partem segundo a classificação real, ou seja, a primeira classificada será a primeira a arrancar e assim sucessivamente. A segunda partirá 30 segundos depois, a terceira 20 e as restantes de 15 em 15. Serão ainda acrescentados nestas diferenças os segundos ganhos nos dois dias anteriores. Ganha a primeira equipa a cortar a meta. Sim, é uma prova de perseguição, não importa fazer o melhor tempo, é necessário chegar primeiro.

As equipas podem inscrever sete ciclistas, sendo que apenas cinco serão utilizados em cada dia, com as classificações a fecharem quando o quarto elemento corta a meta. Quando a competição foi apresentada no final de Fevereiro, foi anunciado que cada corrida contaria com 18 equipas, 12 do World Tour. Na competição de Limburg estão, para já, 16 inscritas. E elas são: a Quick-Step Floors, Lotto Soudal, Sky, Movistar, BMC, Cannondale-Drapac, Bahrain-Merida, Lotto-Jumbo, Orica-Scott, Sunweb, Trek-Segafredo e UAE Team Emirates (do World Tour), Nippo-Vini Fantini, Caja Rural, Roompot e Israel Cycling Academy (do escalão Profissional Continental).

E desengane-se quem pensou que as equipas iriam aproveitar para dar experiência a ciclistas menos utilizados, mais jovens... Não. Logo à cabeça está Tom Dumoulin, o vencedor da Volta a Itália. Mas na lista aparece ainda André Greipel, Fernando Gaviria, Dylan Groenewegen, Philippe Gilbert, Sep Vanmarcke, Ian Boswell, Elia Viviani, Alex Dowsett e Jasper Stuyven, por exemplo. Também teremos portugueses: Nuno Bico (Movistar) e Ruben Guerreiro (Trek-Segafredo). Pode ver aqui a lista de inscritos.

A Hammer Series também quer se destacar pela tecnologia. Através do site da Velon ou das aplicações para Android e IOS será possível seguir os ciclistas, assim como os seus dados, como potência e cadência. Também haverão câmaras instaladas nas bicicletas para que se tenha acesso a perspectivas de como é estar dentro da corrida.

No local, a Hammer Series quer ser uma experiência diferente também para o público, sendo que um autêntico festival de ciclismo irá rodear o evento.

A Hammer Series quer crescer e já tem um local para 2018. A Noruega - Stavanger, mais precisamente - garantiu a organização para o próximo ano. A ideia é juntar a Volta aos Fiordes à Hammer Series. Até vão cortar um dos cinco dias à corrida que tem chamado algumas equipas do World Tour - três este ano -, mas assim os organizadores esperam conseguir melhorar substancialmente o elenco. Ou seja, as equipas que forem à Hammer Series, pode ser que também aproveitem para estar na Volta aos Fiordes.

Não há transmissão televisiva prevista, neste momento, para Portugal. No entanto, no Facebook da competição está colocado um vídeo com a mensagem que haverá uma transmissão através daquela página. Esta corrida na Holanda terá o nome oficial de Hammer Sportzone Limburg e tem a receita perfeita para não se falar já na Volta a França. Pelo menos até domingo, quando começar o Critérium du Dauphiné. Entretanto, veja o que alguns ciclistas, como Dumoulin e Dowsett, entre outros, pensam da Hammer Series.