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1 de janeiro de 2018

Está lançado um ano desafiante para o ciclismo

por Delmino Pereira, presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo

(Fotografia: João Fonseca/Federação Portuguesa de Ciclismo)
Cada época desportiva é sempre um desafio renovado, 2018 será particularmente especial para o ciclismo português. Por um lado, porque sucede a 2017, o ano com mais medalhas em Mundiais e Europeus para o ciclismo luso. Por outro lado, porque 2018 será o primeiro ano de implementação de várias medidas de renovação e modernização da modalidade.

Decidimos introduzir novidades regulamentares desde as escolas ao ciclismo profissional, sem esquecer a renovação contratual para a concessão da Volta a Portugal. Todas as modificações têm um fio condutor, visam dotar o ciclismo português de maior capacidade de adaptação à realidade cada vez mais competitiva do desporto internacional e nacional: só os países e as modalidades que apostam na excelência conseguem ter sucesso. O ciclismo internacional tem sabido fazê-lo e Portugal precisa de manter a pedalada para continuar no pelotão da frente.

O pelotão profissional português cresceu 50 por cento face a 2017, devido às novas regras de formação de equipas continentais. Durante a última Volta a Portugal, na qual apenas dois corredores de equipas portuguesas eram elegíveis para a classificação da juventude, muito se falou na falta de jovens no pelotão da prova. Pois bem, o crescimento do pelotão continental para 2018 significa, sobretudo, um rejuvenescimento do mesmo. 

O acesso dos melhores jovens que representam equipas portuguesas à Volta a Portugal e à Volta ao Algarve é um dos primeiros legados da mudança regulamentar. O outro passa pelo aumento dos vencimentos auferidos pelos corredores com estatuto profissional. Acreditamos que outros legados positivos surgirão. Os sinais são já evidentes. Neste defeso, todo o pelotão nacional tem trabalhado de forma mais intensa do que no passado recente. Todos pretendem estar em bom nível nos preenchidos meses de fevereiro e março, durante os quais sobressai a Volta ao Algarve, evento de referência nacional e internacional, que, pela sua aposta na qualidade desportiva, criou um novo foco de mediatismo para a modalidade.

A Volta a Portugal, maior evento desportivo do país, pela sua tradição e implantação popular, supera as fronteiras do ciclismo e do desporto, assumindo-se também como acontecimento social e económico. Nesse sentido, as novas regras de concessão reafirmam a Federação como proprietária do evento, atribuindo-lhe capacidade de coordenação desportiva e institucional. O novo modelo organizativo assenta numa total cooperação entre a FPC e o organizador e tem a ambição de reforçar a qualidade desportiva da corrida e de permitir uma notoriedade nacional e internacional cada vez mais importante. Nesse sentido, a Volta deverá ser um baluarte do desporto limpo e ter um desenho desportivo que contribua para incrementar o espetáculo e o interesse de todos os Portugueses.

O ano de 2018 será também o momento de aprimorar o conceito das escolas de ciclismo, que têm de ser vistas por todos como um patamar de aprendizagem e convívio, sem a tentação da competição exacerbada. É nesse sentido que vão as modificações no regulamento das escolas, cuja dinâmica assentará num maior acompanhamento pedagógico, orientando a prática para um processo de capacitação em três níveis de conhecimento. A nova regulamentação admite a criação de escolas de ciclismo nas vertentes especiais, nascendo as primeiras escolas para as disciplinas de DHI e de enduro.

No âmbito do Programa Nacional Ciclismo para Todos e do protocolo com a Direção-Geral de Educação, será publicado em maio o guião do programa “O Ciclismo Vai à Escola”, importante instrumento para alargar a penetração social do ciclismo e a forma correta de iniciação em contexto escolar, definindo-se a forma como se deve ensinar as crianças a andar de bicicleta, assim como os vários níveis de ações e a interligação entre o ciclismo na escola, o desporto escolar e estrutura federada.

Destacamos também o novo regulamento da arbitragem, importante instrumento que permitirá melhorar a qualidade da arbitragem e o novo regulamento da Taça de Portugal de maratonas que estimulará esta disciplina do BTT junto das associações regionais.

2018 será o ano de arranque das qualificações para os Jogos Olímpicos Tóquio’2020. Teremos um ambicioso calendário internacional das Seleções Nacionais nas distintas vertentes e disciplinas. Vamos lançar o novo equipamento e a equipa técnica será reforçada com um novo selecionador para o ciclismo feminino e para a categoria de cadetes.

Este ano ficará para a história da nossa modalidade como o ano de construção das pistas olímpicas de BMX e XCO, passando o CAR Anadia a possuir a capacidade de desenvolver treinos em todas as especialidades olímpicas do ciclismo. Nascerá também o centro de avaliações e controle de treinos, espaço fundamental, onde trabalharemos e desenvolveremos o futuro dos nossos atletas, afirmando o CAR Anadia como uma das melhores infraestruturas desportivas de ciclismo em todo mundo, algo só possível com o forte apoio do município de Anadia e do IPDJ, o qual, desde já, agradecemos.

Portugal continua, em 2018, na rota dos grandes acontecimentos velocipédicos. Nos dias 7 e 8 de abril a Lousã será palco do Campeonato da Europa de DHI, um espetáculo de grande intensidade desportiva, que contribuirá também para a dinamização económica e Turística das Aldeias do Xisto, um dos territórios que interpreta o ciclismo como instrumento privilegiado de promoção regional onde estamos a implantar o programa Cyclin’Portugal - Aldeias do Xisto.

A atividade da Federação Portuguesa de Ciclismo é cada vez mais intensa e diversificada, com muitas outras novidades que enriquecerão os 365 dias de 2018. 

A mensagem principal é de confiança, peço a todos os agentes desportivos e aos ciclistas a uma prática responsável e determinada. 

Honrar a nossa história defendendo o presente e o direito ao sonho das novas gerações.

Um excelente ano para todos, cheio de pedalada!

19 de junho de 2017

Ou vão aos Nacionais ou ficam de fora dos Europeus e Mundiais

José Mendes é o actual campeão nacional de estrada
(Fotografia: Stiehl Photography/Bora-Hansgrohe)
O aviso muito sério foi feito pela Federação Italiana de Ciclismo. A regra é clara e o organismo resolveu há uns dias relembrar as principais estrelas da modalidade transalpina que os Nacionais são importantes e que devem marcar presença, sob pena de ficar de fora das convocatórias para os Europeus e para os Mundiais. Esta mesma norma aplica-se também na Bélgica e em França e em Espanha a federação pondera adoptá-la em 2018. E em Portugal, é uma regra a implementar?

Com os Nacionais a realizarem-se a uma semana do arranque da Volta a França, alguns ciclistas preferem resguardar-se e não arriscar algum incidente que os possa prejudicar. Aconteceu o ano passado com Rui Costa. Campeão em título, optou por não ir a Braga e concentrar-se no Tour. "Poderemos no futuro vir a ponderar essa regra, mas até agora não sentimos essa necessidade porque a maior parte dos nossos grandes ciclistas vêm ao campeonato", salientou Delmino Pereira ao Volta ao Ciclismo. O presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) reforça a importância dos corredores com estatuto internacional de darem também eles "o seu contributo a um título nacional transversal a todas as categorias e vertentes" da modalidade.

O aumento de ciclistas a competir no estrangeiro, inclusivamente há cada vez mais portugueses em formações do World Tour, faz com que a federação esteja atenta ao que possa acontecer nos Nacionais. "Se essa situação se acentuar, nós poderemos vir a ponderar colocar uma regra como essa", afirmou o dirigente. "O título de campeão nacional também é importante para os atletas. Dá pontuação internacional, para o ranking da UCI e é um título de prestígio", referiu.

Porém, Delmino Pereira realça um pormenor nem sempre fácil de controlar: "Algumas equipas internacionais não estimulam muito os seus ciclistas a irem às provas por causa da mudança de camisola, por causa da questão da imagem." O presidente da FPC deu o exemplo do que acontece com a Movistar, pois o campeão espanhol, que nos últimos anos tem sido muitas vezes um ciclista desta formação, acaba por ter uma camisola na qual pouco se vê as cores da bandeira, mantendo-se o destaque para o patrocinador. O mesmo já não acontece com a Bélgica ou a França, cujos ciclistas vestem-se com as cores da bandeira, sendo equipamentos personalizados em detrimento das cores das equipas que o ciclista representa.

Há ainda o caso da Bora-Hansgrohe. A equipa alemã que este ano subiu para o principal escalão, contratou dois campeões nacionais - Rafal Majka (Polónia) e Juraj Sagan (Eslováquia) - e o campeão do Mundo e da Europa, Peter Sagan. No seu plantel manteve José Mendes, o campeão português. A formação tenta tirar partido deste factor a nível de marketing, além de ter camisolas que destacam o título nacional, mas em que se vê bem os nomes dos patrocinadores.

"Esta forma de interpretar não é igual em todas as equipas", frisou Delmino Pereira, que acrescentou que as equipas portuguesas não têm qualquer problema em ter um campeão nacional. "Nós até facilitámos o regulamento da camisola, que foi aprovado há um mês. Tornámos a camisola mais simples, ou seja, as faixas diminuíram de dez para oito centímetros, deixou de ter qualquer aplicação a nível de golas ou mangas. Fizemos essa diminuição da faixa de forma a libertar espaço para a aplicação dos interesses dos patrocinadores", explicou o dirigente. Além disto, já não há o calção associado à camisola, tudo, segundo o dirigente, para que o equipamento de um campeão nacional "não seja um problema para as marcas". "Interessa-nos que as marcas digam 'ok, vai lá disputar o campeonato e espero que ganhes'", frisou.

Delmino Pereira não esquece que quem paga os salários são as marcas pelo que afirmou ter a noção da necessidade de perceber o interesse publicitário que existe nos equipamentos. No entanto, realçou o prestígio que é ver a camisola de campeão português no Tour - como aconteceu com Rui Costa -, no Giro e na Vuelta (nestas duas corridas por intermédio de José Mendes). E claro, há que não deixar de parte Nelson Oliveira, também já conta com um título de estrada, mas tem sido dominador no contra-relógio, com quatro conquistas.

A proximidade com o Tour é um dos problemas, como já foi referido, mas mudar a calendarização dos Nacionais não está nos planos. "É uma regra do calendário europeu. Já sabemos que no último fim-de-semana de Junho, uma semana antes da Volta a França temos os Campeonatos Nacionais. Não vejo necessidade de mudar", disse. Na Austrália e também em alguns países do continente americano, estas corridas acontecem no início do ano, mas tal também se prende com o factor meteorológico.

Os Nacionais em Portugal vão realizar-se de 23 a 25 de Junho (de sexta a domingo), com as provas de contra-relógio a estarem agendadas para Santa Maria da Feira, enquanto as corridas em linha vão disputar-se em Gondomar, Cidade Europeia do Desporto. Para se assistir terá de se o fazer no local. "Falta a transmissão televisiva, mas temos essa ambição. É a oportunidade para se ter uma corrida com os grandes nomes nacionais", disse Delmino Pereira que recordou as diferentes realidades de outros países. "Há campeonatos que são autênticos acontecimentos nacionais. Na Bélgica é transmitido em directo e há uma luta para os transmitir. Em França é igual. Essa regra [de obrigar os ciclistas a estarem presentes se quiserem ir aos Europeus e Mundiais] acabou por valorizar os campeonatos. Tem que haver um respeito pelo trabalho das federações. Os principais ciclistas de hoje também precisaram no passado do dinamismo das federações", referiu.

Ainda a propósito das transmissões, se para já não haverá para os Nacionais de estrada, já nos Europeus de pista de sub-23 e juniores, que se vão realizar em Anadia entre 18 e 23 de Julho, a federação irá proporcionar o live streaming: "Vamos fazer uma aposta. Serão mais de 30 países presentes, com algumas potências de ciclismo que têm redes de distribuição de informação. Libertando esse sinal, estou convencido que vamos chegar a muitas pessoas lá fora." Além desta forma de transmissão, decorrem também negociações com um canal de cabo.

O ambiente fechado do ciclismo de pista facilita o live streaming, pois a logística de uma prova de estrada é diferente e mais dispendiosa. Porém, o ciclismo em Portugal tem vindo a aumentar o interesse a nível televisivo. Ainda este ano a Volta ao Algarve voltou a ser transmitida, com uma aposta da TVI24 e com o Eurosport a integrar a prova portuguesa na sua extensa programação da modalidade. A RTP também tem alargado a sua cobertura, ainda que com provas estrangeiras.

Os ciclistas portugueses estão cada vez mais a competir entre os melhores do mundo. Além do World Tour, temos também corredores em equipas do segundo escalão e também em Continentais estrangeiras, ainda que esta seja também a categoria das formações portuguesas. Muitos dos corredores não têm apenas passagens, são ciclistas com papéis importantes nas formações. Talvez por isso se possa esperar que mais cedo ou mais tarde os Nacionais sejam transmitidos em directo, pois será a oportunidade de os ver todos juntos a disputar um título. Com ou sem transmissão televisiva, pode sempre ir para a estrada apoiar os ciclistas. Veja aqui o percurso da prova de contra-relógio e neste link os das corridas de estrada.


20 de fevereiro de 2017

"Estava a faltar um ciclista português fazer o que fez Amaro Antunes no Malhão"

Foto: João Fonseca/Federação Portuguesa de Ciclismo
Quando se tem na corrida alguns dos melhores ciclistas do mundo, o que se quer é que esses ciclistas vençam. Parte do prestígio das competições, principalmente de escalões abaixo do World Tour, vem do prestígio dos corredores que nela participam e que nela conquistam vitórias. Porém, fica sempre o desejo de ver alguém ganhar que pareça não ter hipóteses de derrotar os considerados melhores do mundo. Ainda mais vontade é que esse alguém seja um ciclista da nacionalidade onde se realiza a competição. Perfeito, perfeito, é ser mesmo da terra. Amaro Antunes encaixa... na perfeição.

No ano em que a Volta ao Algarve subiu de categoria, teve transmissão televisiva para mais de meia centena de países, a 43ª edição acabou com a vitória de um português, de um algarvio na etapa do Malhão. Delmino Pereira não hesitou em dizer: "Foi uma boa forma de terminar e é também um sinal que há muito desejávamos. É importante que as equipas portuguesas se preparem para todas as corridas e que façam desta Volta ao Algarve uma oportunidade para se revelarem ao mundo." Para o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Portugal "tem neste momento um bom lote de corredores que se tem vindo a afirmar internacionalmente", mas salientou que "estava a faltar um ciclista português fazer o que fez Amaro Antunes no Malhão". "E fê-lo com grande categoria, com grande nível, num local onde todos queriam brilhar", acrescentou ao Volta ao Ciclismo.

Para o dirigente é importante que o ciclista seja "bom todo o ano". "É importante para que um ciclista português que se queira afirmar e se quiser ter uma carreira internacional, fazer o que fez o Amaro Antunes", referiu. Porém, esta foi uma edição da Volta ao Algarve em que as equipas portuguesas apareceram a bom nível, não se deixando levar pelo discurso que por vezes se ouve de "as formações do World Tour são demasiado fortes". Delmino Pereira destacou precisamente o facto das equipas nacionais terem estado beml, com natural destaque para a W52-FC Porto de Amaro Antunes, mas também a LA Alumínios-Metalusa-BlackJack que conseguiu um 10º lugar através de Edgar Pinto, o Sporting-Tavira viu Rinaldo Nocentini ficar em nono e Alejandro Marque em 13º, o Louletano-Hospital de Loulé teve o seu sprinter, Luís Mendonça a fazer top 20 nas duas etapas que eram para as suas características e Vicente Garcia de Mateos foi segundo no Malhão, a Rádio Popular-Boavista teve João Benta numa fuga e a Efapel teve Rafael Silva a sprintar para um top 20 na primeira etapa.

"As equipas portuguesas já perceberam que é importante estar bem nesta altura do ano. Nós quando intensificámos o calendário em Fevereiro e Março com provas internacionais, foi exactamente com esse objectivo", explicou Delmino Pereira, que afirmou ainda que a federação aposta num arranque de temporada em força, para que não se esteja somente à espera da prova rainha, a Volta a Portugal, que se realiza apenas em Agosto.

O ponto de equilíbrio da Volta ao Algarve

De ano para ano a Algarvia tem crescido e conquistado o seu espaço de referência no calendário internacional. A partir de 2017 faz parte da categoria 2.HC (apenas abaixo das corridas do World Tour) e nesta última edição atraiu 12 das 18 equipas do principal escalão. Será que se ambiciona dar mais um passo? Ou seja, chegar à categoria máxima? Delmino Pereira considera que a Volta ao Algarve "está no ponto de equilíbrio perfeito". "Nós demos um passo e conseguimos atingir os nossos objectivos. Neste momento vamos consolidar o projecto", frisou.

O responsável disse mesmo que "não é uma prioridade" chegar ao World Tour, apesar de não fechar a porta a essa possibilidade no futuro. No entanto, repetiu: "A Volta ao Algarve está com o equilíbrio desejável e o segredo do seu sucesso está num conjunto de factores. Primeiro é o equilíbrio desportivo, ou seja, é uma corrida interessante para os sprinters, para os contra-relogistas e para os trepadores. Segundo, o clima e o percurso adequado para esta altura do ano, pois há subidas que vão a 400/500 metros de altitude, que é a melhor forma de preparação da época. Terceiro, o equilíbrio do pelotão, metade com equipas do World Tour e a outra metade com formações do segundo e terceiro escalão."

Delmino Pereira cita ainda José Azevedo, director da Katusha-Alpecin: "Já não é uma corrida para rolar, nem para treinar. Esta corrida já entra no currículo. Esta corrida é importante ganhar porque o histórico nos últimos anos está recheado de ciclistas de grande prestígio." E se subir à categoria principal é algo que não está nos planos mais próximos - mas "pode vir a acontecer", segundo o presidente da federação -, continuar a "seduzir" grandes ciclistas é um dos objectivos, como por exemplo Chris Froome, Alberto Contador (que já venceu duas edições da Algarvia) e outros ciclistas do nível destes dois.

Para que tal possa acontecer, a transmissão televisiva poderá ter um papel relevante e Delmino Pereira garantiu que apesar de ser um investimento grande, compensa e é para manter.

Para o ano há mais e agora é altura do pelotão nacional concentrar-se na Volta ao Alentejo, que começa esta quarta-feira e que contará com uma equipa World Tour: a Movistar de Nelson Oliveira e Nuno Bico.

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