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6 de abril de 2018

Sexto ciclista da Funvic com controlo positivo

A equipa que chegou a ser do escalão Profissional Continental, com planos de se transformar numa referência do ciclismo brasileiro e assim abrir portas aos seus corredores ao mais alto nível, continua a debater-se com grandes problemas de credibilidade. A Funvic regressou ao estatuto de amador, mas voltou a ser notícia pelas piores razões, com mais um dos seus ciclistas a ser apanhado nas malhas do doping. A lista continua a crescer e já são seis em menos de dois anos.

O mais recente é Roberto Silva, brasileiro de 35 anos e que recentemente participou na Volta ao Uruguai, ganha pelo companheiro Magno Nazaret. Segundo o site Ciclo 21, Silva foi suspenso pela UCI devido ao uso de substâncias dopantes, ainda que não tenham sido especificadas. Também não foi referido quando foi realizado o teste que deu positivo. O nome de Silva junta-se assim a Alex Diniz, Otavio Bulgarelli, Kleber Ramos, João Gaspar e Ramiro Rincón Díaz.

Estes dois últimos casos remontam à Volta a Portugal de 2016. O brasileiro abandonou à quinta etapa, enquanto o colombiano viria a ser o rei da montanha. Este processo ainda decorre e caso venha a ser confirmado o positivo, Rincón pode perder a camisola azul, com Joni Brandão, então na Efapel, a ter terminado em segundo naquela classificação. De recordar que a equipa brasileira chegou mesmo a cumprir uma suspensão de 55 dias  no ano passado, devido à reincidência de casos positivos em menos de um ano.

No que diz respeito a ciclistas portugueses, André Cardoso continua suspenso provisoriamente à espera da conclusão do processo. O ciclista de Gondomar deu positivo por EPO, num resultado anunciado a poucos dias da Volta a França de 2017 (27 de Junho), corrida que se preparar para competir pela primeira vez na carreira, ao lado de Alberto Contador. O contrato com a Trek-Segafredo era de apenas um ano, tendo terminado em Dezembro. Cardoso tem 33 anos e há cinco que estava no World Tour, quatro na estrutura da Cannondale. Antes esteve três temporadas na Caja Rural, enquanto em Portugal destacou-se ao serviço da equipa de Tavira. 

O jovem Rui Carvalho (22) está a cumprir uma suspensão de quatro anos pelo uso de esteróides anabolizantes durante a Volta a Portugal do Futuro, em 2015. O castigo termina a 17 de Julho do próximo ano. Mais cedo poderá ser o regresso de Daniel Silva (32 anos). Suspenso pela ADoP (Autoridade Antidopagem de Portugal) por 24 meses, por um acto considerado negligente, o antigo ciclista da Rádio Popular-Boavista - que assinou pela Funvic em 2017, mas nunca chegou a correr pela equipa brasileira -, poderá voltar à competição no próximo 1 de Maio.

Além de André Cardoso, há outro caso mediático que aguarda por uma solução final. Samuel Sánchez acusou uma hormona de crescimento pouco antes do arranque da Volta a Espanha. Porém, numa altura em que o espanhol ponderava terminar a carreira precisamente na Vuelta, a suspensão provisória acabou por precipitar essa decisão. Sánchez tem 40 anos.

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»»Está a cumprir 12 anos de suspensão, mas quer voltar a competir aos 40. Nem que tenha de criar uma equipa««

24 de maio de 2017

Equipa do português Daniel Silva suspensa pela segunda vez este ano

(Fotografia: Facebook Team Soul Brasil)
A Soul Brasil (antiga Funvic) vai cumprir 35 dias de suspensão, depois de mais dois casos de doping na equipa brasileira. Este ano, a formação que conta com o português Daniel Silva, já tinha estado afastada da competição durante 55 dias - uma parte ainda em 2016 - por três ciclistas terem dado positivo em testes anti-doping, dois deles durante a Volta a Portugal. A nova suspensão será cumprida entre 15 de Julho e 19 de Agosto, segundo anunciou a UCI.

Em causa estão irregularidades com o passaporte biológico de Alex Correia Diniz e com uma alegada manipulação após um teste anti-doping de Otavio Bulgarelli. Este último caso foi denunciado ao organismo internacional pela Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem. Nenhum dos ciclistas está actualmente com a Soul Brasil. Bulgarelli, de 32 anos, (campeão brasileiro em 2012) competiu pela última vez na Volta a Portugal, tendo abandonado na terceira etapa. Diniz, 31, não está em acção desde a Volta ao Lago Taihu, na China, em Novembro. Este ciclista tinha cumprido dois anos de suspensão, depois de ter testado positivo pelo uso de EPO em 2009.

Em Dezembro a equipa foi suspensa por 55 dias, depois de se conhecer que Wilson Ramiro Diaz e João Gaspar deram positivo em testes realizados na Volta a Portugal. O colombiano foi o vencedor da classificação da montanha. Estes testes positivos juntaram-se ao de Kleber Ramos, que realizou um antes dos Jogos Olímpicos, mas o resultado só foi conhecido depois.

A equipa contratou este ano o terceiro classificado da Volta a Portugal, Daniel Silva, que aos 31 anos escolheu ir para uma equipa estrangeira depois de seis anos na estrutura da actual Rádio Popular-Boavista. Todos estes casos estão a manchar a imagem de uma equipa que vai perdendo crédito, apesar de ter a licença Profissional Continental. Após a primeira suspensão conseguiu estar na Volta a Catalunha, muito devido ao facto de ter um catalão no seu plantel. Jordi Simón - terceiro classificado nos Nacionais em 2016 - foi o único ciclista da formação a terminar a corrida na Catalunha.

Esta segunda suspensão deve-se por serem dois casos e as regras da UCI determinam que quando há mais do que um caso de doping durante o ano, as equipas incorrem numa sanção que poderá afastá-las das competições de 15 dias a 12 meses.


28 de março de 2017

Mais dois casos de suspeita de doping na Funvic que arrisca nova suspensão

Funvic esteve na Volta à Catalunha, mas só um ciclista terminou
Em menos de um ano são já cinco os casos de doping de ciclistas com ligações à Funvic, equipa brasileira que este ano conta com o português Daniel Silva. Depois de ter cumprido 55 dias de suspensão, a Funvic arrisca agora um novo afastamento da competição, o que pode ir de 15 dias a 12 meses. A UCI já está a analisar estas novas situações, mas não adiantou quando irá anunciar a decisão.

Em causa estão irregularidades com o passaporte biológico de Alex Correia Diniz e com uma alegada manipulação após um teste anti-doping de Otavio Bulgarelli. Este último caso foi denunciado ao organismo internacional pela Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem. Nenhum dos ciclistas está actualmente com a Funvic. Bulgarelli, de 32 anos, (campeão brasileiro em 2012) competiu pela última vez na Volta a Portugal, tendo abandonado na terceira etapa. Diniz, 31, não está em acção desde a Volta ao Lago Taihu, na China, em Novembro. Este ciclista já cumpriu dois anos de suspensão depois de ter testado positivo pelo uso de EPO em 2009.

Em Dezembro a equipa foi suspensa por 55 dias, depois de se conhecer que Wilson Ramiro Diaz e João Gaspar deram positivo em testes realizados na Volta a Portugal. O colombiano foi o vencedor da classificação da montanha. Estes testes positivos juntaram-se ao de Kleber Ramos que realizou um antes dos Jogos Olímpicos, mas o resultado só foi conhecido depois. Perante os casos de doping, a Funvic viveu dias de incerteza quanto à atribuição da licença Profissional Continental. A confirmação só chegou depois de dois adiamentos para analisar a candidatura. Nessa altura, o director desportivo, Benedito Tadeu Azevedo, comprometeu-se a implementar mudanças para tentar garantir a credibilidade da equipa. "Haverá mudanças, como mais controlos internos e conversas com psicólogos desportivos sobre o tema do doping. Nunca mais se poderão repetir [os casos]", afirmou na altura.

Ao ser informado das duas novas suspeitas, a Funvic emitiu um comunicado, destacando que nenhum do ciclistas foi "flagrado com substâncias proibidas" e que os dois já não fazem parte da equipa. "Reiteramos que seguimos trabalhando com seriedade e desejamos êxito aos dois ex-ciclistas da equipa na busca pela verdade", lê-se na nota. A formação brasileira refere ainda que desde que recebeu uma licença Profissional Continental em 2016 que todos os seus ciclistas passaram a ter o passaporte biológico. Este ano a equipa juntou-se ao Movimento por um Ciclismo Credível, que tem regras mais rígidas do que a Agência Mundial de Antidoping.

A Funvic regressou à competição na Volta à Catalunha, beneficiando do facto de ter um catalão na equipa, Jordi Simón. Apesar de Murilo Affonso ter chegado a liderar a classificação da montanha numa fase inicial da corrida, a prestação da equipa foi fraca e só Simón terminou a prova, sendo 39º a 35:44 minutos do vencedor, Alejandro Valverde (Movistar).

O plantel da Funvic é constituído maioritariamente por brasileiros. Daniel Silva - terceiro na Volta a Portugal em 2016, ao serviço da Rádio Popular-Boavista -, Jordi Simón e o argentino Francisco Chamorro são os estrangeiros que completam a equipa.