Mostrar mensagens com a etiqueta Gabriel Mendes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Gabriel Mendes. Mostrar todas as mensagens

17 de dezembro de 2017

"Os gémeos Oliveira são um exemplo que outros quererão seguir"

Foi um ano de confirmação do ciclismo de pista em Portugal. Depois de um longo e árduo trabalho feito nas camadas jovens, os resultados começaram agora a aparecer em elite. As referências são inevitavelmente os gémeos Oliveira, que tem conquistado medalhas em todos os escalões. Com os Jogos Olímpicos em mente, é tempo de continuar a evolução com os actuais corredores e consolidar o projecto de forma a permitir que novos talentos continuem a emergir. Gabriel Mendes é por isso um homem orgulhoso do trabalho que está a ser desenvolvido numa vertente com pouca tradição no país, mas que está cada vez mais a afirmar-se. No entanto, o seleccionador nacional quer elevar ainda mais o nível do ciclismo de pista, realçando que será cada vez mais difícil à medida que se vai aproximando dos melhores.

"Cada vez que nós vamos subindo, mais difícil é fazê-lo. É necessário mais investimento. Precisamos de consolidar a nossa presença internacional no nível de elite", salientou Gabriel Mendes ao Volta ao Ciclismo. O seleccionador acrescentou a necessidade dos atletas competirem ainda mais, pois "essa experiência vai permitir refinar e ir evoluindo progressivamente". "Talento e capacidade existem, mas vamos ter de as trabalhar. Não vivemos só de potencialidade", disse. Contudo, referiu que não se pode deixar de trabalhar na base: "Paralelamente vamos também procurar verificar se temos outros atletas que vão surgindo e que possam também fazer este percurso."

Em Outubro, Rui Oliveira tornou-se no primeiro português a conquistar uma medalha em pista na categoria de elite, com o bronze na corrida de eliminação. No dia seguinte, Ivo ficou com a prata na perseguição individual e na qualificação alcançou um tempo (4.14.570) que só está ao alcance dos melhores. Em Julho, Rui tinha sido campeão europeu da especialidade em sub-23 e Ivo, bronze também na vertente em que tem demonstrado estar cada vez mais forte. "Este foi um ano em que atingimos alguma consolidação de resultados e tivemos alguns de muito bom nível. O Ivo fez um tempo de excelência e não é fácil repetir muitas vezes na carreira o nível de desempenho que teve na perseguição individual na qualificação. Mas não é só a questão dos resultados. Estes só são alcançados se nós tivermos um processo de trabalho orientado", referiu o seleccionador nacional.

"A pista é um período do trajecto do desenvolvimento que o atleta pode fazer ao mais alto nível, sempre que existe uma possibilidade de conjugação"

E este processo começou em finais de 2010. Então, Gabriel Mendes chegou à federação e agarrou no projecto de uma escola de ciclismo de pista. O responsável recorda que no centro de alto rendimento estiveram vários jovens que se foram mostrar nesta vertente. "Nós seleccionámos e iniciámos um processo de trabalho muito focado nas técnicas básicas, naquilo que eram os alicerces do trabalho técnico a desenvolver", explicou. O primeiro resultado foi o aumento de qualidade das corridas nacionais. Foi nessa fase inicial que surgiram os gémeos Oliveira. Identificado o potencial de ambos, em 2013 estrearam-se pela selecção e foi o início de uma etapa de enorme sucesso, com títulos logo no escalão de juniores.

Gabriel Mendes realçou a importância de ter sido possível realizar um trabalho de continuidade. Ou seja, através de uma coordenação com os clubes, é possível manter os treinos e competição de pista, conjugando com as responsabilidade vertente de estrada. "É esta coordenação que permite que tenhamos um processo continuo que tem vindo sempre a evoluir", afirmou. Apesar de muitos jovens pensarem em carreiras como ciclistas de estrada, a pista entrou definitivamente nos planos de muitos: "Eles têm um gosto intrínseco desde a primeira hora que vieram à pista. A partir daí é uma questão de planear a médio/longo prazo e de organização. A pista é um período do trajecto do desenvolvimento que o atleta pode fazer ao mais alto nível, sempre que existe uma possibilidade de conjugação. E se houver, é possível fazer as duas vertentes sem qualquer problema e com benefícios."

Os gémeos Oliveira estão a tornar-se no grande exemplo em Portugal de como se pode ter sucesso na pista e ter futuro na estrada. Este ano representaram a Axeon Hagens Berman de Axel Merckx, com o director belga a dar liberdade para que Ivo e Rui continuassem a competir na pista, enquanto desenvolvem as suas qualidades de estrada.

"Os gémeos Oliveira são um exemplo que outros quererão seguir", frisou Gabriel Mendes, que disse ainda que Ivo e Rui "têm um papel extremamente importante para que o ciclismo de pista seja hoje em Portugal uma modalidade que se está a afirmar". "A nível internacional, os atletas que têm sucesso a nível de pista, na endurance, são atletas que têm um caminho de sucesso de estrada. E eles estão a fazer esse processo e bem. E isso é um exemplo para os mais novos que querem também fazer o seu percurso", afirmou.

"Nós acreditamos que [a qualificação para os Jogos Olímpicos] é possível"

No sector feminino, Soraia Silva e Maria Martins têm sido as principais apostas. Sub-23 e júnior, já vão competindo com a elite para começar a ganhar experiência, mas sem a pressão de alcançarem resultados no imediato. "Os objectivos são muito claros: elas estão a trabalhar com o foco no desenvolvimento técnico e táctico." Gabriel Mendes quer que seja feito este trabalho de base e que se verifique uma evolução sustentada para que daqui a poucos anos estejam muito competitivas e a grande nível na pista.

E com tão bons resultados, já muito se fala de uma presença olímpica, o que será uma estreia nesta vertente do ciclismo em Portugal. Tóquio2020 aproxima-se e a qualificação começa no próximo verão. "É extremamente importante a presença nos Campeonatos do Mundo no omnium para termos aspirações e iniciarmos o processo de qualificação da melhor forma. Isso implica a qualificação para a Taça do Mundo", explicou o seleccionador. Há um "encadeamento", como referiu, destas competições, mais os campeonatos continentais, para que se possa assegurar um lugar no Jogos Olímpicos. O omnium é a disciplina eleita, ainda que o madison também está a ser trabalhado. "Nós acreditamos que é possível", realçou.

Além dos gémeos Oliveira, João Matias e César Martingil têm sido dois dos ciclistas mais chamados nos últimos meses por Gabriel Mendes e todos eles estão focados e motivados para continuar a elevar ainda mais a qualidade do ciclismo nacional. Para isso, o velódromo em Sangalhos tem sido de extrema importância, tanto por ser o centro de alto rendimento da modalidade - partilhado pela ginástica, esgrima, judo e trampolim -, pois além de treinos, tem recebido competições internacionais, como foi o caso em 2017 dos Europeus de sub-23 e juniores e neste último fim-de-semana a Taça Internacional Município de Anadia, que trouxe a Portugal medalhados em Jogos Olímpicos, Mundiais e Europeus.

"Temos um excelente velódromo e tentamos aproveitar ainda as condições que o centro de alto rendimento proporciona. Nós temos aqui a nossa academia e é uma estrutura muito importante para o trabalho que a selecção de pista desenvolve", reiterou Gabriel Mendes, que gostaria também de poder contar "com pistas abertas com características idênticas". Contudo, em Sangalhos, estão a nascer o que se espera ser as primeiras grandes referências do ciclismo de pista nacional.

»»Portugueses com seis medalhas no Troféu Internacional Município de Anadia««

»»"Quando vierem [assistir ao ciclismo de pista] vão ver que é emocionante!"««

»»Nova medalha para Rui Oliveira e os dois pontos que tiraram o bronze a Miguel Salgueiro««

»»Gémeos Oliveira e João Matias em destaque no primeiro dia de competição««

15 de dezembro de 2017

Gémeos Oliveira e João Matias em destaque no primeiro dia de competição

O Troféu Internacional Município de Anadia arrancou e os gémeos Oliveira conquistaram logo duas medalhas. Na prova que abriu a competição, a corrida de scratch em sub-23, Ivo ganhou e Rui foi terceiro. E para terminar, João Matias chegou a liderar a prova por pontos. Foi quinto, numa corrida em que teve como adversários atletas de nível mundial. O primeiro dia de provas houve ainda um valente susto, com a queda de Soraia Silva no scratch. Apesar das marcas na perna e braço, a jovem ciclista mostrou estar bem e preparada para sábado e domingo regressar à pista do Velódromo Nacional, em Sangalhos.

Gabriel Mendes estava contente com as performances dos seus ciclistas. "Para o processo de trabalho em que estamos, estou extremamente satisfeito com todos eles. Está dentro da nossa expectativa e para aquilo que são os nossos objectivos para esta fase da época", salientou ao Volta ao Ciclismo. O seleccionador nacional referiu o exemplo dos gémeos Oliveira, que têm apenas 15 dias de treino, pois esta é uma fase de arranque de temporada para a maioria dos corredores. Ainda assim, foram competitivos e juntaram mais duas medalhas às várias que já somam nos escalões de juniores, sub-23 e também elite, incluindo de europeus e mundiais.

(Fotografia: João Fonseca/Federação Portuguesa de Ciclismo)
"Estiveram muito bem. Eles não têm sempre a pressão de ganhar. Eles sobem frequentemente ao pódio, mas também se não subissem nesta corrida, não seria um problema", referiu Gabriel Mendes, que acrescentou que sendo uma competição em Portugal é naturalmente bom que se atinjam estes resultados. Ainda assim frisou: "Temos de respeitar um processo de preparação que queremos que seja sólido e sem quebrar etapas." O seleccionador destacou ainda o "papel determinante" de César Martingil na mesma corrida, com o ciclista a terminar no 10º lugar.

(Fotografia: João Fonseca/Federação Portuguesa de Ciclismo)
O outro destaque do dia foi João Matias. Esteve bem na perseguição individual, mas foi na corrida por pontos que ficou perto do pódio. Ao conseguir dar uma volta de avanço e vencendo depois o sprint, Matias esteve na liderança no início da prova. O pódio pareceu possível durante toda a longa, mas rápida corrida. Porém, o ciclista português acabaria no quinto lugar. O pódio escapou, mas João Matias demonstrou novamente como está a evoluir no ciclismo de pista, disputando a corrida com ciclistas de elevado nível internacional. O espanhol Sebastían Mora venceu com 54 pontos, mais um do que o holandês Jan-Willem van Schip. O belga Robbe Ghys foi o terceiro, com 39 pontos. Matias somou 34.

A júnior Maria Martins continua a ganhar experiência ao competir com a elite e terminou o dia com dois resultados muito animadores. Primeiro começou por ser oitava entre 24 atletas que se apuraram para a final na corrida por pontos. No scratch foi nona, com Soraia Silva a sofrer uma queda que poderá ter sido uma dura forma de aprender o que não deve fazer. "As quedas são algo que podem acontecer a qualquer momento. Há aspectos que temos de melhorar, nomeadamente técnicos ,de forma a que a situação que aconteceu não se repita. A Soraia entra na faixa dos sprinters, pela esquerda de uma atleta que já lá se encontrava e devido à velocidade e ao não ter possibilidade de entrar na curva da pista, se assim podemos dizer, no ápice da curva é projectada por fora. Os atletas não devem forçar essa passagem, ela forçou e as coisas correram mal", explicou Gabriel Mendes.

Soraia teve uma passagem pelo departamento médico, mas neste sábado, tanto a ciclista, como os restantes companheiros da selecção nacional estarão na prova do omnium, que inclui seis corridas, como a perseguição individual ou o scratch. Os ciclistas vão somando pontos para se encontrar o vencedor.

De referir que além dos ciclistas que estão a representar a selecção nacional, encontram-se em Sangalhos a competir a título individual António Barbio, Rafael Silva e Leonel Coutinho.

O dia de sábado começa às 10 até perto das 20 horas, com paragem entre as 12:50 e as 16 horas. Gabriel Mendes deixa o convite para assistir ao Troféu Internacional Município de Anadia: "Vale a pena cá vir. É um espectáculo que é bonito de se ver". A entrada é gratuita.

»»Gémeos Oliveira lideram selecção no Troféu Internacional Município de Anadia««

»»A vez de Ivo Oliveira. Mais uma medalha para Portugal««

25 de julho de 2017

Misto de juventude e experiência para atacar os Europeus

Rafael Reis e Ruben Guerreiro, amigos que vão lutar pelo título europeu
Será o segundo ano em que os profissionais poderão competir nos Europeus, com Herning, na Dinamarca, a ser o palco da corridas entre 2 e 6 de Agosto. Há um ano Peter Sagan coleccionou mais uma camisola, que acabou por nunca ser vista na estrada, pois era campeão do mundo quando ganhou e renovou o título em Outubro. Jonathan Castroviejo venceu no contra-relógio e essa camisola até a vimos na Volta ao Algarve. Quem serão os próximos campeões europeus? Portugal aposta num misto de juventude e experiência para enfrentar as habituais potências do ciclismo: Ruben Guerreiro, Rafael Reis, José Mendes e Tiago Machado.

Este ano serão apenas quatro os que formarão a equipa na competição de elite, como José Mendes (Bora-Hansgrohe) e Tiago Machado (Katusha-Alpecin) a repetirem a chamada, ainda que o primeiro tenha acabo por não competir devido a problemas físicos. Em 2016, a táctica assumida foi de apoio a Rui Costa, que terminou na sexta posição. Este ano e dado ser uma equipa mais curta, as características dos ciclistas beneficiam a procura de uma fuga ou de ataques nos quilómetros finais, por exemplo. Ruben Guerreiro (Trek-Segafredo) sagrou-se recentemente campeão nacional de fundo, enquanto Rafael Reis (Caja Rural) foi vice-campeão de contra-relógio, perdendo para Domingos Gonçalves, que no dia 4 começa a Volta a Portugal com a Rádio Popular-Boavista.

Sem surpresa, Rafael Reis irá estar tanto no esforço individual como na prova de fundo, tal como Tiago Machado. Rafael Reis é um especialista nesta vertente e na Volta a Portugal de 2016 venceu o prólogo e vestiu a camisola amarela. O percurso do contra-relógio é essencialmente plano (46 quilómetros), tal como o escolhido para a prova de fundo (241,2). Será percorrido em circuito para assim potenciar a visibilidade de quem quiser assistir in loco à corrida.

Bikey, a mascote dos Europeus
Perante estas características e o número reduzido de ciclistas da equipa portuguesa, percebe-se ainda melhor a escolha de José Poeira. Tiago Machado (31 anos) é exímio neste tipo de ataques. Na Katusha-Alpecin as suas funções mudaram, sendo agora um excelente gregário, mas as qualidades do homem de ataque que é não se perderam. Certamente que o ciclista estará desejoso de as mostrar, depois de um Tour muito positivo, ainda que no trabalho para Alexander Kristoff. José Mendes (32) gosta mais de percursos com algumas inclinações, ainda assim a sua experiência poderá ser importante, pois também sabe integrar bem potenciais fugas.

Rafael Reis (25) e Ruben Guerreiro (23) são ciclistas que se adaptam facilmente a este tipo de corridas. Ambos começaram bem a temporada nas novas equipas, mas o primeiro fracturou o pulso e o segundo teve um problema dentário. As paragens forçadas quebraram a subida de forma dos dois, contudo, estão novamente a atingir bons picos de intensidade física.

O percurso dos Europeus não assentaria a Rui Costa, por exemplo, mas Nelson Oliveira falhará a presença no contra-relógio porque nesse dia (3) estará na Volta à Polónia com a Movistar, a preparar a Volta a Espanha, corrida para a qual espera ser convocado. Em 2016, Nelson Oliveira falhou o pódio por 17 segundos.

A comitiva portuguesa não se fica por estes quatro ciclistas. Serão 16 ao todo que irão competir também nos sub-23, juniores e no sector feminino.

Sub-23: André Carvalho (Cipollini Iseo Serrature Rime), César Martingil (Liberty Seguros/Carglass), Francisco Campos (Miranda/Mortágua), Gaspar Gonçalves (LIberty Seguros/Carglass) e João Almeida (Unieuro Trevigiani-Hemus 1896). Só Gaspar Gonçalves participará também no contra-relógio.

Juniores: João Dinis (RP-Boavista), Pedro Miguel Lopes (Seissa/KTM Bikeseven/Matias & Araújo/Frulact) Pedro José Lopes (Alcobaça CC/Crédito Agrícola) e Pedro Teixeira (Maia). Os últimos dois estão inscritos para a corrida de fundo e contra-relógio.

Gabriel Mendes é o responsável no sector feminino, que só irá competir nas provas de fundo. As eleitas são a elite Daniela Reis (Lares-Waowdeals), a sub-23 Soraia Silva (Bairrada) e a júnior Maria Martins (Bairrada),que na semana passada foi vice-campeã da Europa do seu escalão na prova de eliminação dos Europeus de pista que se realizariam em Anadia.

Em baixo fica o calendário das corridas em que irão participar os ciclistas portugueses (fuso horário de Portugal Continental):
  • 2 de Agosto, 11:45 Contra-relógio Juniores Masculinos, 31,5 km 
  • 3 de Agosto, 11:15 Contra-relógio Sub-23 Masculinos, 31,5 km 
  • 3 de Agosto, 14:00 Contra-relógio Elite Masculina, 46 km 
  • 4 de Agosto, 8:00 Prova de Fundo Juniores Femininas, 60,3 km 
  • 4 de Agosto, 11:00 Prova de Fundo Sub-23 Femininas, 100,5 km 
  • 4 de Agosto, 15:00 Prova de Fundo Juniores Masculinos, 120,6 km 
  • 5 de Agosto, 8:00 Prova de Fundo Sub-23 Masculinos, 160,8 km 
  • 5 de Agosto, 13:00 Prova de Fundo Elite Feminina, 120,6 km 
  • 6 de Agosto, 10:00 Prova de Fundo Elite Masculina, 241,2 km


17 de julho de 2017

11 jovens ciclistas portugueses atacam Europeus de Pista em Anadia

(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
A partir desta terça-feira Anadia torna-se o centro das futuras estrelas de ciclismo, com os Campeonatos Europeus de Pista de sub-23 e juniores a realizarem-se até domingo no velódromo de Sangalhos. Elia Viviani, Bryan Coquard e Owain Doull são algumas das mais recentes figuras que se mostraram pela primeira vez numa competição como esta. Portugal estará representado por 11 ciclistas, com inevitável destaque para os gémeos Oliveira, os primeiros a conquistarem medalhas internacionais nesta vertente do ciclismo. Mas a atenção não se centrará apenas em Ivo e Rui, com expectativas de bons resultados e que os mais jovens comecem a ganhar experiência a pensar no futuro próximo.

César Martingil (Liberty Seguros/Carglass), Miguel do Rego (Team Peltrax-CS Dammarie-lès-Lys), Ivo Oliveira e Rui Oliveira (Axeon Hagens Berman) e Soraia Silva (Bairrada) foram os escolhidos pelo seleccionador Gabriel Mendes da categoria de sub-23, enquanto nos juniores, Portugal contará com Francisco Duarte e Wilson Esperança (Sicasal/Liberty Seguros/Bombarralense), Francisco Moreira (Seissa/KTM Bikeseven/Matias & Araújo/Frulact), João Dinis (RP-Boavista), José Sousa (Silva & Vinha/ADRAP/Sentir Penafiel) e Maria Martins (Bairrada).

Logo a abrir os campeonatos, a selecção portuguesa terá como recente recordação o segundo lugar de Ivo Oliveira na perseguição individual e a mesma posição de Maria Martins no scratch, conquistados há um ano. Gabriel Mendes falou sobre os planos definidos para os Europeus: "Como é natural, os objectivos são mais ambiciosos para os atletas com experiência, como os gémeos Oliveira e o César Martingil, em sub-23, e a Maria Martins e o João Dinis, em juniores. Neste caso, um lugar no primeiro terço da classificação será um desempenho muito bom, e um lugar no segundo terço será bom."

Com a viagem a ser feita apenas até Anadia, ou seja, competir em casa, permitiu que a equipa portuguesa fosse maior, a pensar em proporcionar uma experiência a outros ciclistas com potencial. "Tanto o Miguel do Rego como os juniores que se estreiam estão neste patamar evolutivo. Pretende-se que adquiram experiência e consigam desenvolver-se ao nível técnico e táctico. A Soraia Silva já correu em juniores, mas irá estrear-se em sub-23. O grau de exigência é muito mais alto, pelo que tentar rodar na volta da vencedora é uma meta realista para este ano, pensando já no futuro", explicou o seleccionador, citado pela Federação Portuguesa de Ciclismo. Gabriel Mendes quer os seus ciclistas a pontuar o máximo possível para a qualificação para a Taça do Mundo 2017/2018, sempre com os Jogos Olímpicos de Tóquio no horizonte.

Apesar de ser a grande referência ao lado do irmão, Ivo Oliveira não sabe como irá apresentar-se em Anadia. O ciclista da Axeon Hagens Berman caiu durante o Giro de sub-23 a 14 de Julho e fracturou o braço. "Uma semana após a queda comecei o meu trabalho nos rolos, embora com limitações. Tenho aumentado progressivamente a carga dos treinos, sinto-me com vontade de correr, mas só o corpo o dirá. Não consigo pensar nisso [resultados], visto que a minha preparação é completamente diferente dos outros anos, mas darei o meu melhor, como sempre faço", assegurou Ivo Oliveira.

No velódromo de Sangalhos estarão mais de 300 atletas oriundos de 25 países. Todas as finais e algumas provas de qualificação serão transmitidas em directo na internet nos seguintes sites: Federação Portuguesa de Ciclismo, site oficial dos campeonatos e no canal de YouTube da federação (é só carregar nos links para ir para as páginas).

Para quem quiser assistir ao vivo, os filiados na Federação Portuguesa de Ciclismo e todos os residentes no concelho de Anadia têm entrada gratuita. Os bilhetes diários custam dez euros.

Calendário dos portugueses (informação sujeita a ajustes diários):

18 de Julho 
10:50: Perseguição Individual Sub-23 - Ivo Oliveira e Miguel do Rego 
17:00: Eliminação Sub-23 Femininas - Soraia Silva 
17:30: Eliminação Sub-23 Masculinos - Rui Oliveira 
18:10: Final de Perseguição Individual Sub-23 (em caso de apuramento) – Ivo Oliveira e Miguel do Rego 
18:20: Scratch Juniores Femininas - Maria Martins 
18:40: Scratch Juniores Masculinos - Francisco Duarte 

19 de Julho 
15:50: 1 km contra-relógio Juniores Masculinos - Francisco Duarte e Wilson Esperança 
18:30: Scratch Sub-23 Femininas - Soraia Silva 
18:45: Scratch Sub-23 Masculinos - César Martingil 
19:15: Eliminação Juniores Femininas - Maria Martins 
19:35: Eliminação Juniores Masculinos - João Dinis 

20 de Julho 
10:20: Perseguição Individual Juniores Masculinos - Francisco Moreira e Wilson Esperança 
17:50: 1 km contra-relógio Sub-23 Masculinos - Rui Oliveira e Miguel do Rego 

21 de Julho 
10:00/10:55/15:30/19:30: Omnium Juniores Femininas - Maria Martins 
10:15/11:20/15:45/20:00: Omnium Juniores Masculinos - João Dinis 
17:00: Corrida por Pontos Sub-23 Femininas - Soraia Silva 
17:40: Corrida por Pontos Sub-23 Masculinos - Miguel do Rego 

22 de Julho 
9:30/10:30/16:00/19:30: Omnium Sub-23 Femininas - Soraia Silva 
9:50/10:45/16:20/20:00: Omnium Sub-23 Masculinos - Rui Oliveira 
17:10: Corrida por Pontos Juniores Femininas - Maria Martins 
17:50: Corrida por Pontos Juniores Masculinos - José Sousa 

23 de Julho 
15:30: Madison Sub-23 Masculinos - Rui Oliveira e Miguel do Rego 

»»Leonel Coutinho: "Estou mesmo a gostar de andar por lá [Espanha]"««

»»Victor Ocampo conquista Volta a Portugal de Juniores««

17 de maio de 2017

Daniela Reis contente com corrida das suas "tuguinhas"

(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
A campeã nacional vestiu as cores da selecção na clássica Durango-Durango e alcançou um excelente 26º lugar, que não só demonstra a evolução da ciclista de 24 anos, como deixou o seleccionador e a atleta satisfeitos com o resultado. Daniela Reis integrou este ano uma equipa do principal escalão mundial, a Lares-Waowdeals e recentemente participou na semana das Ardenas. A participação na clássica do País Basco teve como um dos objectivos começar a preparar os Europeus e os Mundiais.

"As sensações não foram as melhores, já não sei se é falta de descanso ou falta de treino mas o resultado foi um 26° lugar e fiquei super contente com a excelente corrida das minhas Tuguinhas!! Step by step vamos construir uma grande #TeamPortugal!!", escreveu a ciclista na sua página de Facebook. Em 2016, Daniela Reis foi 55ª nesta mesma corrida. Na terça-feira ficou a 4:39 minutos da vencedora Annemiek van Vleuten. Shara Gillow (FDJ Nouvelle Aquitaine Futuroscope) e Eider Merino (Lointek) completaram o pódio.

O seleccionador Gabriel Mendes levou para o País Basco uma equipa jovem, que incluiu sub-23 e juniores, com o objectivo de começar a dar experiência a este nível às ciclistas. Das seis convocadas só Liliana Jesus e Maria Martins não terminaram. Celina Carpinteiro, foi 42.ª, a 7:56 minutos, a sub-23 Soraia Silva 53.ª, a 8:52 e a júnior Marta Branco 64.ª, a 11:20.

“Cumprimos o que tínhamos previsto. Todas as atletas, incluindo as juniores, fizeram os primeiros 93 quilómetros de corrida [eram 113 no total] no pelotão principal, apenas descolando no circuito final, onde encontraram rampas que chegavam aos 20%. Nota-se uma evolução que tem sido contínua. Há que dar mais oportunidades às ciclistas portuguesas de competirem a este nível elevado para que continue a evolução”, salientou Gabriel Mendes, citado pela Federação Portuguesa de Ciclismo.


11 de abril de 2017

Ivo Oliveira e João Matias em Hong Kong a pensar em Tóquio2020: "Vamos à luta!"

João Matias, o seleccionador Gabriel Mendes e Ivo Oliveira
com ambição de obter top dez nas quatro provas em que
os ciclistas estarão presentes (Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)

Portugal está representado nos Mundiais de Pista por dois ciclistas: Ivo Oliveira e João Matias. Ambos apontam a classificações de top 10 e querem começar a preparar uma presença nos Jogos Olímpicos de 2020. A aposta no ciclismo de pista está cada vez mais a dar os seus frutos. Depois do sucesso nas camadas jovens, com os gémeos Oliveira em destaque, há um ano, no Mundial de Elite, a selecção nacional apurou-se para duas provas, por intermédio de Ivo Oliveira, em 2017 irá competir em quatro, com ambição e confiança.

“Pretendemos conseguir um bom nível de pontuação, o que passa por alcançar lugares no top 10, uma meta que considero possível nas quatro disciplinas”, afirmou o seleccionador Gabriel Mendes, citado pela Federação Portuguesa de Ciclismo. A procura de pontos será importante para o apuramento para a Taça do Mundo na próxima temporada. No entanto, Gabriel Mendes referiu que há "diferentes patamares de objectivos", o que significa que a presença nestes Mundiais também já se traduz no pensamento para os Jogos Olímpicos, Tóquio2020. “No horizonte de qualificação olímpica, a experiência que vamos adquirir no Campeonato do Mundo é muito importante para o futuro. Podemos mesmo dizer que já faz parte do processo de qualificação. Embora os pontos não contem para o ranking de apuramento, que ainda não está aberto, são fundamentais para conseguirmos outras participações internacionais. E, além disso, a presença em Hong Kong dá-nos mais experiência num patamar elevado de competição”, salientou.

Com medalhas em europeus e mundiais nos escalões jovens, Ivo Oliveira (Axeon Hagens Berman) persegue agora o sucesso na elite. Com apenas 20 anos vai participar nos seus segundos Mundiais no principal escalão. Em 2016 competiu em scratch e na corrida por pontos, mas agora mudou para a perseguição individual e omnium. A primeira disciplina é aquela em que tem obtido excelentes resultados, com medalhas como júnior e sub-23, mas é o omnium o principal destaque para o jovem ciclista. “São duas disciplinas muito importantes, mais o omnium, por ser disciplina olímpica. Quero já começar a fazer pontos para garantir a presença na Taça do Mundo, onde começarei a pensar nos Jogos Olímpicos, um objectivo nada fácil, porque só se apuram oito países da Europa", salientou Ivo Oliveira.

Já João Matias faz a sua estreia nestas andanças ao 25 anos, mas motivação claramente não lhe falta: "É o corolário de todo o trabalho desenvolvido ao longo dos anos, a nível pessoal e da própria selecção. Darei o meu melhor para tentar resultados no top 10. Vamos à luta!” O corredor da LA Alumínios-Metalusa-BlackJack vai competir em scratch e na corrida por pontos.

Os dois ciclistas prepararam estes Mundiais no Centro de Alto Rendimento de Sangalhos e o primeiro a entrar em acção será João Matias, na quinta-feira (scratch) e no dia seguinte fará a corrida por pontos. Na sexta-feira Ivo Oliveira também entrará em acção na pista de Hong Kong, na perseguição individual, sendo que no sábado competirá no omnium.

De referir ainda que Vicente Garcia de Mateos, espanhol do Louletano-Hospital de Loulé que recentemente venceu a Clássica Aldeias do Xisto, estará também na Ásia a representar a sua selecção.

Os Mundiais de Pista decorrem entre esta quarta-feira e domingo (pode ver aqui o calendário) e algumas corridas serão transmitidas no Eurosport. De recordar que o fuso horário em Hong Kong são mais sete horas do que em Portugal Continental.