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13 de outubro de 2018

Bicicleta vs carro. Uma corrida na Serra da Lousã que não foi tão desigual como se poderia pensar

(Fotografia: © Hugo Silva/Red Bull Content Pool)
Um vídeo de pura adrenalina para os amantes das bicicletas, mais propriamente do BTT freeride, e dos carros de rali. A Serra da Lousã foi o palco desta corrida que juntou dois espanhóis: Andreu Lacondeguy (29 anos), uma das referências desta vertente da modalidade, e o piloto Dani Sordo (35).

Cada um teve o percurso adequado para o seu veículo, com o ponto de partida e chegada a serem os mesmos. Pelo meio, alguns encontros imediatos e imagens espectaculares. Numa iniciativa da Red Bull, os 300 cavalos do Hyundai i20 de Sordo, não foram tão superiores à perícia de Lacondeguy numa bicicleta como se poderia pensar.

Natural de Barcelona, Lacondeguy conhece bem os trilhos portugueses, pois é presença habitual no país, já tendo vencido uma medalha nos X-Games e ganho o Red Bull Rampage, considerada uma das provas mais exigentes. Quanto a Sordo, experiência não lhe falta atrás do volante, com mais de 150 ralis feitos e 44 pódios alcançados.

Mais do que as palavras, o melhor é mesmo ver o vídeo.




31 de outubro de 2017

Adrenalina no máximo!

(Fotografia: Garth Milan/Red Bull Content Pool)
Uma competição que tem tanto de espectacular como de perigosa. Talvez tenha de ser assim para que se assista a manobras de tirar a respiração. Aqui não basta ser bom, tem de se ser perfeito... E espectacular! O Parque Nacional de Zion, no Utah (EUA), voltou a ser o palco desta prova que só recebe os melhores e que só lá chegam com um convite.

A Red Bull já habitou o público a competições diferentes e únicas. O Cliff Diving e a Air Race passam por Portugal, mas o Red Bull Rampage é realmente único. Só se realiza uma vez por ano e não é por etapas, como as provas referidas. A primeira edição foi em 2001, mas depois de 2004 houve uma interrupção. A perigosidade que acompanha os percursos e as habilidades que os atletas têm de demonstraram levantaram algumas questões de segurança. No entanto, desde 2008 que o Rampage se consolidou como uma das provas de BTT/Downhill mais importante.



Outubro é o mês de eleição para a competição e este ano o canadiano Kurt Sorge fez história ao tornar-se no primeiro a vencer três vezes o Red Bull Rampage. "Estou sem palavras. Não consigo acreditar. Trabalhei muito nas últimas semanas e é de outro mundo deixar todos em casa e os meus fãs orgulhosos", disse Sorge, atleta de 29 anos. Além de Sorge, Cameron Zink (EUA, 31 anos) e Brandon Semenuk (Canadá, 26) também podiam conquistar a terceira vitória.

Sorge venceu com 92.66 pontos, com Zink a ser segundo (90.33). Semenuk ficou fora do pódio (foi quarto, com 89.66, tendo caído na sua primeira descida), que ficou completo com o americano Ethan Nell (90.00), o rookie de 20 anos.

Os juízes pontuam mediante a dificuldade do percurso escolhido, amplitude aérea, controlo, fluidez, habilidade e estilo. Ou seja, os 18 atletas têm de trabalhar muito para impressionar os juízes.

Chega de palavras, aqui ficam alguns momentos impressionantes do Red Bull Rampage 2017. No vídeo em cima pode-se ver a descida que valeu a vitória a Kurt Sorge.




»»Tiago Ferreira recupera mais de 40 posições e garante excelente resultado do Team Portugal no desafio extremo dos Alpes««

»»Assim se desce com muita adrenalina os 659 degraus do Santuário de Santa Luzia««

»»Prepare-se para descer a 167 quilómetros/hora numa bicicleta««

14 de setembro de 2017

Tiago Ferreira recupera mais de 40 posições e garante excelente resultado do Team Portugal no desafio extremo dos Alpes

(Fotografia: Markus Berger/Red Bull Content Pool)
É uma corrida que se tornou uma referência para quem gosta de desafios extremos. É feita em formato de estafeta, com as equipas a terem quatro atletas para cumprirem os percursos de corrida de montanha, parapente, BTT e caiaque de águas bravas. Portugal voltou a estar representado pelo segundo ano consecutivo e melhorou substancialmente a classificação. Tiago Ferreira foi um estreante de sucesso na Red Bull Dolomitenmann. O campeão europeu de XCM e campeão do mundo em 2016 foi decisivo para o grande resultado, pois só ele recuperou 45 posições.

O Team Portugal terminou na 20ª posição, completando o exigente percurso em 4:32.44 horas. Além de Tiago Ferreira (28 anos), Vítor Jesus (25, atletismo) também fez a sua estreia, enquanto Nuno Virgílio (38, bicampeão nacional de parapente) e António Palavra (45, caiaque de águas bravas) repetiram a presença. Há um ano terminaram no 42º lugar. Conscientes que alcançaram um excelente resultado numa corrida de elevado grau de dificuldade, ainda assim há trabalho a fazer para se aproximarem dos vencedores. Vontade não deve faltar para estarem na luta em 2018, talvez! A Pure Encapsulation fez o tempo de 3:50.57, estabelecendo uma nova melhor marca, tirando 15 minutos à anterior. Compõem a formação ganhadora Philip Götsch, Markus Prantl, Tony Longo e Gerhard Schmid. Os três primeiros são italianos e Schmid é austríaco.

(Fotografia: Markus Berger/Red Bull Content Pool)
Para perceber melhor o que o Team Portugal alcançou, 129 equipas começaram, 117 chegaram ao fim. As Dolomitas, nos Alpes, são um cenário que o ciclismo bem conhece, sendo normalmente uma zona de decisão na Volta a Itália. Na Red Bull Dolomitenmann a acção decorre na Áustria, com partida em Lienz. A resistência física e psicológica dos atletas é levada ao extremo. Estamos a falar de subidas e descidas muito acentuadas. No parapente encontram-se secções de voos muito técnicas e as águas bravas exigem uma atenção e destreza que não está ao alcance de qualquer um.

Tudo começou em 1988, pela mão da lenda do ski Werner Grissman. Apesar de entretanto a Red Bull ter passado a patrocinar e dar o nome da competição, a corrida mantém-se fiel às suas origens. O interesse vai crescendo de ano para ano e é possível ver que muitos são os atletas tendem a regressar para repetir a experiência naquela que é considerada uma prova única.

Mais do que as palavras, aqui ficam as imagens de mais uma edição da Red Bull Dolomitenmann.


7 de maio de 2017

Alarcón segundo em Madrid. Meier vence em Torres Vedras e lidera Taça de Portugal

(Fotografia: W52-FC Porto)
Este fim-de-semana só a W52-FC Porto e a Rádio Popular Boavista estiveram em acção das equipas de elite portuguesas, tendo participado na Volta à Comunidade em Madrid, com mais um excelente resultado para a formação azul e branca. Mas por cá, as senhoras estiveram na estrada, com a quarta etapa da Taça de Portugal a ser muito discutida e com uma nova líder.

Começando por Madrid, o périplo por Espanha da W52-FC Porto esteve perto de ser perfeito. Primeiro Raúl Alarcón conquistou a Volta às Astúrias, entrou a vencer em Madrid e será difícil não sentir alguma frustração por ter perdido a geral devido ao posicionamento nas três etapas, já que o espanhol terminou com o mesmo tempo que o vencedor Oscar Sevilla. Na primeira etapa Alarcón foi primeiro e Sevilla quarto, mas nas restantes o veteraníssimo espanhol ficou sempre à frente: foi segundo e Alarcón terceiro na segunda tirada e neste domingo foi quinto, dois lugares à frente do ciclista da equipa portuguesa. Alarcón venceu a classificação por pontos.

Quanto à Rádio Popular-Boavista, o melhor foi o jovem de 20 anos Xuban Errazquin. O espanhol tem estado a destacar-se nas últimas semanas ao serviço da equipa de José Santos. Em Madrid terminou na 19ª posição, a 2:40 de Sevilla.


Uma palavra para o vencedor. O nome não é coincidência, é mesmo o Oscar Sevilla que no início do século chegou a ser segundo na Volta à Espanha, então ao serviço da Kelme-Costa Blanca. Aos 40 anos continua a competir, tendo encontrado já há algumas temporadas a Colômbia como segunda casa. Está na Medellin-Inder, mas pela EPM-UNE-Área Metropolitana venceu três Voltas à Colômbia. Em Madrid repete uma vitória que havia conquistado em 2009.

No próximo fim-de-semana, toda a elite nacional está de volta à estrada com o Grande Prémio do Dão. Dia 13 e 14 vai ficar decidida a Taça de Portugal.

Senhoras dão espectáculo em Torres Vedras

(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
Daniela Reis (Lares-Waordeals) esteve por Portugal depois de ter competido nas clássicas das Ardenas. A campeã nacional não fez por menos e tentou conquistar a quarta etapa da Taça de Portugal, mas foi batida ao sprint pela estoniana Maaris Meier (Maiatos/Reabnorte). A vitória e o nono lugar de Fiona Hunter-Johnston (Fusion Fierlan RT), fez com que Meier ultrapassasse a britânica, somando agora mais três pontos (115).

No dia 27 deste mês, Viseu recebe as decisões da Taça de Portugal. Meier, Johnston e ainda a portuguesa Irina Coelho (5Quinas/Município de Albufeira) serão as protagonistas da luta final, com as três a terem a possibilidade de conquistar o troféu.

Maria Martins venceu em juniores, mas Marta Branco (Maiatos/Reabnorte) manteve a liderança após a corrida de sábado. Apenas estas duas ciclistas podem ganhar a Taça de Portugal neste escalão. Em cadetes, Daniela Campos (5Quinas/Município de Albufeira) e Joana Pereira (5Quinas/Município de Albufeira) estão empatadas, depois da última ter vencido em Torres Vedras. Já em masters está tudo resolvido, com a competição a ficar entregue a Elisete Sousa (5Quinas/Município de Albufeira), apesar de ainda faltar uma etapa.

E no BTT (downhill)...

O campeão nacional de downhill, Vasco Bica (MS Racing Portugal), ganhou este domingo, em Ribeira de Pena, e assumiu a liderança da Taça de Portugal desta vertente. Bica aproveitou da melhor forma a ausência dos dois primeiros classificados, Rémi Thirion e Matthew Simmonds. Nas senhoras também há nova líder, com Margarida Bandeira (Montanha Clube/Louzanpark) a vencer a etapa e a subir ao primeiro lugar.

Dia 28 de Maio, a Taça de Portugal passará por Porto de Mós.


23 de abril de 2017

Antonio Angulo vence Volta à Bairrada e assume liderança da Taça de Portugal

(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
Na estreia de uma corrida por etapas na Taça de Portugal, o mais forte foi o espanhol da LA Alumínios-Metalusa-BlackJack, Antonio Angulo. Depois de Edgar Pinto ter estado bem no arranque da temporada, com bons resultados na Volta ao Algarve e Alentejo e nas clássicas da Arrábida e Aldeias do Xisto, a primeira vitória do projecto liderado por José Augusto Silva chega pelo jovem espanhol. Aliás, um duplo triunfo, já que Angulo venceu a segunda etapa da Volta à Bairrada - 4 Maravilhas da Mesa da Mealhada e a classificação geral. É também líder da Taça a Portugal, que terá a sua segunda ronda já na terça-feira, com o Grande Prémio de Mortágua.

“A ideia era discutir a Volta à Bairrada com o César Fonte. Mas vi-me na frente numa corrida louca, alcançando uma vitória há muito ambicionada”, admitiu Antonio Angulo, citado pela Federação Portuguesa de Ciclismo. Jesús Ezquerra tinha vencido a primeira etapa, no sábado, mas o Sporting-Tavira não conseguiu defender a liderança, com os ataques a surgirem muito cedo nos 170,3 quilómetros entre o Luso e a Pampilhosa do Botão. O grupo de 13 ciclistas que se formou na frente conseguiu fazer vingar a fuga. Daniel Mestre (Efapel) e Samuel Caldeira (W52-FC Porto) tinham algum favoritismo para o final. Domingos Gonçalves (Rádio Popular-Boavista) foi o primeiro a tentar atacar, mas não conseguiu manter a diferença até à meta. Já Antonio Angulo teve sorte diferente e bateu por pouco Mestre e Caldeira.

Na classificação geral, Angulo deixou Daniel Mestre a oito segundos e Xuban Errazquin a 11. O espanhol da Rádio Popular-Boavista foi o melhor sub-23. Após esta primeira prova, a Taça de Portugal tem Angulo na frente com 100 pontos, mais 13 de Daniel Mestre e 20 que Errazquin.

O Grande Prémio de Mortágua, corrida que este ano aparece mais cedo no calendário, pois era habitual realizar-se no Verão, realiza-se na terça-feira, 25 de Abril. Serão 144 quilómetros algo "acidentados", com partida (12:00) e chegada na Avenida dos Bombeiros Voluntários.


(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
O programa da corrida na Bairrada incluiu ainda a primeira etapa da Taça de Portugal de paraciclismo. Participaram 16 ciclistas, com os da classe D (deficientes auditivos, com menor condicionamento físico) a destacarem-se. João Marques (Academia Joaquim Agostinho/UDO) foi o vencedor, seguido por Ricardo Gomes (Moreira Congelados/Feira/Bicicletas Andrade). Nas outras classes, a vitória foi para João Monteiro (Mozinho/MTB/Vale da Aldeia/Martos/Hmed), em C4, Manuel Ferreira (Silva & Vinha/ADRAP/Sentir Penafiel), em C5, André Sobreiro, em H4, João Pinto, em H3. Em C1, C2 e C3 estiveram apenas um ciclista por classe: Francisco Martins, João Silva e Bernardo Vieira, respectivamente.


(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
Pedro Lopes assume liderança da Taça de Portugal de juniores

O pelotão de juniores está este ano marcado pelo equilíbrio. Em 2016, João Almeida impôs algum domínio, mas com o campeão nacional agora no estrangeiro, as primeiras três competições tiveram outros tantos vencedores. Pedro Lopes (Alcobaça CC/Crédito Agrícola) assumiu a liderança da taça depois de no Troféu José Poeira, que se realizou no concelho de Odemira, ter sido o mais regular, com o terceiro lugar no contra-relógio de sábado e o quarto na prova em linha de domingo. As corridas tiveram como vencedores Fábio Costa (CC Barcelos/AFF/Orbea/Onda) e José Sousa (Silva & Vinha/ADRAP/Sentir Penafiel).

Pedro Lopes lidera a Taça de Portugal com 160 pontos, mais cinco que o Pedro Lopes, mas da Seissa/KTM Bikeseven/Matias & Araújo/Frulact e 20 que Fábio Costa (CC Barcelos/AFF/Orbea/Onda) e João Dinis (Rádio Popular-Boavista).


(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
Enduro BTT de Braga domina em Vouzela

Deixando a estrada, José Borges e Ana Leite venceram este domingo as corridas de elite da primeira prova da Taça de Portugal de Enduro. Ambos pertencem ao Enduro BTT de Braga. José Borges completou as cinco especiais em 24:34 minutos, menos cinco segundos que Emanuel Pombo (Ciclo Madeira Clube Desportivo) e 53 que Gonçalo Gaspar (Penacova DH/UD Lorvanense).

Na corrida feminina, Ana Leite teve a concorrência de uma colega de equipa, mas com o tempo de 32:46, menos 24 segundos que Leandra Gomes, venceu e lidera a Taça de Portugal. Margarida Bandeira (Montanha Clube/Louzanpark) fechou o pódio, a 4:25 minutos da vencedora.

Tiago Ladeira (Casa do Povo de Abrunheira) foi o melhor em juniores e Bernardo Tavares (Maiatos/Reabnorte) venceu na categoria de cadetes. Nas de veteranos, as vitórias foram para ao master 30 Lino Correia (Vasconha BTT Vouzela), ao master 40 Vasco Correia (Penacova DH/UD Lorvanense) e ao master 50 José Salgueiro (MCF/XDream/Município de São Brás).  O Vasconha BTT Vouzela venceu por equipas. 

»»Volta a Portugal: uma etapa traiçoeira logo ao terceiro dia««

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9 de abril de 2017

Mário Costa e Joana Monteiro assumem liderança da Taça de Portugal

(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
Mário Costa e Joana Monteiro foram os vencedores do XCO Internacional de Vila Franca (BTT), Viana do Castelo, triunfo que lhes permitiu assumir a liderança da Taça de Portugal. Na corrida masculina, o atleta da equipa espanhola Primaflor-Mondraker deixou José Dias (Seissa/KTM Bikeseven/Matias e Araújo/Frulact) a 1:31 minutos. Ricardo Marinheiro (Maiatos/Reabnorte) fechou o pódio a 4:21 minutos. Entre os sub-23, o melhor foi João Rocha (Rodabike/ACRG/Gondomar). Foi sétimo e mantém a liderança da competição no seu escalão.

(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
Já a prova feminina foi dominada por Joana Monteiro, também ela da Primaflor-Mondraker, pois a sub-23 Ana Tomás (BTT Seia) ficou a uns longínquos 3:14 minutos. Maaris Meier, atleta da Estónia da equipa Maiatos/Reabnorte, liderava a Taça de Portugal antes desta etapa, mas o terceiro lugar fez com que perdesse o primeiro lugar.

Guilherme Mota (Marrazes/Gui/Breijinho/Bike Zone Leiria) venceu a corrida de juniores, passando para a frente da Taça de Portugal. Marta Branco (Maiatos/Reabnorte) somou nova vitória e reforçou a liderança.  Em cadetes os melhores foram Carlos Blanco (Academia Postal/Actyon/MMR/Maceda) e Ana Santos (ASC/Focus Team/Vila do Conde). O espanhol reforçou a liderança, enquanto Daniela Campos (BTT Loulé/BPI/Elevis), segunda em Vila Franca, manteve a primeira posição. 

Entre os veteranos, o master 30 André Filipe (CPR A-do-Barbas), o master 40 Davide Inácio, o master 50 Reinaldo Luís (ProRebordosa/Oforsep/RJ Group) e a master Ângela Gonçalves (BTT Seia) venceram nos seus escalões. Ricardo Gomes (Saertex Portugal/Edaetech) foi o mais rápido entre os paraciclistas. Estes cinco corredores repetiram a vitória da prova de abertura da Taça de Portugal.

A ASC/Focus Team/Vila do Conde ganhou a prova de Viana do Castelo por equipas.


17 de março de 2017

Clássica da Primavera para animar a estrada e selecção de BTT inicia época em Espanha

Terminado o Troféu Liberty Seguros, que incluiu duas clássicas emocionantes, com percursos (e paisagens) fantásticos - Arrábida e Aldeias do Xisto - e a prova de abertura Região de Aveiro, além da Volta ao Algarve e Volta ao Alentejo, o pelotão nacional (sub-23 e elite) viaja agora para a Póvoa de Varzim para a Clássica da Primavera. No domingo será a vez dos sprinters voltarem a ser os principais candidatos, mas a curta rampa de empedrado no Monte São Félix poderá ser aproveitado por outros ciclistas para tentarem afastar-se da concorrência.

A partida e meta estarão instaladas na Esplanada do Carvalhido, com o percurso de 145 quilómetros a ser percorrido em formato de circuito. Esta é uma corrida já com tradição no calendário português, sendo a 21ª edição. Ciclistas como Rafael Silva e Daniel Mestre (Efapel), Fábio Silvestre (Sporting-Tavira), Samuel Caldeira (W52-FC Porto) e Luís Mendonça (Louletano-Hospital de Loulé), por exemplo, são alguns dos potenciais candidatos, mas com a subida a poder fazer diferenças, os homens da Rádio Popular-Boavista, por exemplo, poderão tentar algum ataque, sendo esta também uma possível táctica para a LA Alumínios-Metalusa-BlackJack. Mas atenção aos sub-23, afinal há que recordar que o ano começou com Francisco Campos (Miranda-Mortágua) a surpreender a elite na prova de abertura Região de Aveiro.

A corrida começa às 11 horas e deverá terminar por volta das 14:30.

Já os juniores vão começar a temporada em Alcobaça, na primeira corrida a contar para a Taça de Portugal. Serão 111,9 quilómetros e o jovem pelotão começa a pedalar às 11:00.

(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
Domingo de muito BTT e Downhill

Haverá ciclismo para todos os gostos neste domingo. Para os amantes de BTT, o destaque vai para a estreia da selecção nacional em 2017 no GP Ciudad de Valladolid, nas categorias elite, sub-23 e juniores. O atleta olímpico David Rosa (Tropix) lidera a equipa, com José Dias (Seissa/KTM) a fazer a sua estreia no principal escalão. O seleccionador Pedro Vigário destaca que David Rosa tentará pontuar o máximo possível, com o objectivo de alcançar um bom lugar no ranking mundial no final do ano. Já a chamada de José Dias servirá para que o corredor comece a ganhar experiência a este nível.

“Os corredores convocados são, essencialmente, jovens. Esta é a primeira de outras participações em corridas espanholas cujo grande objectivo é trabalhar com vista ao futuro. É importante adquirir experiência nestas corridas para encarar com a melhor preparação a participação em Europeus e Mundiais”, salientou Pedro Vigário, citado pela Federação Portuguesa de Ciclismo. Ana Tomás (BTT Seia), Bruno Nunes (Strix Bike Team) e João Rocha (Rodabike/ACRG/Gondomar) são os sub-23 convocados, enquanto na categoria de juniores estarão em competição Carlos Salgueiro (Maiatos/Reabnorte), Guilherme Mota (Marrazes/Gui/Breijinho/Bike Zone Leiria), Jéssica Costa (ASC/Focus Team/Vila do Conde) e Marta Branco (Maiatos/Reabnorte). À equipa junta-se ainda a cadete Daniela Campos (BTT Loulé/BPI/Elevis).

Em Melgaço arranca a Taça Cyclin’Portugal. Será a segunda edição da corrida e desde já destaca-se o aumento no número de inscritos comparativamente ao ano passado: de 230 para mais de 600. Haverão três distâncias. Na elite masculina e até aos masters 45 serão cumpridos 83 quilómetros. Para todas as categorias femininas, masters masculinos 50/55 e paraciclismo a distância será de 60,5 quilómetros. Quem preferiu a Meia Maratona, terá pela frente 41,5 quilómetros. A partida (9:30) e a chegada serão no Largo Hermenegildo.

Passando para uma vertente mais radical, a segunda prova pontuável para a Taça de Portugal de Downhill, no Cabeço da Urra, Pampilhosa da Serra, é uma corrida de classe 1 internacional e cerca de um terço dos quase 200 inscritos são oriundos de Andorra, Bélgica, Espanha, França, Grã-Bretanha, Itália, Polónia e Suíça. A manga de qualificação começa às 11.00 e a final às 14:00.

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20 de agosto de 2016

"O facto de termos duas vagas para a disciplina Olímpica do BTT atesta bem a evolução que temos tido"

David Rosa participa pela segunda vez nos JO (Fotografia: Facebook David Rosa)
Já se fala da cerimónia de encerramento dos Jogos Olímpicos, com a judoca Telma Monteiro a ser a porta-estandarte (merecidamente dada a medalha de bronze conquistada), e de como o Rio2016 está perto do fim. Mas calma, Portugal ainda tem dois atletas que vão mostrar este domingo (16:30) o que valem no BTT (XCO). Há quatro anos David Rosa foi o representante solitário. Em 2016 tem a companhia de Tiago Ferreira, que em Junho se sagrou campeão do mundo de XCM. Não se vai aqui começar a falar de medalhas (vontade não falta), mas certo é que somos um país com dois fortes atletas que estão no Rio de Janeiro para comprovar como o BTT nacional está a conquistar respeito.

"O facto de termos duas vagas para a disciplina Olímpica do BTT atesta bem a evolução que temos tido", salientou David Rosa ao Volta ao Ciclismo. Depois da estreia em Londres2012, na 23ª posição, o atleta de 29 anos explicou que agora "algumas coisas já estão mais automatizadas". Porém, considera que a experiência de 2012 por si só não é o factor mais determinante: "Na corrida em si não vai fazer muita diferença, a experiência mais importante é a que se ganha com provas internacionais. Particularmente em secções mais técnicas."

No entanto, há algo que é igual a 2012: "A vontade de fazer uma boa corrida mantém-se." David Rosa - seis vezes campeão nacional de XCO em elite, mas com muitos outros troféus desde os tempos de juniores - quer melhorar o lugar dos Jogos de Londres, mas realçou: "O principal é saber que dei o meu máximo, assim não terei, certamente, qualquer arrependimento."


"Normalmente no XCO não dá para fazer uma estratégia de corrida como na estrada, mas se der para nos ajudarmos durante a corrida, claro que o faremos."

Quanto ao percurso, David Rosa diz não ser o melhor para si, pois "as subidas não são tão selectivas", como gosta "e é bastante rápido". "No entanto, dia após dia, tenho vindo a sentir-me mais à vontade", referiu, afirmando ainda que "é um pouco mais técnico do que parece". Apesar de serem dois os representantes portugueses, não se pode falar numa estratégia para tentar um melhor resultado, o que não significa que não possa existir um apoio mútuo: "Normalmente no XCO não dá para fazer uma estratégia de corrida como na estrada, mas se der para nos ajudarmos durante a corrida, claro que o faremos."

Para David Rosa, os principais candidatos são nomes que já têm medalhas olímpicas no currículo. O checo Jaroslav Kulhavy (31 anos) conquistou o ouro há quatro anos e volta a surgir como forte candidato. Porém, para o suíço Nino Schurter (30 anos) os títulos mundiais já não chegam e tem contas a ajustar com Kulhavy, com quem perdeu ao sprint, tendo ficado com a medalha de prata em Londres2012. O francês Julien Absalon (36 anos) é o mais experiente de todos e foi campeão olímpico em 2004 e 2008.

Mas é inevitável perguntar: e Peter Sagan? O eslovaco, campeão do mundo de estrada, que resolveu optar por um regresso ao BTT, é candidato ou está no Rio contribuindo para dar alguma notoriedade à competição? "Acho que não é candidato à vitória, mas também não vai só para dar notoriedade à prova. Ele aponta certamente para um top dez", considerou David Rosa.

Têm sido vários os atletas portugueses que falam do apoio do público brasileiro e David Rosa frisou que "esse apoio é importante", pois ajuda a que se sentiam "um pouco mais em 'casa'".

17 de agosto de 2016

Percurso olímpico de BTT sem danos do incêndio. Peter Sagan está no Rio para ganhar

Sagan volta ao BTT sempre que pode (Fotografia: Facebook de Peter Sagan)
O percurso olímpico de BTT não sofreu qualquer dano com o incêndio que afectou o Parque Olímpico Deodoro e a UCI garantiu que as provas vão realizar-se este fim-de-semana, como estavam programadas. Os atletas também poderão testar esta manhã o local da prova que contará com dois portugueses: David Rosa e Tiago Ferreira. Mas claro que as atenções centram-se num homem que construiu a sua reputação na estrada, apesar de ter começado no BTT: Peter Sagan.

O eslovaco escolheu antes a prova de BTT por considerar que o percurso da corrida de estrada não era o indicado para as suas características. Entretanto quem ganhou foi o seu grande rival Greg van Avermaet, o que levantou questões sobre se Sagan também não deveria ter lá estado. "Fiquei surpreendido com a vitória do Greg van Avermaet, mas a corrida de estrada foi estranha. Depende das pernas, depende da sorte. Ele teve alguma sorte dado às quedas que envolveram outros [ciclistas], mas uma medalha de ouro olímpica é para toda a vida", salientou Sagan, citado pelo Velonews.

O eslovaco, campeão do mundo de estrada, explicou que a decisão pelo BTT foi feita em Janeiro e que já nos Jogos Olímpicos de Londres, há quatro anos, depois de completar a prova de estrada na 34ª posição, quis competir no BTT, mas não foi possível.

Há tempo para tentar a medalha de estrada, diz Sagan, que pensa nos Jogos de Tóquio, em 2020, ainda que desconheça se o percurso será indicado para as suas características. Terá então 30 anos.

Porém, está concentrado na corrida de domingo. "Não estou aqui para perder. Se consigo ganhar? Se perder não vou ficar desapontado, se ganhar, será muito bom. Estou aqui para alcançar um resultado", salientou, garantindo que treinou muito desde que terminou a Volta a França. "Vou dar o meu melhor no domingo. Ninguém sabe o que raio se deve esperar. Se calhar assim é mais divertido!"

Já este ano, Peter Sagan participou em duas competições de BTT, numa pausa que fez da estrada. E não podemos esquecer que o eslovaco foi campeão mundial de BTT em juniores. A prova está agendada para as 16:30, hora de Lisboa.

16 de agosto de 2016

Incêndio coloca em risco percurso olímpico de BTT

O Parque Olímpico Deodoro é a "casa" de várias modalidades
Já não bastava todos os problemas de construção, atrasos nas infraestruturas, assaltos, condições longe da perfeição, alguns problemas organizacionais, até câmaras a caírem em cima do público, agora os Jogos Olímpicos também têm um incêndio com que se preocuparem. As chamas aproximaram-se do Parque Olímpico Deodoro, que tem, entre outros complexos, a pista de BTT, prova que Portugal terá dois representantes: David Rosa e Tiago Ferreira. E foi precisamente este percurso que sofreu alguns danos, segundo o site Cycling News.

As provas de BTT e também de BMX estão agendadas para este fim-de-semana - os portugueses competem no domingo às 16:30, hora de Lisboa - e a situação preocupa a UCI. O incêndio chegou a obrigar a evacuação da zona de uma das bancadas por precaução.

David Rosa e Tiago Ferreira (ao centro) partiram esta segunda-feira
para o Rio de Janeiro (Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
Ainda hoje os responsáveis irão averiguar as condições do percurso, que esta quarta-feira deveria ser testado pelos atletas. "A UCI está ciente que houve um incêndio perto da zona do percurso de BTT do Rio 2016. As averiguações sobre um eventual impacto serão feitas esta terça-feira", anunciou através de um comunicado.

Um percalço, espera-se, numa prova em que David Rosa irá completar a sua segunda presença nos Jogos Olímpicos, enquanto Tiago Ferreira faz a sua estreia e logo na condição de campeão do mundo de Maratonas XCM. O título foi conquistado em Junho, na prova em Laissac, França. Há quatro anos, nos Jogos de Londres, David Rosa completou a prova XCO na 23ª posição.

26 de junho de 2016

Muitos Nacionais, muita Tinkoff... e um campeão do mundo português

(Fotografia: @UCI_MTB)
Há que começar por um campeão do mundo. É português e deu o segundo título mundial ao país depois de Rui Costa em 2013. Saímos da estrada para o BTT e Tiago Ferreira é o nome a reter ao alcançar mais um feito histórico do ciclismo nacional, vencendo o Campeonato do Mundo de Maratonas BTT (XCM), em Laissac, França.

Foram 90 quilómetros muito duros, com 3130 metros de acumulado de subida. Tiago Ferreira andou sempre na frente e terminou o percurso em 4:01:57 segundos. Seguiu-se o austríaco Alban Lakata (a 19 segundos) e o checo Kristian Hynek (a 56 segundos). Este título de BTT pode não ter a projecção de um de Estrada, mas merece o mesmo reconhecimento. Portugal tem mais um campeão do mundo de ciclismo!

"Estou com a camisola de campeão vestida, mas ainda não pensei como será passar um ano de arco-íris. Por enquanto, ainda quase nem acredito”, confessou, em declarações à Federação Portuguesa de Ciclismo.

“Foi uma corrida perfeita do Tiago, que fez uma gestão táctica fantástica, cumprindo com todas as indicações. A prova desenrolou-se como queríamos e vivemos um dia espectacular, com dezenas de portugueses a comemorar a vitória na meta", explicou o seleccionador nacional, Pedro Vigário.

Tiago Ferreira vai estar nos Jogos Olímpicos, juntamente com David Rosa.


Regressando à estrada...

Este domingo foi um dia de decidir muitos campeões nacionais - alguns já tinham sido conhecidos no sábado - e claro que se destaca o português: José Mendes sucede a Rui Costa e alcança um título merecido e que certamente o motivará, numa altura em que recebeu a decepcionante notícia que a Bora-Argon 18 não o escolheu para ir à Volta a França. Era um título há muito ambicionado por José Mendes e que chegou finalmente aos 31 anos.

O ciclista já havia mostrado na sexta-feira estar em bom momento, ao ser segundo no contra-relógio, atrás de Nelson Oliveira. Este domingo em Braga as posições inverteram-se. Nelson atacou perto do fim e só José Mendes o acompanhou, acabando por ser o mais forte nos 177,1 quilómetros. Nelson ficou a 18 segundos e Ricardo Vilela fechou o pódio, ao cortar a meta a 59 segundos do vencedor.

Destaque ainda para a prova dos sub-23, que se realizou no sábado. Ruben Guerreiro (Axeon-Hagens Berman) confirmou a boa época que está a fazer conquistando o título nacional. Segundo há um ano, Ruben confirmou as expectativas, com Nuno Bico (Klein Constantia), campeão de 2015, a ficar em terceiro e com Hugo Nunes (Anicolor) a ser segundo.

Uma surpresa chamada Sagan

A primeira grande vitória de Juraj Sagan
(Fotografia: @tinkoff_team)
Se a Movistar dominou nos contra-relógios, a Tinkoff teve um dia memorável nas provas em linha. E houve uma surpresa: Sagan é campeão da Eslováquia. Sim, surpresa, porque falamos do Juraj Sagan o irmão mais novo de Peter, que ficou em segundo. A Tinkoff dominou o pódio neste país, pois Michael Kolar foi terceiro.

Mas voltando aos títulos - haverão muitas camisolas diferentes para fazer na equipa russa até ao final do ano, quando fechar portas -, Roman Kreuziger foi campeão na República Checa, Rafal Majka na Polónia e Adam Blythe na Grã-Bretanha. O triunfo de Blythe foi talvez o mais inesperado de todos (ainda mais do que o de Juraj Sagan), pois bateu ao sprint o super favorito Mark Cavendish que até se sentou ao ver que não conseguia ser mais forte que Blythe.

Aqui ficam alguns dos outros campeões: José Joaquín Rojas (Espanha - e a Movistar fica também com este título que pertencia a Alejandro Valverde), Giacomo Nizzolo (Itália), Arthur Vichot (França), Edvald Boasson Hagen (Noruega), Nicholas Roche (Irlanda), Bob Jungels (Luxemburgo) - estes últimos três venceram também no contra-relógio - Jonathan Fumeaux (Suíça) - Fabian Cancellara venceu no contra-relógio - , André Greipel (Alemanha), Pavel  Kochetkov (Rússia), Ramunas Navardauskas (Lituânia), Philippe Gilbert (Bélgica), Matthias Brändle (Áustria) e Dylan Groenewegen (Holanda).

Resolvida a questão dos títulos nacionais, a partir de agora todas as atenções irão estar centradas na Volta a França, que começa no sábado.

9 de junho de 2016

A vontade olímpica de conquistar aquela medalha

(Imagem: print screen)
O percurso da prova de estrada dos Jogos Olímpicos é sempre a subir. As oito subidas de quarta categoria até poderiam não assustar ciclistas como Peter Sagan. Porém, as três primeira categorias em cerca de 60 quilómetros fazem com que este ano os Jogos tenham interessado mais a atletas como Alberto Contador e Vincenzo Nibali, por exemplo, que já assumiram que a corrida do Rio de Janeiro é um dos objectivos do ano. Os sprinters  e homens com características que não combinam com subidas difíceis, vão antes virar-se para os Mundiais. No entanto, vencedores natos como Sagan, não desistem tão facilmente. O eslovaco encontrou a forma de ter hipótese em conquistar o ouro olímpico sem ter de esperar mais quatro anos: vai regressar ao BTT.

Após as clássicas da primavera, o campeão do mundo de estrada fez uma pausa do alcatrão e foi matar saudadas da terra batida. Participou em duas provas, uma não terminou e foi quarto na outra (e não nos podemos esquecer que Sagan foi campeão do mundo em juniores da modalidade). Nessa altura já se devia esperar que o eslovaco estava a preparar alguma surpresa. E aí está ela: trocou o lugar na prova de estrada nos Jogos Olímpicos pelo do BTT. Aquelas subidas no percurso de estrada não lhe dariam qualquer hipótese de chegar à medalha, mas trocando para o BTT, Sagan passa agora a estar entre os candidatos, mesmo não sendo a sua modalidade de eleição de momento. Deste ciclista espera-se tudo.

Até poderá parecer injusto incluir Sagan e não um dos ciclistas de BTT. A federação eslovaca tentou obter um wild car para enviar Sagan, mas não conseguiu. Porém, como é que poderia recusar um pedido do seu melhor ciclista? Era impossível.

O presidente da federação, Peter Privara, admite que o expectável seria ver o campeão do mundo de estrada... na estrada. Explicou ainda que após a Volta a França, Sagan irá ter quatro semanas intensas de treino no BTT, porque o objectivo não é ir ver as paisagens brasileiras.

O estatuto vale muito em momentos como este e Sagan conquistou-o com 79 vitórias como profissional aos 26 anos. Não só convenceu a federação, como a própria equipa Tinkoff parece não ter objecções com esta mudança.

Não é só na estrada que este fantástico ciclista se adapta a várias dificuldades. Não hesita em mudar de modalidade se isso lhe aumentar a possibilidade de ganhar e é esta capacidade de adaptação a qualquer situação que o irá colocar na história como um dos melhores do ciclismo... seja em que terreno for.