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30 de janeiro de 2017

Ganhou a corrida, chocou com um fotógrafo e foi para o hospital sem passar pelo pódio

McLay bem disposto, mesmo depois de ser obrigado a celebrar a vitória no hospital
(Fotografia: Twitter Fortuneo-Vital Concept)
Daniel McLay nem teve tempo para festejar. O sprinter britânico da Fortuneo-Vital Concept bateu no sprint Matteo Pelucchi (Bora-Hasngrohe), Nacer Bouhanni (Cofidis) e André Greipel (Lotto Soudal). A discussão pelo Trofeo Palma - a última corrida do Challenge de Maiorca - foi de tal forma renhida que só com photofinish se conseguiu definir o vencedor. Porém, McLay recebeu a notícia quando estava no chão, a sangrar do rosto e a preparar-se para ir de ambulância para o hospital.

O insólito aconteceu este domingo. Depois de um sprint a alta velocidade, McLay viu um repórter fotográfico na sua direcção. "Estava à espera que ele se mexesse, mas ele continuava a olhar para a sua máquina. Eu não conseguia desviar-me para a direita porque estavam lá ciclistas. Queria evitá-lo, mas naquele momento ele levantou-se e chocámos. Ainda não sabia que tinha ganho. Foram os meus colegas de equipa que me disseram depois da queda", explicou McLay, num comunicado divulgado pela Fortuneo-Vital Concept.

No Twitter, o britânico referiu que, entretanto, o repórter fotográfico já lhe pediu pessoalmente desculpa, que foram aceites por McLay e que deixou ainda um recado: "Foi um erro que pode ser evitado no futuro com uma melhor organização, mas ambas as partes estão bem, tirando uns arranhões."

Além de McLay e o fotógrafo, o incidente ainda provocou a queda de algumas motos da organização, ainda com os motards sentados nelas, que estavam paradas por trás de onde estavam os repórteres fotográficos. Foi um momento confuso, segundo explicou ao Cycling News Oliver Neilson, um fotógrafo que também estava na zona da meta. Neilson não viu o que aconteceu, mas ainda captou imagens dos motards que caíram no estranho incidente que marcou o final do Challenge de Maiorca.

Sem possibilidade de ir ao pódio receber o prémio da vitória, foram os colegas de McLay que o fizeram pelo britânico. O ciclista considerou que foi um momento "fixe" ver quem tanto trabalhou para que conseguisse vencer, subir ao pódio para receber o troféu.



26 de janeiro de 2017

Três equipas francesas e uma belga recebem convites para o Tour

Voeckler vai terminar a carreira no Tour (Fotografia: Facebook Direct Energie)
Foi uma atribuição bem mais pacífica do que os convites dados para a Volta a Itália. A Amaury Sport Organisation (ASO) atribuiu os quatro wildcards para o Tour, com três das quatro equipas francesas do escalão Profissional Continental a serem escolhidas, assim como a belga Wanty-Groupe Gobert. Sem surpresa, Direct Energie, Cofidis e Fortuneo-Vital Concept vão voltar a marcar presença na Volta a França (de 1 a 23 de Julho). O destaque acaba por ir para a Direct Energie, pois Thomas Voeckler havia anunciado que queria terminar a carreira este ano no Tour e terá assim essa oportunidade.

Voeckler tem sido uma das figuras do ciclismo francês nos últimos 17 anos. Irreverente, por vezes polémico, um lutador incansável e, claro, o estilo inconfundível da língua de fora. Terá 38 anos quando cortar a meta em Paris pela última vez e o grande objectivo será conquistar pelo menos uma etapa (soma quatro na carreira no Tour) e quem sabe, sendo a derradeira prova da carreira, Voeckler tente ainda vestir novamente a camisola amarela ou mesmo tentar vencer a classificação da montanha, por exemplo. Será difícil repetir o feito de 2011, ano em que liderou durante dez etapas, terminando o Tour na quarta posição.

A Direct Energie também deverá apresentar Bryan Coquard, um sprinter a ganhar créditos a cada ano que passa e que quererá rivalizar com os melhores, começando por Nacer Bouhanni, que se se portar bem fora das corridas, deverá ser o líder da Cofidis. De recordar que em 2016 envolveu-se numa luta na noite antes da corrida de fundo dos nacionais. Deu um murrro a um homem que estaria a fazer barulho no hotel e acabou por se lesionar na mão, de tal forma que ficou de fora da Volta a França.

A Fortuneo-Vital Concept deverá apresentar-se um pouco mais ambiciosa do que em 2016, pois contratou dois bons ciclistas franceses: Maxime Bouet (ex-Etixx-QuickStep) e Arnold Jeannesson (ex-Cofidis e que antes esteve seis anos na FDJ). No ano passado uma das figuras foi Armindo Fonseca, o luso-descendente que chegou a andar em fuga numa da etapa que foi muito falada por ter sido francamente aborrecida. O ciclista continua na equipa.

A Wanty-Groupe Gobert conseguiu o importante convite que comprova o crescimento da equipa belga. A atribuição do wildcard não é uma surpresa depois de no ano passado ter alcançado bons resultados, com destaque para a vitória na Amstel Gold Race por intermédio de Enrico Gasparotto, que entretanto mudou-se para a Bahrain-Merida. A presença de Yoann Offredo poderá ter sido uma ajuda para a Wanty, pois o ciclista francês alcançou alguns resultados interessantes na carreira, sempre ao serviço da FDJ.

Quem ficou de fora foi a Delko Marseille Provence. Porém, não há a polémica que se está a verificar em Itália, depois da organização ter deixado de fora duas equipas transalpinas na atribuição dos convites. A ASO compensou a Delko Marseille Provence com convites para o Paris-Nice e Critérium du Dauphiné e tendo em conta o tipo de ciclistas que a equipa tem, poderá ser mais benéfico na tentativa de conquistar algum resultado, mas claro que a nível de exposição do patrocinador, o desejo é sempre o Tour. Por esta estrutura passaram os gémeos Gonçalves: José em 2013 e 2014 e Domingos em 2014.