Mostrar mensagens com a etiqueta BMC. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta BMC. Mostrar todas as mensagens

5 de maio de 2018

Viviani colossal no dia em que Rohan Dennis vestiu a camisola que lhe faltava

(Fotografia: Giro d'Italia)
"Que barbaridade", lia-se no Twitter logo após a vitória de Elia Viviani na segunda etapa da Volta a Itália. Talvez seja a melhor palavra para definir o sprint do italiano. Poder-se-ia dizer impressionante, fantástico... mas nada parece encaixar no que Viviani fez. Aos sprinters da Quick-Step Floors ganhar não chega. Têm tendência a dizer aos adversários: "Olhem para as minhas costas!" Fernando Gaviria já está habituado a fazê-lo e Marcel Kittel também era a potência em pessoa (agora ainda a procura reencontrar na Katusha-Alpecin). Viviani era um sprinter de qualidade, mas esta mudança para a equipa belga tornou-o num sprinter temível. De candidato, a favorito no espaço de meses e já com uma vitória que há um ano não teve possibilidade de sequer lutar por ela, com a Sky a deixá-lo de fora de todas as grandes voltas.

Foi só o primeiro sprint do Giro101, mas tendo em conta o passado recente, aqui fica uma história da Quick-Step Floors: dominou no Giro passado com Fernando Gaviria, no Tour com Kittel e depois com Trentin na Vuelta. Será a vez de Viviani? E já são 28 triunfos em 2018. Sete para Viviani, que não escondeu que se sentia sob pressão por ser o líder da equipa, que não apostará na geral e estará mais ao seu serviço. Agora sentir-se-á mais livre. Vamos ver o que isso significará...

Por momentos, uns momentos fugazes, Jakub Mareczko acreditou que finalmente iria ganhar na Volta a Itália. Mas foi uma "barbaridade" de sprint de Viviani, que a certa altura até nem estava com o seu comboio e colou-se a Sam Bennett, da Bora-Hansgrohe (fez terceiro). Mareczko ganhou uma ligeira vantagem, até que Viviani arrancou e passou por todos como se estivesse no mais potente dos carros desportivos, contra o mais normal veículo citadino! Ainda assim, este jovem Mareczko (24 anos), da Wilier Triestina-Selle Italia, demonstra cada vez mais um tremendo potencial. No ano passado fez dois segundos lugares no Giro, agora soma mais um. Vai rondando as vitórias, mas frente a este Viviani, era impossível fazer melhor.


Muito público em Israel para apoiar o pelotão do Giro
(Fotografia: Giro d'Italia)
A história da etapa foi quase totalmente a esperada. Só Rohan Dennis destoou um pouco. Houve uma fuga, a luta pela primeira camisola da montanha - ficou para Enrico Barbin (Bardiani-CSF) -, Guillaume Boivin mostrou a camisola da equipa da casa, com a Israel Cycling Academy a começar a tentar procurar aparecer na corrida. Pelo meio, Rohan Dennis foi buscar uma camisola que na sexta-feira lhe tinha escapado por dois segundos. "Atirou-se" às bonificações durante a etapa que ligou Haifa a Telavive (167 quilómetros) e ficou com a maglia rosa por um segundo. Nada que incomode Tom Dumoulin (Sunweb), que tem intenções de lutar por ela quando chegar a montanha. O próprio admitiu que seria um desnecessário despender de forças nesta fase da prova. Já para a BMC é um pormenor importante, numa altura em que perdeu o seu dono e mentor, Andy Rihs - morreu recentemente - e quando o futuro da estrutura não está garantido para 2019.

Para Dennis é um "pormenor" ainda mais relevante, pois aos 27 anos tornou-se num ciclista que já vestiu as camisolas de líder das três grandes voltas. A maglia rosa junta-se à amarela do Tour de 2015 e à vermelha da Vuelta de 2017. Em ambas as situações só as envergou durante um dia, depois de as conquistar nos contra-relógios inaugurais.

Porém, mesmo de rosa, é difícil ver Dennis como o candidato que não há muito tempo afirmou querer ser, quando iniciou o plano para se tornar num voltista ao nível dos melhores. Esta subida à liderança do australiano significou que não foi desta que o plano de José Azevedo resultou. O director da Katusha-Alpecin quer tentar colocar ou o português José Gonçalves ou o britânico Alex Dowsett no primeiro lugar. Depois do excelente contra-relógio de ambos, são agora 13 e 17 segundos, respectivamente, que os separam de Dennis. Ainda houve tentativas de tentar surpreender o pelotão já perto do final, mas este ano estavam todos atentos (em 2017, Lukas Pöstlberger, da Bora-Hansgrohe, ficou de rosa depois de escapar aos sprinters, quando tentava deixar bem colocado o seu). O objectivo de Gonçalves e Dowsett, ou eventualmente de Tony Martin (a 28 segundos) mantém-se para os próximos dias, com a alta montanha a chegar apenas na sexta etapa, com a subida ao Etna.

Quanto às restantes camisolas, a Quick-Step Floors juntou a dos pontos à da juventude. Elia Viviani está agora com a maglia ciclamino, com a branca a continuar com Max Schachmann.  A Katusha-Alpecin lidera por equipas (pode ver aqui as classificações completas).

Siutsou poderá ficar afastado das corridas durante três meses

(Imagem: print screen)
"Agora vou ver o Giro na televisão!" Kanstantsin Siutsou foi o mais azarado dos ciclistas que sofreram quedas no percurso do contra-relógio inaugural da Volta a Itália. Tal como Chris Froome e Miguel Ángel López, o bielorrusso caiu ainda no reconhecimento. A fractura na vértebra poderá afastar o ciclista da competição durante três meses, mas Siutsou garantiu que tudo fará para tentar regressar o mais rapidamente possível.

A aventura por Israel neste arranque da grande volta correu mal para Siutsou, que regressará a Itália para fazer mais exames médicos. "É uma enorme desilusão para mim e para a equipa. Eu estava em boa forma e estava pronto para apoiar a minha equipa e para dar o meu melhor. Infelizmente o Giro acabou para mim", desabafou num vídeo publicado pela Bahrain-Merida. E é de facto uma baixa de peso para Domenico Pozzovivo, o líder da formação neste Giro. Aos 35 anos, Siutsou vinha de uma vitória na Volta à Croácia e é na Volta a Itália que tem as melhores recordações em provas de três semanas. Venceu uma etapa em 2009 e foi top dez em 2011 (9º) e 2016 (10º).

Etapa 3: Berseba-Eilat, 229 quilómetros


Etapa mais "acidentada" do que a de sábado o que levará os homens que gostam de andar em fugas a arriscar a sorte. No entanto, as equipas dos sprinters estarão atentas, para garantir que seja mais um dia para os homens mais rápidos do pelotão. Segunda-feira será dia de descanso para que seja feita a viagem para Catania, na Sicília, para o arranque do Giro "em casa", no dia seguinte.

Aqui ficam alguns pormenores da segunda etapa e o sprint de Viviani é para ver e rever.

 


»»José Gonçalves de camisola rosa? Porque não?««

»»Vegni garante que se Froome ganhar o Giro a vitória não será retirada. A UCI não tem tanta certeza...««

»»Um Giro com muitas distracções mas a prometer espectáculo««

30 de abril de 2018

Richie Porte stressado com indefinição do futuro da BMC

Richie Porte espera que possa haver uma continuidade do projecto da BMC. O australiano está feliz na equipa, mas confessa que começa a ser stressante as semanas passarem e não se saber se em 2019 a estrutura mantém-se ou não. Maio está aí, o que significa que se aproxima a data limite que Porte tinha definido para definir o futuro. Caso a BMC não desse certezas, o ciclista tinha alertado que iria começar a procurar uma nova equipa.

Estávamos no arranque da Volta ao Algarve quando o australiano deixou o aviso. Em final de contrato, Richie Porte é um ciclista que, apesar de já ter 33 anos, é dos mais valiosos do pelotão. Apesar de lhe ainda faltar um grande resultado numa volta de três semanas - entre furos e quedas, o azar tem perseguido o australiano - é um ciclista que oferece garantias de estar na luta por vitórias. Sair da Sky para a BMC foi um passo acertado na sua carreira em 2016, deixando de vez o papel de escudeiro de Chris Froome, para ser líder indiscutível.

Apesar da prioridade ser ficar na BMC se a estrutura tiver futuro - mesmo que seja com outro patrocinador -, não hesitará sair se a incerteza se arrastar até final de Maio. "Não quero mentir. É um pouco stressante. Nós andamos de bicicleta e é o trabalho dos directores encontrar um patrocinador para o próximo ano. Seria triste ver a BMC sair. É uma grande equipa e tivemos uns anos muito bons", salientou Porte ao Cycling News. O australiano considera que chegou o momento da verdade, mas avança que não tem conhecimento se já há propostas em cima da mesa para assinar por outra equipa. "Não tenho a certeza. Terá de perguntar ao meu empresário, Andrew McQuaid", disse, acrescentando que vai fazendo figas para que a BMC se mantenha na estrada em 2019.

Porte recordou como na BMC se está a sofrer com a morte de um dos seus mentores, Andy Rhis: "Esta equipa era a sua paixão e queremos que isso continue." O director Jim Ochowicz está a tentar salvar um projecto que na última década se tornou dos mais fortes no ciclismo. Porém, arrisca-se a começar a perder corredores se não conseguir garantir o dinheiro necessário para manter uma equipa do nível World Tour. 

Greg van Avermaet é a outra estrela da equipa. O seu limite é um pouco mais alargado do que o de Richie Porte, mas o belga também já alertou que após a Volta a França irá querer definir o seu futuro.

Há um ano foi a outra equipa americana que ameaçou fechar portas. A então Cannondale-Drapac chegou inclusivamente a recorrer ao crowdfunding para angariar o dinheiro que lhe faltava, mas um patrocinador acabou por aparecer: a Education First. Agora é a BMC que confirma as dificuldades que já eram faladas em 2017. Além de Porte e Avermaet, nomes como Dylan Teuns, Rohan Dennis, Alessandro de Marchi, Damiano Caruso, Nicholas Roche, Jurgen Roelandts e mesmo Tejay van Garderen - ainda que estejamos perante um ciclista que suscita cada vez mais dúvidas, não dando tantas garantias como se esperaria nesta fase da sua carreira -, estarão a entrar em potenciais listas de reforços.

Por agora, Richie Porte quer manter-se concentrado no seu objectivo não só de temporada, mas de carreira: a Volta a França. A temporada não tem sido fácil. Uma infecção respiratória obrigou-o a falhar o Tirreno-Adriatico e foi um mês e meio sem competir. Depois da Volta ao Algarve (27º), regressou na Volta ao País Basco, mas abandonou. Porém, na Volta à Romandia, o australiano deu mostras de estar a recuperar a forma, tendo terminado na terceira posição, a 35 segundos do vencedor, Primoz Roglic (Lotto-Jumbo).

Há um ano, Porte chegou num momento fantástico de forma ao Tour, mas uma queda não só acabou com a sua corrida, como com a temporada. Aos poucos, Porte volta a construir uma candidatura para tentar ganhar a competição que mais deseja.

»»Morrreu o dono da BMC««

»»Wolfpack, a história da alcunha da Quick-Step Floors que remonta a um gangue««

»»Um Chris Froome no Giro rodeado por algumas incertezas««

19 de abril de 2018

Morreu o dono da BMC

(Fotografia: © BMC Racing Team)
Andy Rihs foi um dos mentores daquela que viria a tornar-se numa das equipas mais fortes do pelotão internacional. Entrou para o ciclismo quando a empresa que pertencia à família e onde trabalhava, a Phonak, passou a patrocinar uma equipa em 2000. Nesse mesmo ano tomou conta da BMC, passando a produzir as bicicletas com que os ciclistas da Phonak competiam. A BMC Racing Team surge em 2007, numa parceria entre Rihs e Jim Ochowicz e tem sido um projecto de sucesso, com destaque para a vitória na Volta a França com Cadel Evans, em 2011.

"O Andy não era apenas o dono e o principal patrocinador da BMC Racing Team, mas também um amigo que aproveitava a vida e adorava partilhar a alegria. Um visionário exemplar, um ávido adepto do desporto, um apaixonado ciclista e um grande apoiante da modalidade deixou-nos. A generosidade, senso de humor e o sorriso contagiante marcavam o homem que tem estado ao nosso lado desde o início da BMC Racing Team. A nossa dor é indescritível, mas vamos continuar os seus valores", lê-se no comunicado da equipa.

Na equipa Phonak, uma empresa dedicada a aparelhos auditivos, Rihs viu ser construída uma equipa que em sete anos chegou à vitória na Volta a França. Por lá passaram ciclistas como Oscar Pereiro, Santiago Botero, Axel Merckx, Oscar Sevilla e Alex Zülle, por exemplo. No entanto, o que deveria ter sido um momento de glória, ditou o final da equipa. Floyd Landis foi apanhado nas malhas do doping e perdeu o Tour para Oscar Pereiro, que nesse ano se tinha mudado para Caisse d'Epargne-Illes Balears (actual Movistar).

Fim da linha para a Phonak e a empresa até mudou de nome para Sonova. Rihs não perdeu tempo e juntou-se a Ochowicz para criar a BMC Racing Team. Apesar da origem suíça, a equipa sempre teve a bandeira americana. São mais de 200 vitórias. Venceu etapas em todas as grandes voltas, mas a grande conquista foi a geral do Tour com Cadel Evans. Greg van Avermaet deu um monumento à equipa ao vencer o Paris-Roubaix no ano passado, com a BMC a ser uma especialista no contra-relógio com dois títulos mundiais em 2014 e 2015.

Apesar do sucesso da BMC e de actualmente continuar a ter um dos melhores plantéis, com Richie Porte a ser um sério candidato ao Tour, ainda assim o futuro da equipa é incerto. Rihs partilhava a preocupação do director Jim Ochowicz em encontrar um reforço financeiro para garantir a continuidade da estrutura, que ainda não está assegurado.

Andy Rihs tinha 75 anos. Morreu num hospital em Zurique após doença prolongada.


1 de abril de 2018

Richie Porte de regresso desde a Volta ao Algarve para arrancar época rumo ao Tour

Não foi o início de ano que Richie Porte procurava, mas o australiano não é do género de ficar a moer no passado. A prova, se fosse precisa, está em ter deixando bem lá atrás a queda na Volta a França que acabou com a sua corrida e com a época em 2017.  No entanto, depois de se ter confirmado como o rei de Willunga Hill, no Tour Down Under - apesar de ter perdido a geral -, Porte esteve muito discreto na Volta ao Algarve (27º na geral) e uma infecção respiratória afastou-o do Tirreno-Adriatico. Mês e meio depois, o ciclista da BMC vai regressar à competição sem grandes planos no País Basco, mas apenas a pensar em recuperar rapidamente a forma e arrancar definitivamente a sua época no ataque ao muito desejado Tour.

"Não vou com nenhuma expectativa, nem vou colocar muita pressão em mim. Esta corrida é mais para testar a minha forma e recuperar o ritmo competitivo, mais do que qualquer coisa", salientou Richie Porte. Apesar de não estar a ser uma temporada muito auspiciosa para a BMC - principalmente porque Greg van Avermaet não está a render tanto como nos dois anos anteriores -, a equipa americana está disposta a deixar o seu líder para o Tour preparar a corrida como deseja, sem pressão de alcançar resultados antes. Ficará sempre aquele "se" de 2017. Ou seja, Se Porte não tem caído no Tour teria discutido com Froome a camisola amarela? Estava em grande forma, mas nunca haveremos de saber. Com 33 anos, as oportunidades vão começar as escassear e a BMC não tem no plantel ninguém que lhe dê a garantia para o Tour como Porte, nem para as outras grandes voltas.

Tejay van Garderen é um caso praticamente perdido, a não ser que algum milagre aconteça. Rohan Dennis foi o actor de uma história bonita do ciclista com o plano de se transformar num grande voltista em três ou quatro anos, mas já passaram dois e quando chega a alta montanha, nem vê-lo. Muitas vezes até desaparece logo na média montanha. Depois junta-se a incerteza quanto ao futuro da BMC. A equipa está na corda bamba e ainda não se sabe se estará ou não na estrada em 2019. Mais importância ganha uma possível vitória no Tour. Se é sempre prestigiante, quando se procura estabilidade e/ou reforço financeiro e se se vai apostar quase tudo numa grande vitória, que seja na Volta a França. Se Avermaet resolver ganhar de novo no Paris-Roubaix, também não fará mal nenhum!

Agora é deixar Richie Porte recuperar a forma física e certamente que ao sentir-se com capacidade vai tentar alcançar bons resultados. Quem poderá beneficiar novamente com esta fase menos positiva do australiano é Damiano Caruso. O italiano aproveitou muito bem a liderança inesperada no Tirreno-Adriatico e só um super Michal Kwiatkowski (Sky) o superou. Agora vai à Volta ao País Basco tentar agarrar nova oportunidade, pois a janela vai fechar-se quando Porte assumir novamente o papel de destaque.

Bem-vindo de volta Richie Porte e também Rui Costa. O ciclista português sofreu uma queda na segunda etapa no Paris-Nice e tem estado a recuperar desde então. Ao contrário do australiano da BMC, o campeão do mundo de 2013 surge no País Basco à procura de um bom resultado. Daniel Martin e Fabio Aru não foram chamados pela UAE Team Emirates, pelo que será a oportunidade de Rui Costa assumir de novo a liderança. Diego Ulissi estará presente, contudo, ambos podem muito bem ter liberdade para disputarem etapas e no caso do português até um lugar de destaque na geral. Ambos não escondem que também têm no pensamento outro objectivo: a semana das Ardenas, que arranca dia 15 com a Amstel Gold Race.

"Depois da minha queda no Paris-Nice, na qual sofri uma contusão no joelho, tirei uma semana de folga para descansar. Porém, agora estou bem. Vou chegar à Volta ao País Basco com muita margem para melhorar a minha forma. Espero terminar a corrida numa nota alta", salientou Rui Costa. No entanto, continua-se sem se saber o que esperar do português em termos de grandes voltas. O mistério mantém-se.

As seis etapas da Volta ao País Basco podem ser bem interessantes visto que são muito marcadas por montanha, como é imagem de marca. Mikel Landa avisou que estará lá para ganhar e Nairo Quintana poderá ter de se contentar por ficar na sombra do espanhol, depois de ter sido o que aconteceu na Catalunha com Alejandro Valverde. A Movistar lá vai jogando as suas cartas, com a curiosidade a aumentar a cada corrida que passa de como irá ser quando chegar o Tour.

Romain Bardet (AG2R) e Rigoberto Uran (EF Education First-Drapac) querem discutir a corrida. A ver vamos se Ilnur Zakarin (Katusha-Alpecin) começa a aparecer. Bauke Mollema lidera a Trek-Segafredo que terá um Ruben Guerreiro à espreitar de aproveitar uma oportunidade para demonstrar o grande momento de forma que atravessa nesta primeira fase do ano.

Julian Alaphilippe (Quick-Step Floors) surge com algo a provar depois do seu patrão não ter gostado muito como falhou pelo menos o pódio no Paris-Nice. Já os espanhóis vão olhar mais para Enric Mas, um jovem de enorme potencial e que promete "explodir" a qualquer momento. Na Bahrain-Merida Ion e Gorka Izagirre surgem com mira apontada à vitória.

Atenção a Primoz Roglic. Afinal o esloveno é ou não voltista para liderar uma Lotto-Jumbo? Roglic tem corrido pouco este ano. Só esteve na Volta à Comunidade Valenciana (foi sexto), passou pela Strade Bianche (48º) e foi ao Tirreno-Adriatico dar espectáculo na chegada a Trevi, vencendo a terceira etapa. Se quiser ter um papel de maior destaque numa grande volta - que não passe "apenas" por discutir etapas - Roglic tem de começar a discutir estas corridas de uma semana onde estão algumas das grandes figuras. Em 2017 venceu duas etapas no País Basco.

De referir que depois de uma estreia muito positiva na Volta a Flandres (foi 24º), Vincenzo Nibali (Bahrain-Merida) não perde tempo e vai até ao País Basco, antes de se concentrar na semana das Ardenas, principalmente num dos objectivos da temporada: a Liège-Bastogne-Liège. Também Michal Kwiatkowski (Sky) viaja da Flandres (28º) directamente para a corrida espanhola.

23 de março de 2018

Só Daniel Oss não chega para ajudar Sagan

(Fotografia: Bora-Hansgrohe/Bettiniphoto)
Foi uma grande contratação para a Bora-Hansgrohe. Finalmente Peter Sagan pode dizer que tem um braço direito que não fica cortado quando as corridas endurecem um pouco. Sagan pode agora ser poupado em certos esforços que antes de tinha fazer para perseguir fugas e responder a ataques. Agora tem Daniel Oss que já vai partilhando esse trabalho. Porém, está a ser insuficiente. A forma de Sagan também não parece ser a mais apurada, mas quando se tem um ciclista que estando num grupo ninguém mais ajuda, então a Bora-Hansgrohe vai precisar de exigir mais dos corredores que forem chamados a estar com o eslovaco. Só o italiano não chega.

Daniel Oss esteve ao lado de Greg van Avermaet quando o belga conseguiu quebrar o estigma dos segundos lugares e começou a ganhar as grandes clássicas. "Roubá-lo" à BMC pareceu uma excelente manobra. Contudo, Oss tinha um papel de extrema importância, mas havia mais ciclistas de trabalho. Oss não tinha de fazer tudo para Avermaet, pois havia com que partilhar a responsabilidade. E claro que estando na BMC, tinha Sagan como o adversário, um ciclista que não se coibia de dar tudo por tudo para não perder a corrida. Ou seja, era importante quando era preciso mexer. Agora o italiano é colega do tricampeão mundial, para que Sagan não tenha de perder tanta força antes de estar de facto na discussão final da prova. Mas é só Oss que trabalha, com os restantes ciclistas a Bora-Hansgrohe a mostrarem pouco serviço, ou então de pouca qualidade.

Nesta rivalidade específica entre Sagan e Avermaet, é o belga quem pode estar mais descansado com o apoio que tem. O bloco da BMC para as clássicas é forte, como ficou demonstrado na E3 Harelbeke desta sexta-feira, com Jurgen Roelandts (que mais do que um homem de trabalho, é sempre um ciclista que pode ele próprio lutar por vitórias, como fazia na Lotto Soudal, logo uma excelente contratação) e Stefan Küng. O suíço ainda só tem 24 anos, é um excelente contra-relogista, já se mostrou em corridas por etapas (foi segundo numa tirada no Tour), mas a BMC está a apostar nele para evoluir neste tipo de provas do pavé.

O bloco alemão da Bora-Hansgrohe tem qualidade, mas longe da necessária para estar ao nível de um ciclista como Peter Sagan. Pascal Ackermann, Marcus Burghardt e Rüdiger Selig, por exemplo, são bons ciclistas, mas têm de elevar o nível da sua participação nas corridas ao lado do líder. Quanto ao irmão, Juraj Sagan, vai caindo quase no esquecimento, sendo cada vez menos aposta, ainda mais numa altura em que as equipas viram ser cortado um elemento nas competições, por decisão da UCI.

No arranque da semana de clássicas na Bélgica, que terá o seu momento alto no domingo, 1 de Abril, com a Volta a Flandres, Peter Sagan foi uma tremenda desilusão. Porém, a culpa não pode ser apenas da falta de equipa. O eslovaco não tem mostrado a forma de outros anos. Ficou sentado, sem capacidade de tentar apanhar Greg van Avermaet quando belga atacou e demonstrou que ainda não está a 100%. É certo que já tinha feito anteriormente um grande esforço para recuperar posições, mas se recuarmos à Milano-Sanremo, também aí o eslovaco não mostrou a frescura física a que se está habituado vê-lo. Na Bélgica, atirou a toalha ao chão e poupou-se para a corrida de domingo, Gent-Wevelgem, terminando com mais de três minutos de atraso.

Comparando com Avermaet, então nota-se ainda mais a diferença. O belga da BMC também estava a realizar exibições pouco convincentes. No entanto, este terceiro lugar em Harelbeke já deixa outras indicações. O ciclista da BMC colocou como objectivo principa de 2018l a Volta a Flandres. Depois de vencer o seu primeiro monumento em 2017, o Paris-Roubaix, é o tudo por tudo pela Flandres. Afinal, é belga! Aos 32 anos é normal que tente gerir bem a sua condição física. Apesar de estar a viver a melhor fase da carreira, a idade vai avançado e as oportunidades de conquistar a corrida que mais quer vão escasseando.

Mas isto da idade tem muito que se lhe diga. Aos 35 anos, Philippe Gilbert apareceu em grande em 2018! Tal como Avermaet andava algo discreto. Mais um belga que apontou baterias a esta fase da época. Se ganhar outra Volta a Flandres seria excelente, Gilbert não se importaria de trocar a vitória por uma no Paris-Roubaix e assim juntar à sua lista de monumentos um dos que lhe falta, além da Milano-Sanremo.

E com esta super Quick-Step Floors será de esperar que haverá uma táctica para levar Gilbert à vitória. Além de haver possibilidade de ganhar praticamente com qualquer ciclista que esteja na corrida. Já são 18 vitórias este ano, distribuídas por oito ciclistas. Niki Terpstra juntou a sua segunda à lista em Harelbeke, depois do triunfo na corrida francesa Le Samyn. E por falar em idade, o holandês tem 33 anos e está numa forma muito idêntica àquela que o levou a vencer o Paris-Roubaix em 2014.

Numa vitória a solo, há que destacar o trabalho de equipa da Quick-Step Floors. Houve uma queda que deixou muita gente para trás e que obrigou a grande esforço para regressar a uma posição de pelo menos aspirar discutir a corrida. A equipa belga estava bem colocada e atacou. O ritmo de Terpstra e de Yves Lampaert foi de mais para quem quis acompanhar. Parte da vitória é de Lampaert. A outra parte de Gilbert (que até acabou em segundo no sprint por essa posição) e de Zdenek Stybar que muito fizeram para estragar a perseguição quando Terpstra já seguia sozinho e chegou a ter apenas 15 segundos de vantagem a cerca de cinco quilómetros da meta.

Quando se falar em trabalho de equipa no ciclismo, este é mais um exemplo perfeito. Não se reduz àquele bem conhecido feito pela Sky. O que a Quick-Step Floors fez hoje foi simplesmente perfeito.

Pode ver aqui a classificação da E3 Harelbeke.

Para terminar, há que referir ainda Nelson Oliveira. O português da Movistar demonstrou que está a aproximar-se de uma boa forma. Não esconde que a Volta a Flandres é uma das corridas que muito gosta e que lhe assenta bem. Não se pode olhar apenas para os números finais, 32º a 7:03 do vencedor, pois Oliveira esteve a bom nível numa corrida muito complicada, muito movimentada, principalmente nos últimos 70 quilómetros. Há ainda que ter em conta que a Movistar não é equipa de clássicas. Para um corrida do pavé até levou Mikel Landa, que está a tentar ganhar prática neste terreno, devido à etapa no Tour que terá empedrado.

»»Nibali deixou todos a verem-no pelas costas numa grande vitória frente aos sprinters««

»»Com Boonen como conselheiro, Benoot cumpriu o que lhe estava destinado««

Pub

25 de fevereiro de 2018

Avermaet prefere ter Sagan ao seu lado nas clássicas

(Fotografia: Chris Auld Photography/BMC)
Não há razões para se preocupar, mas o início das clássicas não foi o desejado por Greg van Avermaet. O belga avisou que se sentia melhor e que estava mais em forma do que em 2017, contudo, apesar de se ter mostrado na frente das corridas, acabou com resultados discretos. E é fácil explicar porquê. Avermaet foi o principal alvo das atenções de toda a concorrência, estatuto que normalmente pertence a Peter Sagan. O eslovaco adiou este ano o seu início nesta fase da temporada para o próximo sábado, falhando as duas primeiras corridas este fim-de-semana. Avermaet disse logo que preferia ter o seu grande rival em prova e tinha razão.

Nos últimos dois anos, o belga começou as clássicas deixando Sagan em segundo na Omloop Het Nieuwsblad. Apenas dois exemplos do eslovaco ser sido batido por Avermaet. É já uma das rivalidades que não se esquecerá e a prova como ter ciclistas de elevado nível como adversários, não só traz o melhor de cada um ao de cima, como, no caso de belga, o ajuda mesmo a vencer. "Parece estranho dizer, mas às vezes é mais fácil ter alguém como ele contigo, do que se ser o favorito para que todos olham. Acho que vai ser mais difícil." A frase foi de facto um prenúncio do que se veio a ver tanto na Omloop, no sábado, como este domingo na Kuurne-Bruxelles-Kuurne.

O que Avermaet disse ainda, explica bem o porquê de querer ter Sagan rapidamente ao seu lado: "Para mim não é uma vantagem o Peter não estar. Gosto de correr com o Peter. Ele abre a corrida e pedala a todo o gás." Esta é uma característica que marca de facto o tricampeão mundial e que tanto faz dele um dos melhores ciclistas, como também lhe traz muitos dissabores, pois trabalha tanto, para depois, por vezes, perder no último esforço.

Avermaet soube usar esta característica de Sagan a seu favor e bem sentiu a falta do rival. Depois da Omloop, corrida na qual andou na frente, mas não conseguiu discutir a vitória - foi 50º a 12 segundos de Michael Valgren (Astana) - o belga referiu como houve ataques, mas não houve cooperação no grupo que se formou na frente. Disse como tentou atacar, mas não quis ser apenas ele a puxar, enquanto todos ficavam na sua roda... Faltou-lhe Sagan!

Na Kuurne-Bruxelles-Kuurne ficou na 56ª posição, numa corrida decidida ao sprint. Avermaet ainda se mostrou, mas rapidamente percebeu que dificilmente seria o seu dia. Ele vestiu a pele de Sagan e não foi agradável ver-se no papel de alvo a abater, ou pelo menos de alvo a receber muita (quase toda) a atenção. Na perspectiva dos adversários, os seus ataques eram para ser anulados ou aproveitados para ter uma roda a seguir, não para cooperar numa fuga. E pensamos: sina de Sagan!

Mas, como se começou este texto, não há razões para se preocupar. Até haverá muitas ilações a tirar. É que mesmo quando tiver Sagan a seu lado, Avermaet vai continuar a estar debaixo de olho da concorrência. É o preço de ter começado a ganhar muito e em grande em 2016 e 2017. O campeão olímpico está a apontar as baterias à Volta a Flandres, depois de ter conquistado o seu primeiro monumento no Paris-Roubaix. Quebrou um enguiço que estava difícil, mas é Flandres que mais quer. Ele e Sagan até se aliaram no ano passado para perseguir Philippe Gilbert, mas aquele casaco nas grades traiu os dois. Sagan caiu e levou com ele o belga. Aliás, os dois belgas, pois Oliver Naesen também lá estava.

As boas notícias para Avermaet (e para quem gosta de clássicas) é que Peter Sagan estará de volta no sábado, na Strade Bianche, e andará de "mãos dadas" no calendário com o rival até à Amstel Gold Race. Ou seja, depois da corrida do sterrato virá o Tirreno-Adriatico, Milano-Sanremo, E3 Harelbeke, Gent-Wevelgem, Volta a Flandres, Paris-Roubaix e depois, então, a corrida que abre a semana das Ardenas. Antes de Roubaix, Sagan estará na Scheldeprijs, já Avermaet prefere saltar essa competição.

Foi um estranho início de clássicas sem Peter Sagan. Até Avermaet sentiu a sua falta! Mas a normalidade está prestes a regressar.

»»Dia de espectáculo da velha e da nova geração««

»»Astana perdeu Aru, está sem financiamento, mas reencontrou-se com as vitórias««

»»Um estranho início das clássicas sem Peter Sagan««

9 de fevereiro de 2018

O ano decisivo de Tejay van Garderen começa no Algarve

Van Garderen venceu uma etapa no Giro, a primeira no grande volta
(Fotografia: Giro d'Italia)
Aproxima-se o 30º aniversário e Tejay van Garderen não esconde que aquele número está a mexer com ele. O contrato com a BMC termina no final de 2018. Sobe um pouco mais a pressão! Em 2017, Van Garderen viu-se fora da Volta a França que tanto gosta e admitiu que lhe custou, ainda que tenha ido ao Giro mostrar um pouco daquele ciclista que não há muito tempo se esperava vir a ser. Ou seja, uma referência, o americano que traria de volta àquele país a credibilidade de um vencedor numa grande volta. Não o foi. Ainda poderá ser? Chegou a época do tudo ou nada. Van Garderen sabe disso. A BMC não perdeu a crença no seu ciclista, mas é difícil afastar alguma desconfiança que ainda possa render o que lhe é esperado. O que lhe é obrigado.

Van Garderen não tem problemas em dizer que não soube lidar da melhor forma com as tremendas expectativas que foram criadas depois de dois quintos lugares na Volta a França, em 2012 e 2014, além de outras exibições animadoras ainda muito jovem. Em 2015 Cadel Evans terminou a carreira e tinha chegado o momento de Van Garderen assumir um estatuto para o qual havia sido preparado durante quatro anos. Com as expectativas, veio um contrato muito, muito simpático. O americano sentiu a responsabilidade e quebrou em momentos chaves mais psicologicamente, do que fisicamente. Não ajudaram algumas quedas e problemas de saúde.

Entretanto, Romain Bardet e Nairo Quintana, por exemplo, comprovaram as expectativas que partilhavam com Van Garderen. A concorrência singrou, o americano eclipsou-se. A chegada de Richie Porte não tinha como intenção relegar Van Garderen para segundo plano, mas o australiano, mais experiente e claramente mais forte mentalmente, soube agarrar uma liderança que Van Garderen mostrou receio em assumir. "Passei por um período em que quase... Eu perdi um pouco da paixão. Mas está de volta. Tive um dos melhores Invernos. É difícil, mas não podemos ser um ciclista de topo sem isso [trabalho intenso]. Há muito sacrifício. É um desporto muito difícil", desabafou o ciclista da BMC ao Velonews.

Algo, senão muito, tem de mudar e Tejay van Garderen começou por uma alteração de morada. Deixou Aspen, no Colorado (EUA), com a ideia a ser da sua mulher, Jessica Philips, antiga ciclista. O casal até leiloou parte dos seus bens e doou o dinheiro a algumas organizações ligadas ao ciclismo. Agora residem com as duas filhas, de quatro e um ano, em Girona, na Catalunha. "Há uma boa comunidade de ciclista lá. Pessoas que já conhecemos. O tempo é bom e há boas estradas", salientou ao Aspen Times. Um dos objectivos passa por dar alguma estabilidade familiar. Cerca de oito meses do ano são passados a competir na Europa e viver em Girona permite reduzir o tempo de viagem e evitar ter a mulher e as filhas a estarem constantemente a fazerem as malas e atravessar o Atlântico para estar com Van Garderen. Por outras palavras, o ciclista estabiliza um lado da sua vida e tal poderá ter consequências positivas no lado desportivo.

No ano passado ganhou uma etapa no Giro, a primeira numa grande volta, num momento que o fez respirar de alívio. Foi depois à Vuelta fazer 10º na geral. Recusa falar na sua melhor temporada de sempre e recusa também falar em planos concretos para a época. "Não sei. Só quero ir a todas as corridas e estar lá para as ganhar. Estou contente com o que alcancei na minha carreira, mas sou certamente capaz de fazer mais."

Gostou do Giro, mas é o Tour que quer e a BMC vai novamente levá-lo a França depois de um ano de interregno. Desta fez não haverá liderança partilhada como em 2016. Richie Porte será, em condições normais, o número um indiscutível. Van Garderen não se quer colocar na posição de "apenas" um gregário e quer aproveitar o Tour para mostrar o potencial que teima em esconder nas quedas, nas doenças... na mentalidade de um ciclista que precisou de mais tempo do que se esperava para crescer. Estará no ponto? "O Tejay terá o seu maior papel de sempre no ciclismo. Acredito no Tejay. Teve uns anos menos bons, mas com algumas mudanças, vamos ver um Tejay muito melhor em 2018. Ele está mais motivado, mais relaxado, mais focado", afirmou o director da equipa Jim Ochowicz, que garantiu que o ciclista terá as suas oportunidades ao longo da temporada.

O facto de não ter a pressão de outrora no Tour, estando essa do lado de Richie Porte, poderá ser libertador para Van Garderen. Talvez seja o desbloqueio mental que o americano precise. Claro que a pressão continua a ser muita, como já se explicou. Não há grande margem para falhar, mas sendo outra a responsabilidade, pode o americano conquistar um segundo fôlego na equipa, talvez mesmo renovar. Basta imaginar: se Porte vencer o Tour (ou se pelo menos fizer pódio) e Van Garderen for um braço direito de luxo, a confiança regressa tanto na direcção da BMC, como no ciclista.

"Neste momento não estou numa situação que possa dizer à equipa para construir uma à minha volta, especialmente quando temos um ciclista como o Richie Porte. Percebo isso e estou bem com essa situação. Acho que posso dar a volta e perceber como agir para fazer o que já fiz no passado." É mesmo o ano do tudo ou nada para Van Garderen na BMC que a 12 de Agosto fará 30 anos, aquele número que o está fazer com que veja a carreira com outros olhos. E que bom seria ver o americano finalmente libertar todo o seu potencial, pois quando esteve bem, deu grandes espectáculos de ciclismo.

Poderemos ver Van Garderen na Volta ao Algarve ao lado de Richie Porte, a partir da próxima quarta-feira e até domingo. A BMC é mesmo das equipas que traz dos conjuntos mais fortes. Simon Gerrans, Stefan Kung, Jurgen Roelandts, Dylan Teuns e Loïc Vliegen completam o sete americano.

Até se pode dizer que Van Garderen é um veterano na Algarvia: em 2008 foi 16º com a equipa Continental da Rabobank; no ano seguinte terminou na 52º lugar; já na HTC-High Road foi nono em 2010, a 1:33 de Alberto Contador; seguiu-se um segundo lugar, com 32 segundos a separá-lo do então companheiro de equipa Tony Martin; e em 2012, na sua primeira temporada na BMC, terminou na sétima posição, a 1:13 de... Richie Porte (Sky).

24 de janeiro de 2018

Se é preciso mais alguma razão para ver a Algarvia, aqui ficam duas: BMC e Trek-Segafredo com as principais armas

Camisola de campeão nacional estará na Algarvia. Ruben Guerreiro estará entre
as grandes figuras que a Trek-Segafredo trará à corrida portuguesa
(Fotografia: Facebook Trek-Segafredo)
Para quem gosta de ciclismo já começa a ser impossível resistir uma viagem até ao Algarve, entre 14 e 18 de Fevereiro. As confirmações vão continuando a surgir e depois de Richie Porte ter anunciado que a Algarvia estava nos seus planos, sabe-se agora que trará consigo aquele que poderá muito bem ser parte do bloco que estará ao seu lado na Volta a França. Mas como também de vez em quando acontece uma boa notícia nunca vir só, a Trek-Segafredo confirmou que Bauke Mollema e John Degenkolb estarão na corrida e muito bem acompanhados, a começar pelo campeão nacional Ruben Guerreiro.

Começando pela BMC e Richie Porte. O australiano está apostado em repetir a forma de 2017 para atacar a Volta a França e desta vez espera que sem incidentes, como a grave queda no Tour que acabou com a sua temporada. Além de Porte e Dylan Teuns, dois nomes já conhecidos, Tejay van Garderen acompanhará o agora líder indiscutível da BMC. O próprio americano admitiu que quer regressar à Volta a França, ainda que no papel de gregário de Porte. Apesar de não ter conseguido confirmar as expectativas que se criaram cedo na sua carreira, ainda assim é um ciclista que sabe o que é terminar no top dez das grandes voltas.

Simon Gerrans recebeu um telefonema do compatriota Richie Porte a perguntar-lhe se queria estar ao seu lado em 2018, pelo que não surpreende que seja uma das escolhas. E claro que há sempre a curiosidade de ser um ciclista que em 2003 passou pela então Carvalhelhos-Boavista. O jovem de 24 anos Stefan Kung, campeão suíço de contra-relógio e um dos talentos emergentes daquele país, Loïc Vliegen - mais um promissor ciclista mas da Bélgica, que se tem mostrado tanto em provas de uma semana, como nas de um dia - e o experiente Jurgen Roelandts fecham o sete escolhido pela BMC.

Esta equipa americana vem mais pela geral, mesmo que Gerrans até possa tentar entrar nos sprints (só falta o homem das clássicas, Greg van Avermaet!). Já a outra, Trek-Segafredo, vai dividir mais as suas atenções. Bauke Mollema será o líder, numa altura em que o holandês recuperou o seu estatuto de número um para a Volta a França, após a retirada de Alberto Contador. John Degenkolb atacará os sprints na tentativa de reencontrar o caminho das vitórias, que têm sido tão poucas. A última foi a 2 de Fevereiro, na terceira etapa da Volta ao Dubai. O alemão está recuperado de uma pneumonia e quer apresentar-se ao seu melhor nas clássicas.

Jasper Stuyven e Gregory Rast estarão ao lado de Degenkolb, ou então também poderão tentar a sua sorte. E para completar a equipa, dois bons contra-relogistas. O reforço irlandês de apenas 23, Ryan Mullen, venceu ontem nessa especialidade na Volta a San Juan na Argentina. Mathias Brandle tem mais experiência (28), mas estará certamente atento à etapa de Lagoa, além de ajudar Mollema.

Quanto a Ruben Guerreiro, acabou de alcançar um fantástico nono lugar no Tour Down Under, primeira corrida World Tour do ano. Ainda vai ficar mais um pouco pela Austrália antes de regressar à Europa. Mesmo com Mollema na equipa, não será de afastar a possibilidade de ver o campeão nacional ter a sua oportunidade, ainda mais tendo em conta que estará a correr no seu país e para o holandês é ainda uma fase inicial de preparação para o seu principal objectivo, ainda que antes vá apostar na semana das Ardenas. Ruben começou muito bem 2017, mas um problema nos dentes forçou o seu abandono na Algarvia. Agora espera sorte diferente e iniciou o ano ainda melhor.

Tony Martin, Louis Meintjes, Geraint Thomas, Daniel Martin, Arnaud Démare, Peter Kennaugh... A lista vai ficando cada vez mais interessante como pode ver aqui. O arranque será novamente em Albufeira, com as decisões a estarem marcadas para a dupla passagem no Alto do Malhão, no domingo, dia 18.


22 de janeiro de 2018

Richie Porte regressa à Volta ao Algarve

(Fotografia: Chris Auld Photography/BMC)
Mais um cabeça de cartaz de luxo a juntar a um elenco que vai ficando cada vez mais interessante. Richie Porte planeia regressar à Volta ao Algarve, corrida que venceu em 2012 e que coloca como uma das de preparação rumo ao tão ambicionado Tour. A BMC é uma das novidades para 2018 entre as 13 equipas do World Tour que estarão na Algarvia e trará assim uma das suas principais figuras. Ao australiano junta-se a promessa belga, Dylan Teuns, que realizou uma segunda metade de temporada fortíssima e que cada vez mais se afirma como um ciclista a ter em conta para as provas por etapas.

Se Teuns (25 anos) merece receber atenção, naturalmente que esta se irá centrar em Richie Porte. Atravessou um dos melhores momentos da sua carreira em 2017, surgindo na Volta a a França numa forma invejável. No entanto, uma queda violenta terminou com as suas aspirações e também com a época. O australiano irá celebrar o 33º aniversário no próximo dia 30 e aponta a recuperar a condição física da temporada passada, para assim ir atrás de um Tour que tanto deseja e que já demonstrou ter condições para o discutir.

Apesar de apontar o pico de forma só para Julho, Richie Porte será sempre um nome a ter em conta na Volta ao Algarve. Em 2012 foi o vencedor, então em representação da Sky, num pódio simplesmente brilhante: Tony Martin foi segundo e Bradley Wiggins terceiro. Porte era então um fiel escudeiro da equipa que tinha vencido o Tour com Wiggins e que se preparava para o atacar com Chris Froome.

A última vez que o australiano esteve na Algarvia foi em 2015, ainda com a Sky. Terminou no quarto lugar, a 1:14 minutos do colega de equipa Geraint Thomas. Porém, Porte subiu ao pódio em Vilamoura, onde terminou nesse ano a corrida, para receber a camisola de rei da montanha.

Richie Porte começou o ano com a já habitual vitória na etapa rainha do Tour Down Under, em Willunga Hill. Já são cinco consecutivas. Contudo, a geral foi para o sul-africano da Mitchelton-Scott, Daryl Impey, com Porte a ficar em segundo. O ciclista vai continuar pelo seu país, onde disputará no domingo a Cadel Evans Great Ocean Race. Já o restante calendário até ao Tour, sofreu algumas alterações comparativamente a 2017, em parte devido à gravidez da sua esposa.

"A minha mulher está à espera de bebé para o fim de Maio. Para aproveitar totalmente este momento, adiei o meu regresso à competição para a Volta à Suíça, onde nunca competi, e vou esperar pelo próximo ano para ganhar o Dauphiné", explicou ao L'Equipe. Também o Paris-Nice saiu das suas escolhas e foi a falar sobre esta decisão que surgiu a confirmação que estará em Portugal: "Vou também alterar o meu calendário de Primavera. Adoro o Paris-Nice, mas depois da Volta ao Algarve, quero enfrentar o Froome e o Nibali no Tirreno-Adriatico."

Tony Martin (Katusha-Alpecin), Geraint Thomas (Sky), Daniel Martin (UAE Team Emirates), Peter Kennaugh (Bora-Hansgrohe), Louis Meintjes (Dimension Data) e Arnaud Démare (FDJ) são alguns dos nomes já confirmados como estando nos pré-inscritos das respectivas equipas. Bauke Mollema e John Degenkolb (Trek-Segafredo), Philippe Gilbert e Bob Jungels (Quick-Step Floors), Dylam Groenewegen (Lotto-Jumbo) são outros ciclistas que também poderão estar nas estradas algarvias entre 14 e 18 de Fevereiro.

Porte considera mau para o ciclismo ausência de Froome no Tour

O tema Chris Froome é incontornável, ainda mais quando se está perante um ciclista que tanto ajudou o britânico quando foi seu companheiro na Sky e de quem é amigo. No último Critérium du Dauphiné a amizade foi testada quando Froome atacou e acabou por contribuir para que Richie Porte perdesse a corrida para Jakob Fuglsang (Astana). Já no Tour, o australiano não teve o frente-a-frente esperado com o antigo colega devido à queda e o "confronto" poderá não acontecer novamente em 2018.

O caso do salbutamol deixa o futuro incerto para Chris Froome, que apesar de poder competir enquanto apresenta a sua defesa, muitas são as vozes para que não esteja nas corridas. O presidente da UCI, David Lappartient, apelou mesmo aos organizadores do Giro e Tour para não permitirem a presença de Froome até o processo estar concluído, em nome da imagem da modalidade e das competições em causa, ainda que essa decisão poderá criar problemas a nível de regulamentos. Porte respondeu não alimentou polémicas e respondeu assim: "Não será bom para o ciclismo se o campeão em título não estiver lá, mas haverá sempre outros adversários, como Romain Bardet e Vincenzo Nibali, que já ganhou quase tudo."

Richie Porte salientou que muito pode acontecer até ao início da Volta a França, a 7 de Julho, no entanto, e como se pode ver pelas declarações, espera encontrar Froome na estrada logo no Tirreno-Adriatico, ainda que o britânico não tenha confirmado qualquer calendário, além do Giro e do Tour.

»»Daniel Martin e Ben Swift lideram UAE Team Emirates. Sunweb vem ao Algarve mostrar jovens talentos««

»»Tony Martin e Arnaud Démare inscritos na Volta ao Algarve««

»»Pelotão da Volta ao Algarve com recorde de equipas World Tour mas sem Amaro Antunes««

Pub

3 de janeiro de 2018

As 18 equipas do World Tour, os reforços e os novos equipamentos

A temporada já arrancou na Austrália, com a primeira grande competição a estar marcada para 16 de Janeiro, quando começar o Tour Down Under. O World Tour mantém as 18 formações que estavam no escalão principal em 2017, mas há algumas mudanças nos ciclistas, nos equipamentos e até nos nomes das estruturas como é o caso da Orica-Scott, agora Mitchelton-Scott, ou a Cannondale-Drapac, que passa a chamar-se EF Education First-Drapac p/b Cannondale. Aqui fica como estão constituídas as equipas para 2018, com os reforços em separado para melhor se perceber as mexidas. Entre parênteses está a nacionalidade e no caso dos reforços, a equipa que representavam no ano passado (os que não têm nada é porque vão estrear-se como profissionais).

AG2R-La Mondiale (França)
(Fotografia: AG2R)
Romain Bardet (Fra), Gediminas Bagdonas (Lit), Jan Bakelants (Bél), Rudy Barbier (Fra), François Bidart (Fra), Mickäel Chérel (Fra), Clément Chevrier (Fra), Benoit Cosnefroy (Fra), Nico Denz (Ale), Axel Domont (Fra), Samuel Dumoulin (Fra), Hubert Dupont (Fra), Julien Duval (Fra), Mathias Frank (Sui), Ben Gastauer (Lux), Cyril Gautier (Fra), Alexandre Geniez (Fra), Alexis Gougeard (Fra), Quentin Jauregui (Fra), Pierre Latour (Fra), Matteo Montaguti (Ita), Olivier Naesen (Bél), Nans Peters (Fra), Stijn Vandenbergh (Bél) e Alexis Vuillermoz (Fra).

Reforços: Silvan Dillier (Sui, BMC), Tony Gallopin (Fra, Lotto Soudal), Aurelien Paret-Peintre (Fra) e Clément Venturini (Fra, Cofidis).

Astana (Cazaquistão)
(Fotografia: Astana)
Miguel Ángel López (Col), Pello Bilbao (Esp), Zhandos Bizhigitov (Caz), Dario Cataldo (Ita), Sergei Chernetckii (Rus), Laurens De Vreese (Bel), Daniil Fominykh (Caz), Jakob Fuglsang (Din), Oscar Gatto (Ita), Andriy Grivko (Ucr), Dmitriy Gruzdev (Caz), Jesper Hansen (Din), Tanel Kangert (Est), Truls Korsaeth (Nor), Bakhtiyar Kozhatayev (Caz), Alexey Lutsenko (Caz), Riccardo Minali (Ita), Moreno Moser (Ita, -na fotografia)), Luis León Sánchez (Esp), Nikita Stalnov (Caz), Ruslan Tleubayev (Caz), Michael Valgren (Din), Artyom Zakharov (Caz) e Andrey Zeits (Caz).

Reforços: Magnus Cort (Din, Orica Scott), Omar Fraile (Esp, Dimension Data), Yevgeniy Gidich (Caz, Vino-Astana Motors), Jan Hirt (Che, CCC Sprandi Polkowice), Hugo Houle (Can, AG2R) e Davide Villella (Ita, Cannondale-Drapac).

Bahrain-Merida (Bahrein)
(Fotografia: BettiniPhoto/Bahrain-Merida)
Vincenzo Nibali (Ita), Ion Izagirre (Esp), Valerio Agnoli (Ita), Yukiya Arashiro (Jap), Manuele Boaro (Ita), Grega Bole (Slo), Niccolo Bonifazio (Ita), Borut Bozic (Slo), Sonny Colbrelli (Ita), Chun Kai Feng (Tai), Iván García Cortina, Enrico Gasparotto (Ita), Heinrich Haussler (Aus), Raimundas Navardauskas (Lit), Antonio Nibali (Ita), Domen Novak (Slo), Mark Padun (Ucr), Franco Pellizotti (Ita), David Per (Slo), Luka Pibernik (Slo), Kanstantin Siutsou (Bie), Giovanni Visconti (Ita) e Meiyin Wang (Chi).

Reforços: Gorka Izagirre (Esp, Movistar), Kristijan Koren (Esl, Cannondale-Drapac), Matej Mohoric (Esl, UAE Team Emirates), Hermann Pernsteiner (Aut, Amplatz-BMC) e Domenico Pozzovivo (Ita, AG2R).

BMC (EUA)
(Fotografia: Chris Auld Photography/BMC)
Richie Porte (Aus), Nicolas Roche (Irl), Greg Van Avermaet (Bel), Tejay van Garderen (EUA), Joey Rosskopf (EUA), Michael Schar (Sui), Miles Scotson (Aus), Dylan Teuns (Bel), Tom Bohli (Sui), Brent Bookwalter (EEUU), Damiano Caruso (Ita), Alessandro De Marchi (Ita), Rohan Dennis (Aus), Jean-Pierre Drucker (Lux), Kilian Frankiny (Sui), Stefan Küng (BMC), Nathan Van Hooydonck (Bel), Fran Ventoso, Loïc Vliegen (Bel) e Danilo Wyss (Sui).

Reforços: Alberto Bettiol (Ita, Cannondale-Drapac), Patrick Bevin (Nzl, Cannondale-Drapac), Sinom Gerrans (Aus, Orica-Scott), Jurgen Roelandts (Bel, Lotto Soudal).





Bora-Hansgrohe (Alemanha)
(Fotografia: VeloImages/Bora-Hansgrohe)
Peter Sagan (Slo), Rafal Majka (Pol), Pascal Ackermann (Ale), Erik Baska (Slo), Cesare Benedetti (Ita), Sam Bennett (Irl), Maciej Bodnar (Pol), Emanuel Buchmann (Ale), Marcus Burghardt (Ale), Michael Kolar (Slo), Patrick Konrad (Aut), Leopold König (Cze), Jay McCarthy (Aus), Gregor Mühlberger (Aut), Matteo Pelucchi (Ita), Christoph Pfingsten (Ale), Pawel Poljanski (Pol), Lukas Pöstlberger (Aut), Juraj Sagan (Slo), Aleksejs Saramotins (Let), Andreas Schillinger (Ale), Michael Schwarzmann (Ale) e Rüdiger Selig (Ale).

Reforços: Davide Formolo (Ita, Cannondale-Drapac), Felix Grosschartner (Aut, CCC Sprandi Polkowice), Peter Kennaugh (GB, Sky), Daniel Oss (Ita, BMC).

Dimension Data (África do Sul)
(Fotografia: Dimension Data)
Mark Cavendish (GB), Stephen Cummings (GB), Igor Antón (Esp), Natnael Berhane (Afs), Edvald Boasson Hagen (Nor), Mekseb Debesay (Eri), Nick Dougall (Afs), Amanuel Gebreigzabhier (Eri), Bernhard Eisel (Aut), Ryan Gibbons (Afs), Jacques Janse van Rensburg (Afs), Rainardt Janse van Rensburg (Afs), Benjamin King (EUA), Merhawi Kudus (Eri), Lachlan Morton (Aus), Ben O’Connor (Aus), Serge Pauwels (Bel), Mark Renshaw (Aus), Jay Robert Thomson (Afs), Scott Thwaites (GB), Johann Van Zyl (Afs) e Jaco Venter (Afs).

Reforços: Louis Meintjes (Afs, UAE Team Emirates), Scott Davies (GB, Team Wiggins), Nickolas Dlamini (Afs, Dimension Data for Qhubeka), Tom-Jelte Slagter (Hol, Cannondale-Drapac) e Julien Vermote (Bel, Quick-Step Floors).

EF Education First-Drapac p/b Cannondale (EUA)
(Fotografia: EF Education First-Drapac p/b Cannondale)
Rigoberto Urán (Col), Nathan Brown (Usa), Brendan Canty (Aus), Hugh Carthy (GB), Simon Clarke (Aus), William Clarke (Aus), Lawson Craddock (EUA), Joe Dombrowski (EUA), Alex Howes (EUA), Sebastian Langeveld (Hol), Dani Moreno, Taylor Phinney (EEUU), Pierre Rolland (Fra), Thomas Scully (Aus), Tom Van Asbroeck (Bél), Sep Vanmarcke (Bél) e Michael Woods (Can).

Reforços: Matti Breschel (Din, Astana), Mitchell Docker (Aus, Orica-Scott), Kim Magnusson (Sue, Tre Berg-Postnord), Daniel McClay (GB, Fornuneo-Oscaro), Sacha Modolo (Ita, UAE Team Emirates) e Logan Owen (EUA, Axeon Hagens Berman).

Groupama-FDJ (França)
O nome e o novo equipamento serão estreados a 4 de Março no Paris-Nice. até lá será apenas FDJ
Thibaut Pinot (Fra), Arnaud Démare (Fra), William Bonnet (Fra), Davide Cimolai (Ita), Mickaël Delage (Fra), David Gaudu (Fra), Jacopo Guarnieri (Ita), Daniel Hoelgaard (Nor), Ignatas Konovalovas (Lit), Matthieu Ladagnous (Fra), Olivier Le Gac (Fra), Tobias Ludvigsson (Sue), Valentin Madouas (Fra), Rudy Molard (Fra), Steve Morabito (Sui), Sebastien Reichenbach (Sui), Anthony Roux (Fra), Jérémy Roy (Fra), Marc Sarreau (Fra), Benoit Vaugrenard (Fra), Arthur Vichot (Fra) e Léo Vincent (Fra).

Reforços: Ramon Sinkeldam (Hol, Sunweb), Benjamin Thomas (Fra, Armée de Terre - na fotografia), Bruno Armirail (Fra, Armée de Terre), Antoine Duchesne (Can, Direct Energie), Georg Preidler (Aut, Sunweb) e Romain Seigle (Fra), 

Katusha-Alpecin (Suíça)
(Fotografia: Katusha-Alpecin)
Ilnur Zakarin (Rus), ony Martin (Ale), Maxim Belkov (Rus), Jenthe Biermans (Bel), José Gonçalves (Por), Marco Haller (Aut), Reto Hollenstein (Sui), Robert Kiserlovski (Cro), Pavel Kochetkov (Rus), Viacheslav Kuznetsov (Rus), Maurits Lammertink (Hol), Tiago Machado (Por), Marco Mathis (Ale), Baptiste Planckaert (Bél), Nils Politt (Ale), Jhonatan Restrepo (Col), Mads Würtz Schmidt (Din), Simon Spilak (Slo) e Rick Zabel (Ale).

Reforços: Marcel Kittel (Ale, Quick-Step Floors), Ian Boswell (EUA, Sky), Alex Dowsett (GB, Movistar), Steff Cras (Bel), Matteo Fabbro (Ita), Willie Smit (Afs) e Nathan Haas (Aus, Dimension Data).

Lotto-Jumbo (Holanda)
(Fotografia: Lotto-Jumbo)
Steven Kruijswijk (Hol), Primoz Roglic (Slo), Robert Gesink (Hol), Dylan Groenewegen (Hol), Enrico Battaglin (Ita), George Bennett (Aus), Lars Boom (Hol), Koen Bouwman (Hol), Stef Clement (Hol), Floris De Tier (Bel), Aumund Grondahl Jansen (Nor), Tom Leezer (Hol), Bert-Jan Lindeman (Hol), Paul Martens (Ale), Daan Olivier (Hol), Timo Roosen (Hol), Bram Tankink (Hol), Antwan Tolhoek (Hol), Jos van Emden (Hol), Gijs Van Hoecke (Bel), Danny Van Poppel (Hol), Robert Wagner (Ale) e Maarten Wynants (Bel).

Reforços: Sepp Kuss (Hol, Rally Cycling), Neilson Powless (EUA, Axeon Hagens Berman) e Pascal Eenkhoorn (Hol).

Lotto-Soudal (Bélgica)
(Fotografia: Lotto Soudal)
André Greipel (Ale), Tiesj Benoot (Bel), Sander Armée (Bel), Lars Ytting Bak (Din), Jasper De Buyst (Bel), Thomas de Gendt (Bel), Jens Debusschere (Bel), Frederik Frison (Bel), Adam Hansen (Aus), Moreno Hofland (Hol), Bjorg Lambrecht (Bel), Nikolas Maes (Bel), Tomasz Marczynski (Pol), Remy Mertz (Bel), Maxime Monfort (Bel), James Shaw (GB), Marcel Sieberg (Ale), Tosh Van der Sande (Bel), Jelle Vanendert (Bel), Jelle Wallays (Bél), Tim Wellens (Bel) e Enzo Wouters (Bel).

Reforços: Lawrence Naesen (Bel), Victor Campenaerts (Bel, Lotto-Jumbo), Berg Lambrecht (Bel), Jens Keukeleire (Bel, Orica-Scott) e Harm Vanhoucke (Bel).

Mitchelton-Scott (Austrália)
(Fotografia: Mitchelton-Scott)
Adam Yates (GB), Simon Yates (GB), Johan Esteban Chaves (Col), Michael Albasini (Sui), Sam Bewley (Nzl), Luke Durbridge (Aus), Alexander Edmondson (Aus), Caleb Ewan (Aus), Jack Haig (Aus), Matthew Hayman (Aus), Michael Hepburn (Aus), Damien Howson (Aus), Daryl Impey (RsA), Christopher Juul-Jensen (Din), Roger Kluge (Ale), Roman Kreuziger (Cze), Luka Mezgec (Slo), Robert Power (Aus), Svein Tuft (Can) e Carlos Verona (Esp).

Reforços: Mikel Nieve (Esp, Sky), Jack Bauer (Nzl, Quick-Step Floors), Cameron Meyer (Aus, durante um ano dedicou-se mais à pista), Lucas Hamilton (Aus) e Matteo Trentin (Ita, Quick-Step Floors).

Movistar (Espanha)
(Fotografia: Movistar)
Alejandro Valverde (Esp), Nairo Quintana (Col), Andrey Amador (CR), Winner Anacona (Col), Jorge Arcas (Esp), Carlos Barbero (Esp), Daniele Bennati (Ita), Carlos Betancur (Col), Nuno Bico (Por), Richard Carapaz (Equ), Héctor Carretero (Esp), Víctor de la Parte (Esp), Imanol Erviti (Esp), Rubén Fernández (Esp), Nelson Oliveira (Por), Antonio Pedrero (Esp), Dayer Quintana (Col), José Joaquín Rojas (Esp), Marc Soler (Esp) e Jasha Sütterlin (Ale).

Reforços: Mikel Landa (Esp, Sky), Jaime Castrillo (Esp), Jaime Rosón (Esp, Caja Rural), Eduardo Sepúlveda (Arg, Fortuneo-Oscaro) e Rafa Valls (Esp, Lotto Soudal).

Quick-Step Floors (Bélgica)
(Sigfrid Eggers/Quick-Step Floors)
Fernando Gaviria (Col), Philippe Gilbert (Bel), Julian Alaphilippe (Fra), Bob Jungels (Lux), Eros Capecchi (Ita), Rémi Cavagna (Fra), Laurens De Plus (Bel), Tim Declercq (Bel), Dries Devenyns (Bel), Iljo Keisse (Bel), Yves Lampaert (Bel), Davide Martinelli (Ita), Enric Mas (Esp), Ariel Richeze (Arg), Fabio Sabatini (Ita), Max Schachmann (Ale), Pieter Serry (Bel), Zdenek Stybar (Che), Niki Terpstra (Hol) e Petr Vakoc (Che).

Reforços: 
Elia Viviani (Ita, Sky)), Álvaro Hodeg (Col, Coldeportes-Claro), Favio Jakobsen (Hol, SEG Racing Academy), James Knox (GB, Team Wiggins), Michael Morkov (Din, Katusha-Alpecin), Jhonathan Narváez (Ven, Axeon Hagens Berman) e Florian Sénéchal (Fra, Cofidis).

Sky (Grã-Bretanha)
(Fotografia: Team Sky)
Chris Froome (GB), Ian Stannard (GB), Geraint Thomas (GB), Philip Deignan (Irl), Jonathan Dibben (GB), Owain Doull (GB), Kenny Elissonde (Fra), Tao Geoghegan Hart (GB), Michal Golas (Pol), Sergio Luis Henao (Col), Sebastián Henao (Col), Beñat Intxausti (Esp), Vasil Kiryienka (Bie), Christian Knees (Ale), Michal Kwiatkowski (Pol), David López, Gianni Moscon (Ita), Wout Poels (Hol), Salvatore Puccio (Ita), Diego Rosa (Ita), Luke Rowe (GB) e Lukasz Wisniowski (Pol).

Reforços: Pavel Sivakov (Rus), Leonardo Basso (Ita), Egan Bernal (Col, Androni-Sidermec-Bottechia), Jonathan Castroviejo (Esp, Movistar), David de la Cruz (Esp, Quick-Step Floors), Kristoffer Halvorsen (Nor, Joker-Icopal), Chris Lawless (GB, Axeon Hagens Berman) e Dylan van Baarle (Hol, Cannondale-Drapac).

Sunweb (Alemanha)
(Fotografia: Team Sunweb)
Tom Dumoulin (Hol), Wilco Kelderman (Hol), Soren Kragh Andersen (Din), Nikias Arndt (Ale), Phil Bauhaus (Ale), Roy Curvers (Hol), Johannes Fröhlinger (Ale), Simon Geschke (Ale), Chad Haga (Usa), Chris Hamilton (Aus), Lennard Hofstede (Hol), Lennard Kämna (Ale), Michael Matthews (Aus), Sam Oomen (Hol), Tom Stamsnijder (Hol), Laurens ten Dam (Hol), Mike Teunissen (Hol) e Max Walscheid (Ale).

Reforços: Edward Theuns (Bel, Trek-Segafredo), Martijn Tusveld (Hol, Roompot-Nederlandse Loterij), Louis Vervaeke (Bel, Lotto Soudal), Jai Hindley (Aus, Mitchelton-Scott, equipa Continental) e Michael Storer (Aus, Mitchelton-Scott, equipa Continental).

Trek-Segafredo (EUA)
John Degenkolb (Ale), Jasper Stuyven (Bel), Eugenio Alafaci (Ita), Fumiyuki Beppu (Jap), Julien Bernard (Fra), Matthias Brändle (Aut), Gregory Daniel (EUA), Koen de Kort (Hol), Laurent Didier (Lux), Fabio Felline (Ita), Michael Gogl (Aut), Ruben Guerreiro (Por), Markel Irizar, Bauke Mollema (Hol), Giacomo Nizzolo (Ita), Jarlinson Pantano (Col), Mads Pedersen (Din,), Gregory Rast (Sui), Kiel Reijnen (EUA), Peter Stetina (EUA) e Boy van Poppel (Hol).

Reforços: Gianluca Brambilla (Ita, Quick-Step Floors), Nicola Conci (Ita), Niklas Eg (Din, Virtu Cycling), Alex Frame (Nzl, JLT Condor), Tsgabu Grmay (Eti, Bahrain-Merida), Ryan Mullen (Irl, Cannondale-Drapac), Toms Skujins (Let, Cannondale-Drapac).

UAE Team Emirates (Emirados Árabes Unidos)
(Fotografia: UAE Team Emirates)
Rui Costa (Por)Ben Swift (GB), Diego Ulissi (Ita), Anass Ait el Abdías (Mar), Darwin Atapuma (Col), Matteo Bono (Ita), Simone Consonni (Ita), Valerio Conti (Ita), Kristijan Đurasek (Cro), Roberto Ferrari (Ita), Filippo Ganna (Ita), Vegard Stake Laengen (Nor), Marco Marcato (Ita), Yousif Mirza (UAE), Manuele Mori (Ita), Przemysław Niemiec (Pol), Simone Petilli (Ita), Jan Polanc (Slo), Edward Ravasi (Ita), Aleksandr Riabushenko (Bie) e Oliviero Troia (Ita).

Reforços: Fabio Aru (Ita, Astana), Sven Erik Bystrom (Nor, Katusha-Alpecin), Alexander Kristoff (Nor, Katusha-Alpecin), Daniel Martin (Irl, Quick-Step Floors) e Rory Sutherland (Aus, Movistar).

»»A eterna polémica das camisolas dos campeões nacionais««

»»2017 marcou o final de carreira de algumas grandes figuras do ciclismo««