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30 de junho de 2018

Domingos Gonçalves conquistou medalha de prata. Daniela Reis ficou outra vez à porta do pódio

(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
A excelente temporada de Domingos Gonçalves continua! Depois de conquistar os dois títulos nacionais de elite, o ciclista português mostrou porque é bicampeão no contra-relógio ao conquistar a medalha de prata da especialidade nos Jogos do Mediterrâneo. Já Daniela Reis - que alcançou o mesmo feito que o ciclista da Rádio Popular-Boavista em Belmonte, há uma semana - acabou por ficar novamente naquele sempre frustrante quarto lugar, à porta do pódio.

Domingos Gonçalves completou os 25 quilómetros em Tarragona, Espanha, em 30:37 minutos e só o campeão italiano de sub-23 bateu o português. Edoardo Affini já é um especialista na sua categoria e aos 22 anos vai tentando começar a afirmar-se. Fez menos seis segundos que Domingos Gonçalves, com o esloveno Izidor Penko a ficar em terceiro, com mais 22 segundos que Affini.

Mais dois ciclistas que estão no pelotão nacional, no Sporting-Tavira, estiveram em acção neste contra-relógio com as cores espanholas. Mario González foi sétimo, a 1:03 minutos, e Álvaro Trueba ficou na nona posição, a 1:19.

Quanto a Daniela Reis, ficou a 1:23 da vencedora, também italiana, Elena Cecchini, a única a baixar dos 25 minutos, nos 18 quilómetros da prova. Fez 24:15. A compatriota Lisa Morzenti ficou a 47 segundos e o terceiro lugar ficou para a cipriota Antri Christoforou, a 57 segundos.

Os Jogos do Mediterrâneo terminam amanhã e o ciclismo contribuiu com duas medalhas para as 23 já conquistadas pelos atletas portugueses. Rafael Silva ficou com a de bronze na prova de fundo, na quarta-feira.

Aqui fica a lista completa.

Ouro (3): Melanie Santos e João Pereira (triatlo); Rodrigo Almeida com Isolde Vd Heffinck, António Almeida com Irene van de Kwachthoeve, Luís Sabino com Acheo Di San Patrignano e Duarte Seabra com Fernhill Curra Quinn (equipa de hipismo que venceu na competição colectiva).

Prata (8): Domingos Gonçalves (ciclismo, contra-relógio); Fernando Pimenta (canoagem, K1 500 metros), Joana Vasconcelos (canoagem, K1 500 metros); Ana Catarina Monteiro (natação, 200 metros mariposa); Inês Monteiro (atletismo, 5000 metros), Liliana Cá (atletismo, disco); Pedro Fraga (remo, LM1x); Rui Bragança (taekwondo, -58kg).

Bronze (12): Rafael Silva (ciclismo, prova de fundo); Ana Portela (canoagem, K1 200 metros); Alexis Santos (natação, 200 metros estilos), João Vital (natação, 400 metros estilos), Diana Durães (natação, 400 metros livres); João Costa (tiro, pistola ar comprimido); Afonso Costa e Dinis Costa (remo, LM2x); Ana Rua, Emília Ferreira, Josephine Filipe e Sofia Pinheiro  (equipa de basquetebol, 3X3); Patrícia Sampaio (judo, 70-78kg), Anri Egutidze (judo, 73-81kg); ; Júlio Ferreira (taekwondo, -80kg); Ancuiam Lopes, José Pedro Lopes, Diogo Antunes e Rafael Jorge (atletismo, estafeta 4x100 metros)

27 de junho de 2018

Rafael Silva conquistou mais uma medalha para Portugal

(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
Domingos Gonçalves voltou a tentar uma vitória épica, com uma fuga solitária. Certamente com o moral em alta depois da conquista dos títulos nacionais de contra-relógio e de estrada, o ciclista foi atrás do ouro nos Jogos do Mediterrâneo. A tentativa desta não teve o resultado desejado, mas a selecção nacional não saiu de Tarragona de mãos a abanar. Com o final a disputar-se ao sprint, Rafael Silva chegou-se, literalmente, à frente e ficou com a medalha de bronze.

O corredor da Efapel só foi batido por dois italianos: Jalel Duranti e Filippo Tagliani, medalha de ouro e prata, respectivamente. No entanto, o ciclista português considera que poderia ter conseguido algo mais nos Jogos que decorrem em Espanha. "Estou muito feliz com esta medalha, que é muito importante para mim e para Portugal. No entanto, sinto que poderia ter conquistado o primeiro lugar. Numa rotunda, a 200 metros, entrámos muito rápido e os corredores italianos que seguiam à minha frente quase caíam. Acabaram por não cair, mas eu tive de travar a fundo e perdi alguns metros, que já não foi possível recuperar para ultrapassá-los, explicou, citado pela Federação Portuguesa de Ciclismo.

Dos oito atletas da equipa nacional, cinco ficaram no top dez, com o mesmo tempo do vencedor. Foram eles, além de Rafael Silva, Joni Brandão (sexto), João Rodrigues (sétimo) Frederico Figueiredo (nono) e Domingos Gonçalves fechou o top 10. André Carvalho foi 18º, a 37 segundos de Duranti, Tiago Antunes 19º, a 47 segundos, e Francisco Campos 45º, a 19:34 minutos. 

"O percurso [de 143 quilómetros] era rompe-pernas, mas não tão duro quanto os gráficos indicavam. Apesar disso, as subidas deixaram o pelotão partido em vários grupos e o Domingos Gonçalves atacou de longe, procurando surpreender os adversários. A selecção italiana organizou a perseguição e contou com a ajuda da Eslovénia para anular a fuga. Restava-nos tentar chegar ao pódio no sprint e conseguimos", referiu o seleccionador José Poeira.

Da parte da tarde foi a vez das senhoras competirem, com Daniela Reis a ficar à porta do pódio. A exemplo de Domingos Gonçalves, a ciclista também conquistou os dois títulos nacionais de elite no último fim-de-semana. Os 89 quilómetros incluíram uma subida muito complicada, que não fez parte da prova masculina e que partiu muito o pelotão.

A ciclista portuguesa tentou seguir com o grupo da frente, mas Elisa Longo Borghini mostrou porque é uma das grandes referências da modalidade. A italiana cortou a meta isolada, com a espanhola Ane Santesteban a ficar a 3:18 minutos, tendo lutado pela posição com a italiana Erica Magnaldi. Daniela Reis chegou 4:20 minutos depois de Borghini. Maria Martins terminou na 19ª posição, a 24:34 minutos, e Soraia Silva na 22ª, a 28:08.

No sábado haverá nova oportunidade para ganhar medalhas. Domingos Gonçalves e Daniela Reis irão mostrar porque são os campeões nacionais. Terão de percorrer 25 e 18 quilómetros, respectivamente, com a prova a começar às 8 horas. A competição masculina será a primeira a disputar-se.

Rafael Silva juntou-se assim à lista de medalhados de Portugal, que no final da tarde passou a contar com mais um ouro, devido ao triunfo no hipismo, na competição colectiva. A equipa era composta por: Rodrigo Almeida com Isolde Vd Heffinck, António Almeida com Irene van de Kwachthoeve, Luís Sabino com Acheo Di San Patrignano e Duarte Seabra com Fernhill Curra Quinn. No total já são doze as medalhas nestes Jogos do Mediterrâneo.

Quanto aos restantes atletas que já subiram ao pódio, Melanie Santos e João Pereira conquistaram o ouro no triatlo. As três medalhas de prata foram ganhas por Fernando Pimenta (canoagem, K1 500 metros), Joana Vasconcelos (canoagem, K1 500 metros) e Ana Catarina Monteiro (natação, 200 metros mariposa). Já as medalhas de bronze foram garantidas por Ana Portela (canoagem, K1 200 metros), Alexis Santos (natação, 200 metros estilos), João Vital (natação, 400 metros estilos), Diana Durães (natação, 400 metros livres), João Costa (tiro, pistola ar comprimido) e agora Rafael Silva, na prova de fundo de ciclismo.



26 de junho de 2018

Campeões nacionais de contra-relógio e de fundo lideram selecções nos Jogos do Mediterrâneo

Domingos Gonçalves e Daniela Reis tiveram um fim-de-semana
memorável em Belmonte e agora estarão muito bem
acompanhados em Tarragona
Os ciclistas portugueses vão entrar em acção esta quarta-feira nos Jogos do Mediterrâneo para tentar prosseguir a boa prestação dos atletas lusos, que já contabilizam dez medalhas, duas das quais de ouro. Os recentes campeões nacionais de contra-relógio e fundo, Daniela Reis e Domingos Gonçalves estarão presentes apoiados por alguns dos corredores que estiveram em destaque nas corridas que decorreram no último fim-de-semana em Belmonte.

Os homens serão os primeiros a competir em Tarragona, Espanha. Domingos Gonçalves (Rádio Popular-Boavista) estará acompanhado por André Carvalho (Liberty Seguros-Carglass), Francisco Campos (Miranda-Mortágua), João Rodrigues (W52-FC Porto), Rafael Silva (Efapel), Tiago Antunes (Aldro Team) e Frederico Figueiredo e Joni Brandão. Os dois ciclistas do Sporting-Tavira estiveram na fuga nos Nacionais, com o último a terminar no segundo lugar, demonstrando que está a recuperar a sua melhor forma, depois de um 2017 marcado por um problema de saúde, que o afastou da competição durante grande parte da temporada. A prova no circuito urbano de Vilaseca terá 143 quilómetros, com quatro subidas longas. A partida será às 9 horas (hora de Portugal Continental).

As senhoras arrancarão às 15 horas para os 89 quilómetros da corrida. Daniela Reis (Doltcini-Van Eyck Sport) terá ao seu lado as outras duas "emigrantes": Soraia Silva e Maria Martins (Sopela Women's Team). Este foi o trio que completou o pódio do contra-relógio dos nacionais, com Maria Martins a ser também segunda na prova de fundo.

Daniela Reis e Domingos Gonçalves conquistaram os dois títulos de elite, pelo que foram os escolhidos pelos seleccionadores - José Poeira (equipa masculina) e Gabriel Mendes (equipa feminina) - para competir também no contra-relógio. Daniela já foi campeã nacional quatro vezes nesta vertente, enquanto Domingos sagrou-se bicampeão. O contra-relógio dos Jogos do Mediterrâneo realiza-se no dia 30 (sábado), com os homens a serem novamente os primeiros a sair para a estrada. A luta pelas medalhas começará às 8 horas. Domingos Gonçalves tem à sua espera 25 quilómetros e Daniela 18.

As corridas de ciclismo destes Jogos só podem contar com participantes que tenham entre 19 e 29 anos e que pertençam a equipas de clube ou Continentais. Está interdita a inscrição de corredores das formações World Tour e Profissionais Continentais.

Oscar Pelegrí (Rádio Popular-Boavista) - que venceu o Grande Prémio Abimota -, Juan Ignacio Perez (Aviludo-Louletano-Uli), Álvaro Trueba (Sporting-Tavira) foram seleccionados para representar a equipa de Espanha.

Portugal está a realizar uma boa prestação nos Jogos do Mediterrâneo, que começaram a na sexta-feira, 22 de Junho, e terminam no próximo domingo, 1 de Julho. Melanie Santos e João Pereira conquistaram o ouro no triatlo. As três medalhas de prata foram ganhas por Fernando Pimenta (canoagem, K1 500 metros), Joana Vasconcelos (canoagem, K1 500 metros) e Ana Catarina Monteiro (natação, 200 metros mariposa). Já as medalhas de bronze foram garantidas por Ana Portela (canoagem, K1 200 metros), Alexis Santos (natação, 200 metros estilos), João Vital (natação, 400 metros estilos), Diana Durães (natação, 400 metros livres) e João Costa (tiro, pistola ar comprimido).

»»José Santos tinha razão. "Não há anos iguais". Desta vez, Domingos fez mesmo a dobradinha««

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23 de junho de 2018

"Sem a ajuda da Daniela Reis não teria feito o que fiz. Tenho muito a agradecer-lhe"

Daniela Reis e Maria Martins estiveram muito tempo juntas na frente da corrida
Daniela Reis dominou os Nacionais. Ganhou os dois títulos, contra-relógio e de fundo, e aos 25 anos soma sete camisolas de campeã. Em segundo ficou Maria Martins, nas duas provas. Tata, como é conhecida. Não é pessoa de gostar de estar atrás seja de quem for. Está sempre de olhos postos na vitória. Porém, para quem está no seu primeiro ano de sub-23, mas a ter de competir na elite (não há corridas deste escalão no feminino em Portugal), Tata não hesitou em considerar o quanto foi positivo conquistar aquelas duas medalhas. Na prova de estrada, entrou na fuga com Daniela Reis, ciclista com muita experiência internacional, ao mais alto nível, e que apesar de ter sido uma campeã incontestável, ainda ajudou a jovem Maria Martins durante a corrida.

"Sem a ajuda da Daniela Reis não teria feito o que fiz. Seria três vezes mais difícil. Tenho muito a agradecer-lhe. Eu posso lá chegar [ao nível da Daniela]. Ela é a minha inspiração", admitiu Tata, numa altura em que tentava recompor-se do esforço e do intenso calor que acompanhou todo o dia de Nacionais em Belmonte. "São segundos lugares super positivos. Fiquei lá perto. Não é só pelas medalhas, é também pela experiência e pela motivação que ganho em correr com este ritmo. É bom ver o ciclismo em Portugal a evoluir", acrescentou ao Volta ao Ciclismo.

Maria Martins considera que a corrida dos Nacionais foi das mais duras que fez
A corrida terminou com Daniela Reis (Dolticini-Van Eyck Sport) a conquistar o terceiro título de fundo, com Tata a cortar a meta 5:28 minutos depois. Em terceiro ficou uma das grandes referências nacionais. Celina Carpinteiro sabe bem o que é estar no lugar mais alto do pódio e aos 38 anos continua a ambicionar sempre mais. Desta feita, a ciclista da 5Quinas-Município de Albufeira-CDASJ ficou em terceiro, a 12:25 da campeã.

Tata explicou como foram os 107 quilómetros, que Daniela Reis cumpriu a uma média de 34,700 quilómetros/hora: "Desde o início que foi um ataque muito duro. Tinha de gerir muito bem, comer e beber durante a corrida e isso foi essencial. A Daniela esteve, sem dúvida, três degraus acima de mim. Mostrou uma grande atitude e ajudou-me bastante. Ela acabou por seguir e é mesmo assim. Eu tive de dar o meu melhor. Na corrida somos rivais, mas também somos colegas e tenho um orgulho enorme em dizer que ela é portuguesa."

Está quase a completar 19 anos (a 9 de Julho) e a sua primeira época de sub-23 está a ser feita na equipa espanhola Sopela Women's Team. Tata realçou que nestes quase sete meses, nota bem a sua evolução por estar a participar em corridas mais competitivas: "Sinto já muito a diferença. Em Espanha há um bom ritmo." No entanto, considera que também em Portugal se vêem melhorias. "Há aqui mais atletas que podem estar lá fora, faz-me acreditar podemos ir mais além", afirmou.

E Tata quer ir muito mais além. Já conta com duas vitórias no estrangeiro e agora quer mostrar-se nos seus primeiros Jogos do Mediterrâneo que se realizam no final do mês, em Tarragona, na Catalunha. "Vai ser muito exigente, mas vou dar o meu melhor", disse, salientando que depois de dois segundos lugares é preciso continuar de cabeça bem levantada, pois, como a própria afirma, ainda há muito para viver e muito por conquistar.

Mas houve mais campeãs nacionais em Belmonte. Pela ordem da fotografia à esquerda (em baixo estão as classificações completas): Maria Jesus (Masters 50)*, Filomena Paulo (Masters 40), Daniela Campos (cadete), Daniela Reis (elite), Raquel Queirós (juniores) e Raquel Marques (Masters 30).

Resultados:

Elite (107 quilómetros, a uma média de 34,700 quilómetros/hora)
1ª Daniela Reis (Dolticini-Van Eyck Sport), 3:05:01 horas
2ª Maria Martins (Sopela Women's Team), a 5:28 minutos
3ª Celina Carpinteiro (5Quinas-Município de Albufeira-CDASJ), a 12:25
4ª Soraia Silva (Sopela Women's Team), a 14:11
5ª Marta Branco (Maiatos-Reabnorte), a 14:27
6ª Liliana Jesus (BTT Seia), a 19:52
7ª Irina Coelho (5Quinas-Município de Albufeira-CDASJ), a 20:44
8ª Diana Pedrosa (Academina Joaquim Agostinho-UDO), a 23:53
9ª Ângela Gonçalves (BTT Seia), a 26:55
10ª Ana Tomás (BTT Seia), a 27:00

Juniores (85,6 quilómetros, a uma média de 32,370 quilómetros/hora)
1ª Raquel Queirós (Quinta das Arcas-Jetclass-Xarão), a 2:38:40 horas
2ª Joana Vinagre (Bairrada), a 6:50 minutos
3ª Nádia Henrique (Mato-Cheirinhos-Vila Galé-Etopi), a 18:50
4ª Joana Pereira (5Quinas-Município de Albufeira-CDASJ), a 23:13

Cadetes (64,2 quilómetros, a uma média de 33,735 quilómetros/hora)
1ª Daniela Campos (5Quinas-Município de Albufeira-CDASJ), 1:54:11 horas
2ª Rafaela Ramalho (Maiatos-Reabnorte), a 6:52 minutos
3ª Beatriz Roxo (Maiatos-Reabnorte), a 8:09
4ª Beatriz Martins (União Ciclismo da Trofa), a 11:12
5ª Beatriz Pereira (Bairrada), a 13:05
6ª Marisa Ferreira (Bairrada), 16:09
7ª Sofia Gomes (Vilanovense-Duorep-Julio Simões), a 16:34
8ª Joana Alves (Anipura-GDM-Escola Ciclismo Manuel Martins), a 19:14
9ª Inês Nascimento (ACD Milharado-Escola de Ciclismo Manuel Martins), a 25:36
10ª Rute Santos (ACD Milharado-Escola de Ciclismo Manuel Martins), a 53:22

Masters 30 (64,2 quilómetros, a uma média de 32,356 quilómetros/hora)
1ª Raquel Marques (ASC-Focus Team-Vila do Conde), 1:59:03 horas
2ª Nádia Fernandes (Transfor-FatimaBTT), a 43 segundos
3ª Inês Trancoso (Maiatos-Reabnorte), 2:09 minutos
4ª Rita Reis (Mato Cheirinhos-Vila Galé-Etopi), a 2:41
5ª Andreia Freitas (5Quinas-Município de Albufeira-CDASJ), a 12:09
6ª Catarina Simões (Academia Joaquim Agostinho-UDO), 18:20
7ª Carla Oliveira (Academia Joaquim Agostinho-UDO), a 27:03

Masters 40 (64,2 quilómetros, a uma média de 31,548 quilómetros/hora)
1ª Filomena Paulo (ACD Milharado-Escola de Ciclismo Manuel Martins), 2:02:06 horas
2ª Ana Neves (Bike & Nutrition Shop), a 4:42 minutos
3ª Lígia Maia (ASC-Focus Team-Vila do Conde), a 22:22
4ª Ana Cabral (ACD Milharado-Escola de Ciclismo Manuel Martins), a 44:58

Masters 50 (64,2 quilómetros, a uma média de 26,781 quilómetros/hora)
1ª Maria Jesus (5Quinas-Município de Albufeira-CDASJ), 2:23:50 horas
2ª Cláudia Ribeiro (Maiatos-Reabnorte), a 11:43 minutos

(*Como não havia o mínimo de três ciclistas, Maria Jesus não recebeu a camisola de campeã nacional, mas ganhou a medalha pelo primeiro lugar na corrida da sua categoria)

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22 de junho de 2018

"Não sei se algum dia vou ser uma grande líder, mas tenho a certeza que posso ser uma gregária de luxo"

E já são seis títulos nacionais para Daniela Reis, o quarto no contra-relógio. Depois de umas semanas difíceis, marcadas por problemas de saúda, a ciclista portuguesa que nos últimos dois anos tem estado ao mais alto nível conseguiu recuperar a forma para conquistar sem discussão mais uma medalha da especialidade e neste sábado vai tentar juntar a camisola de campeã da prova de fundo. Este fim-de-semana é o início de uma fase importante da temporada de uma ciclista determinada em ir mais longe, que acredita que se trabalhar poderá continuar a subir os difíceis degraus no ciclismo feminino internacional. Tem também a certeza que irá ter mais atletas a seguir as suas pisadas, deixando grandes elogios a duas jovens ciclistas.

Daniela Reis foi quem abriu as portas do ciclismo feminino para Portugal. O ser pioneira deu-lhe um estatuto de referência entre outras ciclistas, principalmente as mais novas. Ainda só tem 25 anos, mas não consegue escapar ser vista desta forma. No entanto, nem gosta muito de ser vista assim: "Ser referência... de certa forma é um bocado de pressão. Eu não quero ser diferente. Eu vou para as corridas para dar o meu melhor, em tudo o que faço. Em cima de tudo fico contente por haver mais portuguesas a acreditar que podem lá chegar e aos poucos sermos mais a correr lá fora. Acreditámos e conseguimos."



A ciclista da Doltcini-Van Eyck Sport refere-se a Soraia Silva e Maria Martins - que a acompanharam no pódio nos Nacionais de contra-relógio -, que este ano assinaram pela equipa espanhola da Sopela Women's Team. "São diferentes, a Tata [Maria Martins] é uma grande sprinter, tem uma ponta final excelente. A Soraia é uma atleta completa. Acredito que quando fizer uma pausa ou acabar a faculdade também irá conseguir chegar a um nível mais alto", explicou.

Mas vamos falar sobre a Daniela Reis. "Sim, estou mais adaptada [ao nível em que compete]. Fiz grandes corridas nas clássicas. Não sou uma das líderes, o meu papel é ajudar até às partes mais importantes das corridas. Estou mais adaptada ao ritmo e à forma de correr delas", disse. Como mulher de trabalho, já vai tendo os seus créditos bem firmados e é nisso que quer continuar a evoluir. Ser líder, não a atrai. "Por agora estou bem como gregária. Não gosto muito de pressão. Sou boa a trabalhar. Mandas-me fazer isto eu faço, mandas-me ganhar uma corrida e não ando nada nesse dia", referiu. "Adoro fazer o meu trabalho. Ando o dobro do que se me pedirem para ganhar. Não sei se algum dia vou ser uma grande líder, mas tenho a certeza que posso ser uma gregária de luxo. E quando é assim, a tua oportunidade aparece. Um dia tens sorte, vais para a fuga e ganhas. Se se tem capacidade para trabalhar uma etapa toda, também se tem para ganhar", acrescentou.


"Tive um bom início de época nas clássicas. De há dois meses para cá, no início de Abril, tive uma fase muito complicada, vários problemas de saúde que me deitaram um pouco abaixo"

Até volta a falar de Maria Martins: "A Maria é uma ganhadora. Se chegar aos 500 metros, vê o risco e ganha. Eu não tenho essa capacidade. Não consigo fazer essa mudança de ritmo, mas garanto que a consigo levar até aos 400 ou 300 metros da meta." Então, e será que vai "meter uma cunha" para a levar para a sua equipa? "Quem sabe... Mas ela não precisa de cunha, ela vai lá chegar e quando lá chegar, ganha!"

Sobre a sua temporada, Daniela Martins já teve altos e baixos. "Tive um bom início de época nas clássicas. De há dois meses para cá, no início de Abril, tive uma fase muito complicada, vários problemas de saúde que me deitaram um pouco abaixo. Felizmente que as coisas voltaram a compor-se e consegui chegar aos Nacionais a andar bem. As próximas duas semanas tenho grandes objectivos", afirmou. Primeiro foi uma infecção respiratória depois da Volta a Flandres. Quando ia para a China, foi uma infecção nos dentes que a debilitou. "Demorou muito a se conseguir tratar. Foi uma fase muito complicada. Felizmente as coisas melhoraram e faz parte do passado."


Depois dos Nacionais, Daniela Reis tem então duas semanas com grandes objectivos. Primeiro serão os Jogos do Mediterrâneo e depois viajará para a República Checa para uma prova por etapas. Está claramente entusiasmada pela recuperação de forma, ao que ajuda ter conquistado mais um título nacional e recordou as três corridas que mais gosta: "Foram as que apontei este ano e que andei mais, o Trofeo Alfredo Binda [26º lugar], Tour de Flandres [29º] e seria o Giro, mas a equipa não foi convidada. São três corridas espectaculares."

Estar numa equipa internacional de alto nível não é o mesmo que estar numa estrutura idêntica, mas masculina. Daniela Reis falou de como se passam dificuldades e como não se fica a viver à grande com o que se paga às ciclistas. Algumas nem recebem nada. "As pessoas acham que por estar numa equipa World Tour é espectacular. Não é! Temos muitas dificuldades. Mesmo a nível financeiro não é como nos homens, que ganham aos milhares. Eu fui para França e nem ganhava dinheiro. Temos de acreditar que as coisas vão melhorar. Não ganhas dinheiro, para o ano pode ser melhor. Agora ganhas pouco, ok continua-te a esforçar-te que vais chegar mais longe. Nunca vamos ganhar tanto como os homens, mas desde que dê para sustentar..."


"Queria mais e melhor. Quero sempre. Sou um bocado inconformada. Mas é acreditar que as coisas podem melhorar e têm tudo para melhorar"

Queixar, não se queixa e Daniela Reis até contou como na pré-época, nos meses de Inverno, trabalha na padaria "para ganhar uns trocos". "Gosto muito daquilo e dá para conciliar com os treinos. Se formos esperar por ordenados das equipas estamos tramadas. As 20 melhores atletas ganham muito, o resto... é o resto, algumas nem são pagas", realçou. No entanto, considera que as condições estão a melhorar no ciclismo feminino, apesar do enorme fosso entre o que se paga às melhores e às restantes atletas. Confessou que de certa forma o que está a encontrar foi de acordo com as suas expectativas, mas... "Queria mais e melhor. Quero sempre. Sou um bocado inconformada. Mas é acreditar que as coisas podem melhorar e têm tudo para melhorar."

A médio/longo prazo quer "mudar de equipa e subir mais um degrau". "Até chegar a este nível é de certa forma fácil, digamos assim. Depois são degraus pequeninos, mas difíceis de subir. E são eles o objectivo. É possível. Quando acreditamos e trabalhamos é possível", afirmou. A sua determinação é mais do que clara e mesmo não estando confortável na posição de referência, a forma como tem encarado a sua carreira de atleta é por si só um grande exemplo.

Este sábado Daniela Reis partirá com essa determinação à procura de mais um título nacional, num final de manhã e início de tarde em Belmonte dedicado ao ciclismo feminino, antes dos sub-23 masculinos partirem às 15:00. As corridas começam às 11:00. Em baixo da imagem ficam as classificações do contra-relógio.



Resultados:
1ª Daniela Reis (Doltcini-Van Eyck Sport), 38:43 minutos (24,1 quilómetros, com uma média de 37,348 quilómetros/hora)
2ª Maria Martins (Sopela Women's Team), a 1:09 minutos
3ª Soraia Silva (Sopela Women's Team), a 3:26
4ª Celina Carpinteiro (5Quinas-Município de Albufeira-CDASJ), a 4:57
5ª Liliana Jesus (BTT Seia), a 5:43
6ª Raquel Santos (5Quinas-Município de Albufeira-CDASJ), a 6:45
7ª Ana Vigário (Sporting-Tavira-Formação Eng. Brito da Mana), a 7:28
8ª Inês Pereira (Academia Joaquim Agostinho-UDO), 7:44
9ª Rita Soares (Jorbi-Team José Maria Nicolau), a 10:28

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25 de julho de 2017

Misto de juventude e experiência para atacar os Europeus

Rafael Reis e Ruben Guerreiro, amigos que vão lutar pelo título europeu
Será o segundo ano em que os profissionais poderão competir nos Europeus, com Herning, na Dinamarca, a ser o palco da corridas entre 2 e 6 de Agosto. Há um ano Peter Sagan coleccionou mais uma camisola, que acabou por nunca ser vista na estrada, pois era campeão do mundo quando ganhou e renovou o título em Outubro. Jonathan Castroviejo venceu no contra-relógio e essa camisola até a vimos na Volta ao Algarve. Quem serão os próximos campeões europeus? Portugal aposta num misto de juventude e experiência para enfrentar as habituais potências do ciclismo: Ruben Guerreiro, Rafael Reis, José Mendes e Tiago Machado.

Este ano serão apenas quatro os que formarão a equipa na competição de elite, como José Mendes (Bora-Hansgrohe) e Tiago Machado (Katusha-Alpecin) a repetirem a chamada, ainda que o primeiro tenha acabo por não competir devido a problemas físicos. Em 2016, a táctica assumida foi de apoio a Rui Costa, que terminou na sexta posição. Este ano e dado ser uma equipa mais curta, as características dos ciclistas beneficiam a procura de uma fuga ou de ataques nos quilómetros finais, por exemplo. Ruben Guerreiro (Trek-Segafredo) sagrou-se recentemente campeão nacional de fundo, enquanto Rafael Reis (Caja Rural) foi vice-campeão de contra-relógio, perdendo para Domingos Gonçalves, que no dia 4 começa a Volta a Portugal com a Rádio Popular-Boavista.

Sem surpresa, Rafael Reis irá estar tanto no esforço individual como na prova de fundo, tal como Tiago Machado. Rafael Reis é um especialista nesta vertente e na Volta a Portugal de 2016 venceu o prólogo e vestiu a camisola amarela. O percurso do contra-relógio é essencialmente plano (46 quilómetros), tal como o escolhido para a prova de fundo (241,2). Será percorrido em circuito para assim potenciar a visibilidade de quem quiser assistir in loco à corrida.

Bikey, a mascote dos Europeus
Perante estas características e o número reduzido de ciclistas da equipa portuguesa, percebe-se ainda melhor a escolha de José Poeira. Tiago Machado (31 anos) é exímio neste tipo de ataques. Na Katusha-Alpecin as suas funções mudaram, sendo agora um excelente gregário, mas as qualidades do homem de ataque que é não se perderam. Certamente que o ciclista estará desejoso de as mostrar, depois de um Tour muito positivo, ainda que no trabalho para Alexander Kristoff. José Mendes (32) gosta mais de percursos com algumas inclinações, ainda assim a sua experiência poderá ser importante, pois também sabe integrar bem potenciais fugas.

Rafael Reis (25) e Ruben Guerreiro (23) são ciclistas que se adaptam facilmente a este tipo de corridas. Ambos começaram bem a temporada nas novas equipas, mas o primeiro fracturou o pulso e o segundo teve um problema dentário. As paragens forçadas quebraram a subida de forma dos dois, contudo, estão novamente a atingir bons picos de intensidade física.

O percurso dos Europeus não assentaria a Rui Costa, por exemplo, mas Nelson Oliveira falhará a presença no contra-relógio porque nesse dia (3) estará na Volta à Polónia com a Movistar, a preparar a Volta a Espanha, corrida para a qual espera ser convocado. Em 2016, Nelson Oliveira falhou o pódio por 17 segundos.

A comitiva portuguesa não se fica por estes quatro ciclistas. Serão 16 ao todo que irão competir também nos sub-23, juniores e no sector feminino.

Sub-23: André Carvalho (Cipollini Iseo Serrature Rime), César Martingil (Liberty Seguros/Carglass), Francisco Campos (Miranda/Mortágua), Gaspar Gonçalves (LIberty Seguros/Carglass) e João Almeida (Unieuro Trevigiani-Hemus 1896). Só Gaspar Gonçalves participará também no contra-relógio.

Juniores: João Dinis (RP-Boavista), Pedro Miguel Lopes (Seissa/KTM Bikeseven/Matias & Araújo/Frulact) Pedro José Lopes (Alcobaça CC/Crédito Agrícola) e Pedro Teixeira (Maia). Os últimos dois estão inscritos para a corrida de fundo e contra-relógio.

Gabriel Mendes é o responsável no sector feminino, que só irá competir nas provas de fundo. As eleitas são a elite Daniela Reis (Lares-Waowdeals), a sub-23 Soraia Silva (Bairrada) e a júnior Maria Martins (Bairrada),que na semana passada foi vice-campeã da Europa do seu escalão na prova de eliminação dos Europeus de pista que se realizariam em Anadia.

Em baixo fica o calendário das corridas em que irão participar os ciclistas portugueses (fuso horário de Portugal Continental):
  • 2 de Agosto, 11:45 Contra-relógio Juniores Masculinos, 31,5 km 
  • 3 de Agosto, 11:15 Contra-relógio Sub-23 Masculinos, 31,5 km 
  • 3 de Agosto, 14:00 Contra-relógio Elite Masculina, 46 km 
  • 4 de Agosto, 8:00 Prova de Fundo Juniores Femininas, 60,3 km 
  • 4 de Agosto, 11:00 Prova de Fundo Sub-23 Femininas, 100,5 km 
  • 4 de Agosto, 15:00 Prova de Fundo Juniores Masculinos, 120,6 km 
  • 5 de Agosto, 8:00 Prova de Fundo Sub-23 Masculinos, 160,8 km 
  • 5 de Agosto, 13:00 Prova de Fundo Elite Feminina, 120,6 km 
  • 6 de Agosto, 10:00 Prova de Fundo Elite Masculina, 241,2 km


17 de maio de 2017

Daniela Reis contente com corrida das suas "tuguinhas"

(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
A campeã nacional vestiu as cores da selecção na clássica Durango-Durango e alcançou um excelente 26º lugar, que não só demonstra a evolução da ciclista de 24 anos, como deixou o seleccionador e a atleta satisfeitos com o resultado. Daniela Reis integrou este ano uma equipa do principal escalão mundial, a Lares-Waowdeals e recentemente participou na semana das Ardenas. A participação na clássica do País Basco teve como um dos objectivos começar a preparar os Europeus e os Mundiais.

"As sensações não foram as melhores, já não sei se é falta de descanso ou falta de treino mas o resultado foi um 26° lugar e fiquei super contente com a excelente corrida das minhas Tuguinhas!! Step by step vamos construir uma grande #TeamPortugal!!", escreveu a ciclista na sua página de Facebook. Em 2016, Daniela Reis foi 55ª nesta mesma corrida. Na terça-feira ficou a 4:39 minutos da vencedora Annemiek van Vleuten. Shara Gillow (FDJ Nouvelle Aquitaine Futuroscope) e Eider Merino (Lointek) completaram o pódio.

O seleccionador Gabriel Mendes levou para o País Basco uma equipa jovem, que incluiu sub-23 e juniores, com o objectivo de começar a dar experiência a este nível às ciclistas. Das seis convocadas só Liliana Jesus e Maria Martins não terminaram. Celina Carpinteiro, foi 42.ª, a 7:56 minutos, a sub-23 Soraia Silva 53.ª, a 8:52 e a júnior Marta Branco 64.ª, a 11:20.

“Cumprimos o que tínhamos previsto. Todas as atletas, incluindo as juniores, fizeram os primeiros 93 quilómetros de corrida [eram 113 no total] no pelotão principal, apenas descolando no circuito final, onde encontraram rampas que chegavam aos 20%. Nota-se uma evolução que tem sido contínua. Há que dar mais oportunidades às ciclistas portuguesas de competirem a este nível elevado para que continue a evolução”, salientou Gabriel Mendes, citado pela Federação Portuguesa de Ciclismo.


29 de janeiro de 2017

Antes de se concentrar na estrada, Ivo Oliveira conquistou mais três títulos nacionais de pista

João Matias e Miguel do Rego seguram o campeão Ivo Oliveira, no pódio da corrida
de perseguição individual (Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
De regresso a Portugal depois do estágio na Califórnia com a nova equipa, Ivo Oliveira chegou a Sangalhos para dominar os nacionais de pista. O ciclista, de 20 anos, venceu três das quatro provas de elite, mas não haverá muito tempo para festejos, pois Ivo escreveu no Twitter que agora vai focar-se na estrada, com estreia marcada pela Axeon Hagens Berman na Volta ao Alentejo (de 22 a 26 de Fevereiro). Destaque ainda para o irmão, Rui, que alcançou dois pódios, deixando indicações que poderá estar a recuperar a melhor forma depois de um 2016 complicado, devido a problemas numa perna (uma operação mal feita após uma queda) a estragarem-lhe grande parte da temporada. Nas senhoras, foi Daniela Reis quem dominou. A ciclista portuguesa não dá hipótese nem na estrada, nem na pista e em Sangalhos ganhou duas das três corridas de elite.

Ivo Oliveira vestiu a camisola de campeão nacional na prova do omnium, corrida por pontos e perseguição individual. João Matias (LA-Metalusa-BlakJack) foi o campeão em scratch, tendo sido segundo no omnium e na perseguição individual. Quanto a Rui Oliveira, foi terceiro no omnium e segundo no scratch.

Mais dois títulos nacionais para Daniela Reis
(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
Daniela Reis, actual campeã de fundo e contra-relógio (de estrada), venceu na corrida por pontos e na perseguição individual. De recordar que a atleta, de 23 anos, está em 2017 no mais alto nível do ciclismo feminino, ao representar a equipa belga Lares-Waowdeals. Soraia Silva foi campeã nacional de scratch.

O velódromo de Sangalhos recebeu este fim-de-semana os Nacionais de pista e aqui ficam os campeões de 2017:

Elite Masculina 
Omnium: Ivo Oliveira (Axeon Hagens Berman) 
Scratch: João Matias (LA-Metalusa BlackJack) 
Perseguição Individual (Axeon Hagens Berman) 
Corrida por Pontos: Ivo Oliveira (Axeon Hagens Berman) 

Elite Feminina 
Scratch: Soraia Silva (Bairrada) 
Perseguição Individual: Daniela Reis (Lares-Waowdeals) 
Corrida por Pontos: Daniela Reis (Lares-Waowdeals) 

Juniores Masculinos 
Omnium: João Dinis (Rádio Popular-Boavista) 
1 km: Eduardo Silva (Academia Joaquim Agostinho) 
Scratch: Francisco Duarte (Sicasal/Liberty Seguros) 

Juniores Femininas 
Scratch: Maria Martins (Bairrada) 
Perseguição Individual: Maria Martins (Bairrada) 
Corrida por Pontos: Maria Martins (Bairrada) 

Cadetes Masculinos 
Scratch: Pedro Silva (Seissa/KTM Bikeseven/Matias & Araújo/Frulact) 
Perseguição por Equipas: Seissa/KTM Bikeseven/Matias & Araújo/Frulact 
Corrida por Pontos: Daniel Dias (Maia) 

Cadetes Femininas 
Scratch: Daniela Campos (5Quinas/Município de Albufeira) 
Perseguição Individual: Daniela Campos (5Quinas/Município de Albufeira) 
Corrida por Pontos: Daniela Campos (5Quinas/Município de Albufeira) 

Masters Femininas 
Scratch: Orieta Oliveira (5Quinas/Município de Albufeira) 
Corrida por Pontos: Filomena Paulo 

Masters Masculinos 
Eliminação Master 30: José Leita (BMC/Sram/Póvoa de Varzim) 
Eliminação Master 40: Luís Machado (Boavista/NAST) 
Eliminação Master 50: Vítor Lourenço (Viveiros Vítor Lourenço) 
Elininação Master 60: Sílvio Serrenho 
Corrida por Pontos Master 30: Hélder Pereira 
Corrida por Pontos Master 40: Luís Machado 
Corrida por Pontos Master 50: Vítor Lourenço 
Corrida por Pontos Master 60: Sílvio Serrenho 

Paraciclismo 
C2 500m: Telmo Pinão (LA-Metalusa BlackJack) 
C4 500m: José Castanheira (UD Lorvanense) 
C5 500m: Manuel Ferreira (Silva & Vinha/ADRAP/Sentir Penafiel) 
D 500m: João Marques (Academia Joaquim Agostinho) 
C2 Perseguição Individual: Telmo Pinão (LA-Metalusa BlackJack) 
C4 Perseguição Individual: José Castanheira (UD Lorvanense) 
C5 Perseguição Individual: Carlos Santos (LA-Metalusa BlackJack) 
D 500m: João Marques (Academia Joaquim Agostinho)


16 de outubro de 2016

World Tour feminino cresce em 2017 e contará com uma portuguesa

Megan Guarnier ganhou o primeiro Women's World Tour
Depois de um primeiro ano de relativo sucesso, o World Tour feminino vai crescer em quatro provas no próximo ano. Além disso, a responsável da comissão das senhoras da UCI garantiu que haverá uma maior aposta também na promoção das corridas, assim como na cobertura dos meios de comunicação social.

"É emocionante revelar este calendário que demonstra o momento positivo do ciclismo feminino, que continua a crescer", salientou Tracey Gaudry, ao site Cycling News. As 17 corridas que integraram o primeiro ano do World Tour feminino mantêm-se, entrando a Amstel Gold Race, Liège-Bastogne-Liège, Volta à Noruega e a Boels Rental Ladies Tour.

A Women's World Tour era uma das promessas de Brian Cookson quando chegou à liderança da UCI. O primeiro ano foi marcado por alguns altos e baixos, principalmente no que diz respeito à cobertura televisiva das competições. Ainda assim, cerca de metade recebeu honras de transmissão. Porém, o Giro Rosa, a prova mais importante das senhoras, foi muito mal tratado pela Rai, que se limitou a dar resumos. "O calendário mais extenso reflecte o progresso significativo que foi feito para aumentar o profissionalismo do ciclismo feminino. Vamos continuar a caminhar em frente e sempre a procurar aumentar a exposição do ciclismo feminino na estratégia da UCI, para desenvolver o desporto", salientou Brian Cookson.

A americana Megan Guarnier (31 anos), da equipa holandesa Boels-Dolmans, sagrou-se a primeira vencedora do ranking Women's World Tour. No próximo ano, Portugal vai contar com uma representante. Daniela Reis (23 anos) estará na formação belga da Lares-Waowdeals.

Calendário Womens's World Tour para 2017:

  • Ronde Van Drenthe (Holanda): 11 de Março
  • Troféu Binda (Itália): 19 de Março
  • Gent Wevelgem (Bélgica): 26 de Março
  • Volta a Flandres (Bélgica): 2 de Abril
  • Amstel Gold Race (Holanda): 16 de Abril*
  • Flèche Wallone (Bélgica): 19 de Abril
  • Liège-Bastogne-Liège (Bélgica): 23 de Abril*
  • Volta à Ilha Chongming (China): 5 a 7 de Maio)
  • Volta à Califórnia (EUA): 11 a 14 de Maio
  • Clássica de Filadélfia (EUA): 4 de Junho
  • Aviva Women's Tour (Grâ-Bretanha): 7 a 11 de Junho
  • Giro Rosa (Itália): 30 de Junho a 9 de Julho
  • La Course by Le Tour de France (França): 23 de Julho
  • Prudential Ride London (Grã-Bretanha): 29 de Julho
  • Vargarda TTT (Suécia): 11 de Agosto
  • Vargarda Road Race (Suécia): 13 de Agosto
  • Volta à Noruega: 17 a 20 de Agosto*
  • GP Plouay (França): 26 de Agosto
  • Boels Rental Ladies Tour (Holanda): 29 de Agosto a 3 de Setembro*
  • Madrid Challenge by La Vuelta (Espanha): 10 de Setembro
*Novas competições no World Tour.

17 de setembro de 2016

Daniela Reis terminou os Europeus com ida ao hospital

(Fotografia: Facebook Federação Portuguesa de Ciclismo)
A estreia de Daniela Reis na elite dos Campeonatos da Europa foi acidentada. A campeã nacional de fundo e de contra-relógio caiu logo na primeira das oito voltas e apesar de ficar um pouco mal-tratada - segundo a própria outras ciclistas caíram por cima dela - Daniela Reis optou por continuar na competição e conseguiu terminar. Porém, acabou por ser transportada para o hospital ao queixar-se de dores na bacia. Nos sub-23, o quarteto nacional não conseguiu alcançar o desejado top 15 pelo seleccionador, mas José Poeira ficou, ainda assim, satisfeito com o trabalho feito.

A dedicação de Daniela Reis resultou num 83º lugar, a 10:27 segundos da vencedora Anna van der Breggen. A ciclista explicou no seu Facebook que não conseguiu evitar a corredora que caiu à sua frente. "Com cerca de 10km de corrida seguia bem colocadinha, quando uma moça caiu à minha frente e não tive hipótese de reagir, caí e levei com umas quantas em cima... é difícil decidir entre desistir ou continuar cheia de dores quando tens vestida a camisola do teu país", escreveu. Daniela Reis decidiu completar os 109,6 quilómetros, mas não escondeu a desilusão pelo resultado. Garantiu ainda que não tem nada partido... mas das dores não se livrou.

Quanto a Anna van der Breggen, juntou o título europeu à medalha de ouro olímpica conquistada no Rio de Janeiro (foi também segunda no contra-relógio na quinta-feira). A holandesa terminou o percurso de Plumelec, em França, 2:55:55 horas. No pódio ficaram ainda Katarzyna Niewiadoma (Polónia) e Elisa Longo Borghini (Itália).

Nos sub-23, Nuno Bico foi o melhor classificado ao ficar na 29ª posição, a seis segundos do vencedor. André Carvalho foi a 40º a 20 segundos, Luís Gomes 46º a 30 segundos e Ivo Oliveira 60º a 1:05 minutos.

"Pensei que a corrida se tornasse mais dura. Vendo que o grupo estava grande, a meio da prova, ainda tentei fazer alguma selecção, mas o vento de frente não permitia grandes aventuras sozinho. Preferia que chegasse um grupo mais pequeno, mas, não sendo como queria, restou-me sprintar o melhor que pude", explicou Nuno Bico, citado pela Federação Portuguesa de Ciclismo.

José Poeira referiu o que falta ainda alcançar com estes jovens ciclistas: "Os nossos corredores já conseguem fazer bem uma parte, que é acompanhar os melhores durante toda a corrida. Falta, no entanto, a ponta final necessária para discutir as primeiras posições."

Aliaksandr Riabushenko (Bielorrússia) sagrou-se campeão da Europa, batendo ao sprint Bjorg Lambrecht (Bélgica) e Andrea Vendrame (Itália).

(Fotografia: Facebook Federação Portuguesa de Ciclismo)
Este domingo os Europeus em Plumelec terminam com a corrida de elite masculina. A selecção portuguesa parte com ambição, apesar de competir com menos um ciclista depois de José Mendes ter anunciado que não iria participar devido a problemas físicos. Rui Costa, André Cardoso, Sérgio Paulinho, Tiago Machado e José Gonçalves (quinteto da fotografia à direita) irão enfrentar a competição de 232,9 quilómetros, que terá como grande nome o campeão do mundo Peter Sagan. “Estou em boa condição, como se viu no Canadá. No entanto, sinto que o percurso favorece ciclistas mais rápidos, mas com o desenrolar da prova veremos de que forma será possível contornar as dificuldades para obter um bom resultado para Portugal”, afirmou Rui Costa.

A selecção italiana e a belga partem como as mais fortes, com Fabio Aru e Philippe Gilbert como candidatos. Julian Alaphilippe (França) e Mathias Frank (Suíça) são também candidatos a estar na luta pelo primeiro título europeu de elite. A lista de inscritos pode ser conferida neste link. A prova pode ser acompanhada no Eurosport a partir das 13:30.

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