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17 de dezembro de 2018

"Se parar e comer demasiadas iguarias portuguesas, vou ficar com 100 quilos!"

(Fotografia: © João Fonseca/Federação Portuguesa de Ciclismo)
Tão rapidamente estava a viver um sonho, como ficou a conhecer o lado negro do ciclismo. Do desporto profissional em geral, como o próprio destaca. Shane Archbold foi um dos corredores apanhados desprevenidos pelo súbito final da equipa irlandesa Aqua Blue Sport. Quando tentava retomar o rumo da sua carreira, depois de uma queda grave na Volta a França de 2016 e de no ano seguinte não ter renovado contrato com a Bora-Hansgrohe, Archbold viu-se obrigado a repensar o seu futuro. Recusa entrar em grande stress com a situação e até a vê como uma oportunidade, pois já pensa em talvez tentar chegar aos Jogos Olímpicos no ciclismo de pista.

Há quatro anos que o neozelandês estava afastado deste tipo de competições. No entanto, até apresenta no seu currículo algumas vitórias, como títulos nacionais enquanto júnior, destacando-se as medalhas nos Jogos Commonwealth, em Glasgow, em 2014: uma de ouro no scracth e uma de bronze na perseguição por equipas. No ano seguinte, assinou pela então Bora-Argon18, sendo companheiro do português José Mendes. Acompanhou a equipa na passagem para World Tour, mas depois da fractura na pélvis na queda no Tour de 2016, só regressou à competição em Setembro de 2017. Tarde de mais para assegurar uma renovação.

Na Aqua Blue Sport, a época acabou mais cedo e, ainda mais grave, o pagamento de todos os salários não tem estado garantido. Tempos difíceis, mas que não abatem Archbold. "É difícil mentalmente. Mas há que olhar para o futuro e para as oportunidades que tenho. Claro que estou desiludido com a situação, mas estou aberto as novas oportunidades. Se tivesse assinado pela Bora e ficado, agora estaria preso à estrada e não estaria a pensar em competir nos Jogos Olímpicos. O ideal seria estar a correr na estrada, mas vamos ver", disse ao Volta ao Ciclismo.

"Nunca digas nunca [sobre ter-lhe acontecido a ele a indefinição do futuro e a falta de pagamentos de ordenados]! Nunca planeei estar nesta situação. No ciclismo e no desporto profissional em geral, nunca há garantias de emprego. O que é que se pode fazer? Há cinco anos nem pensava que seria profissional, agora sou há quatro", acrescentou.


"No próximo ano... dois anos, ficaria surpreendido que alguém não ganhasse algo grande"

Recentemente, Shane Archbold passou por Portugal, para competir no Troféu Internacional Município de Anadia, neste regresso à pista. Se por um lado esta vertente ajuda na preparação para 2019, por outro, fá-lo pensar em apostar mais forte e talvez marcar presença em Tóquio2020: "É algo em que vou pensando, mas não é um plano. Esta é uma oportunidade para regressar ao madison, mas agora estou só viver no momento." Archbold tem feito dupla com Aaron Gate, que vive o mesmo problema com o final repentino da Aqua Blue Sport (pode ler aqui mais pormenores).

Quando questionado que objectivos tem a curto prazo, reforçou a ideia que quer pensar apenas no momento, corrida a corrida, mantendo-se descontraído, apesar da incerteza quanto à sua carreira. "Tento estar relaxado. Não vale a pena stressar, senão mais vale parar com o ciclismo."


Archbold tem feito dupla no madison com Adam Gate, que também
ficou sem equipa após o final da Aqua Blue Sport
(Fotografia: © João Fonseca/Federação Portuguesa de Ciclismo)
No entanto, encontrar uma equipa para competir na estrada é, naturalmente, algo que pretende concretizar. Archbold admitiu ter propostas de formações Continentais e como não quer ficar uma época longe da competição, a solução deverá mesmo passar por descer ao terceiro escalão. "Se parar e comer demasiadas iguarias portuguesas, vou ficar com 100 quilos! É melhor fazer algo, mesmo que seja correr no nível Continental", disse em tom de brincadeira, mas sem afastar a seriedade da situação.

Já após a entrevista, o nome de Archbold surgiu ligado à EvoPro Racing, uma equipa Continental irlandesa. O neozelandês, que em Fevereiro celebra 30 anos, não escondeu que gostaria de regressar ao mais alto nível na estrada. Contudo, perante tudo o que tem vivido, mostra-se muito realista e, principalmente, concentrado em agarrar-se às oportunidades que lhe vão surgindo para continuar a fazer o que mais gosta. "Temos os altos e baixos e os baixos costumam ser mais do que os altos, mas faz parte do ciclismo", realçou.

Com a Nova Zelândia bem longe e com uma realidade de ciclismo de estrada que não é fácil, Archbold referiu como a federação sempre apoiou muito a vertente de pista, faltando agora aparecer uma equipa de nível Continental para continuar o trabalho que está a ser feito na estrada e que está a começar a dar os seus frutos. George Bennett é a figura central, com top 10 em grandes voltas e um 18º lugar nos Mundiais, algo que Archbold considera que não se pensaria ser possível ainda há pouco tempo.

"No próximo ano... dois anos, ficaria surpreendido que alguém não ganhasse algo grande", afirmou, recordando como, além de Bennett, Patrick Bevin (BMC) também esteve muito bem nos últimos Mundiais, ao ser oitavo no contra-relógio. "O ciclismo na Nova Zelândia está a melhorar em todos os aspectos, desde as pessoas pedalarem para o trabalho, a competir a nível amador e profissional, especialmente na pista", contou, considerando que há cada vez mais praticantes a acreditar ser possível ir longe na carreira.

Mas a tal equipa Continental seria uma enorme ajuda, ainda que num país com uma localização geográfica muito afastada do centro nevrálgico do ciclismo, nunca será fácil arranjar patrocinadores. A surgir, até realçou como seria bom para ele e para Adam Gate poderem prosseguir a carreira na estrada e continuar a apostar na pista. No início do ano, uma das etapas da Taça do Mundo realiza-se no país de ambos. Enquanto luta pela sua carreira, Archbold quer manter a boa disposição, procurar oportunidades e, quem sabe, os Jogos Olímpicos entrem definitivamente nos seus planos.

»»"Fisicamente sinto-me mais forte e também consigo ler melhor as corridas"««

»»"Eles [tio e pai] sabem muito de ciclismo e eu aprendi muito com ambos"«

11 de novembro de 2018

Ciclista alerta para falta de pagamento dos salários na Aqua Blue Sport

(Fotografia: Aqua Blue Sport)
De um projecto que quis ser inovador, a uma equipa que desapareceu de um dia para o outro, colocando carreiras em risco. Já não bastava toda a incerteza que rodeia os ciclistas da Aqua Blue Sport quando no final de Agosto foi anunciado o seu fim, agora um dos corredores veio publicamente alertar para a falta de pagamento do ordenado de Outubro. Apesar da decisão de não participar em mais corridas - a formação irlandesa preparava-se até para estar na Volta à Grã-Bretanha -, os contratos deveriam ser respeitados até final do ano. "Gostaria de chamar a atenção para o facto de todos os salários dos ciclistas da Aqua Blue Sport do mês de Outubro não foram ainda recebidos", alertou Andy Fenn.

O britânico publicou uma carta aberta no seu Twitter, dirigida aos dois responsáveis da equipa Rick Delaney e Tom Timmerman. Perante a situação da Aqua Blue Sport, é accionado o fundo de garantia bancária que todas as equipas são forçadas a dar à UCI. O valor tem de ser de 25% do total do orçamento que será gasto com os ordenados. Desse modo fica assegurado que os salários são pagos até ao final do ano de cada licença atribuída à estrutura. No entanto, Fenn alerta para a falha por parte de Timmerman, que terá provocado a falta de pagamento do ordenado de Outubro, isto depois do de Setembro ter chegado com algum atraso.

"Tendo falado directamente com a UCI, informaram-me da situação. Algo que a UCI até te pediu a ti, Tom, para fazer... Devo ter falhado esse e-mail ou chamada telefónica. Mas por favor diz-me se preciso de ver a pasta de spam ou não, por favor", lê-se. O ciclista explicou que, segundo a UCI, o organismo não irá libertar mais fundos até que "todos os documentos e clarificações sobre os salários de Dezembro sejam dados".

Fenn admite que todos os corredores da Aqua Blue Sport já perceberam que não irão receber o salário de Dezembro na sua totalidade, mas a questão do momento é que nem o de Outubro entrou nas suas contas bancárias. "Rick, tu disseste publicamente que todos os contratos seriam honrados, mas dois meses depois do repentino colapso da equipa, arranjar um simples pagamento de salários parece ser difícil."

O corredor, de 28 anos, continua, escrevendo que teria gostado que os responsáveis tivessem cumprido o prazo da UCI para que os fundos continuassem a ser libertados, o que não aconteceu. Mas foi mais longe: "Também todos sabemos que a licença da equipa e que os honorários do anti-doping não foram pagos, por isso não tentes dizer-nos que é a UCI que está a dificultar as coisas. Parece que não é só aos ciclistas e staff que ainda estão em dívida."

Maioria ainda sem contrato para 2019

Este fim repentino da Aqua Blue Sport - falhada a fusão com a Vérandas Willems-Crelan - deixou os ciclistas em grandes dificuldades. Em Agosto são muitas as equipas que já têm os seus plantéis bem definidos, o que reduziu a hipótese de muitos conseguirem manter-se pelo menos no escalão Profissional Continental. Um deles vai "descer" para uma equipa belga Continental, a Corendon-Circus. É o caso do dinamarquês Lasse Norman Hansen (26 anos).

Quatro até vão para o World Tour. Para Casper Pedersen (dinarmarquês de 22 anos) será uma estreia, com a Sunweb a contratá-lo. Para os outros será um regresso a um escalão que bem conhecem:  Adam Blythe (29, Grã-Bretanha) vai para a Lotto Soudal, Larry Warbasse (28, EUA) assinou pela AG2R e Stefan Denifl (31, Áustria) pela CCC. O irlandês Eddie Dunbar (22) não teve de esperar muito para resolver a sua situação, pois a Sky contratou-o logo em Setembro.

Matt Brammeier (33) já se tinha retirado em Junho, mas o australiano Calvin Watson resolveu colocar um ponto final precoce na sua carreira. Tem apenas 25 anos.

Shane Archbold (29 anos, Nova Zelândia), Mark Christian (27, Grã-Bretanha), Conor Dunne (26, Irlanda), Aaron Gate (27, Nova Zelândia), Peter Koning (27, Holanda), Michel Kreder (31, Holanda), Daniel Pearson (24, Grã-Bretanha) e o próprio Andy Fenn estão ainda sem equipa para 2019.

Fenn, por exemplo, é um corredor que esteve três anos na Quick-Step Floors e dois na Sky, antes de mudar-se para a Aqua Blue Sport.

O problema da bicicleta

A equipa irlandesa surgiu em 2017 querendo ser um exemplo de como era possível ser auto-sustentável. Através das vendas de produtos de ciclismo na internet, a equipa teria assim o seu financiamento, não ficando à mercê de patrocinadores. A primeira temporada foi positiva, ainda mais pelo convite para a Volta a Espanha, corrida na qual até venceu uma etapa por intermédio de Stefan Denifl.

Em 2018 os convites para provas de destaque diminuíram e com a subida a Profissional Continental de mais duas equipas espanholas, não houve wildcard para a Vuelta. Rick Delaney criticou fortemente a decisão e no final de Agosto avisou que iria acabar imediatamente com a equipa. Os ciclistas foram avisados por Whatsapp.

A época esteve sempre envolta numa polémica: a bicicleta com apenas um prato na pedaleira. Foram vários os problemas mecânicos que afectaram os ciclistas, por vezes em momentos que acabaram por retirá-los da discussão de triunfos. "Desde o primeiro dia que pensei que não era uma boa ideia, mas a equipa assinou contrato e nós tínhamos de lidar com isso", explicou Adam Blythe sobre a bicicleta 3T Strada, no programa Bradley Wiggins Show, no Eurosport britânico, em declarações transcritas no site Cycling Weekly.

"É como uma bicicleta de pista, mas com mudanças. Só tem um prato e se imaginares que estás a fazer uma subida, normalmente tens um prato de 38 dentes para baixar, mas agora temos uma cassete de dez, que vai aos 42, com um prato de 50 à frente. Portanto, estás exausto, não consegues correr numa prova de um dia, quanto mais de duas semanas ou de uma semana", criticou o britânico.


21 de setembro de 2018

Mais uma equipa que sai de cena e há outras em risco

Está a ser o salve-se quem puder em várias equipas e não está a ser possível para algumas salvarem-se. A Aqua Blue Sport foi a primeira a anunciar o final de um projecto que durou apenas dois anos. Segue-se agora um mais antigo e de diferente escalão, mas que tinha a sua importância na Grã-Bretanha. A JLT Condor não encontrou um patrocinador para substituir o que vai sair. Fim da linha. Nos Estados Unidos são duas equipas em perigo e no Canadá há mais uma que luta pela sobrevivência.

A BMC foi o caso mais mediático do ano. É uma equipa do World Tour, com alguns dos melhores ciclistas, vencedora de uma grande volta e de outras grandes corridas. Mesmo sendo uma equipa poderosa, sofreu para encontrar quem substituísse a marca de bicicletas, que não quer mais seguir como um patrocinador principal. Aliou-se entretanto à Dimension Data como fornecedor das bicicletas, enquanto a empresa polaca CCC (que apoia uma formação do segundo escalão) acabou por salvar a estrutura americana e vai agora para o World Tour, levando consigo o ciclista português Amaro Antunes.

A luta noutros escalões não é mais fácil. A Aqua Blue Sport tentou aliar-se à Vérandas Willems-Crelan, mas a estrutura belga preferiu seguir outro caminho. A equipa irlandesa, que nasceu acreditando ser possível sustentar-se através das vendas feitas no site dedicado à modalidade, não resistiu à falta de convite para corridas mais importantes. Fecharam-se as portas e nem a época terminou. A Vérandas Willems-Crelan irá juntar-se à holandesa Roompot-Nederlandse Loterij. Em 2019 será a Roompot-Crelan. Não deixa de ser mais uma equipa que desaparece.

A saída de patrocinadores cria uma enorme instabilidade, lançando os directores numa busca intensa por substitutos. Foi o que fez Grant Young, das bicicletas Condor. A seguradora JLT anunciou o fim do apoio, mas não foi encontrada uma solução. A equipa britânica, do escalão Continental e que já passou pela Volta a Portugal, viu-se obrigada a terminar um projecto que deu os primeiros passos em 2005. A equipa dava a oportunidade a muitos britânicos de começarem no profissionalismo.

A Grã-Bretanha arrisca-se a ficar apenas com quatro equipas no terceiro escalão, ou seja, Continentais, pois a One Pro Cycling, passou de sonhar com o World Tour, para ter de dar um passo atrás em 2018 e agora vai acabar com a equipa masculina, para apostar numa feminina. Matt Prior, o fundador da equipa, acredita que é no Women's World Tour que estão as melhores oportunidades. De referir, que haverá outra equipa a entrar no ciclismo feminino: a Trek-Segafredo.

Do outro lado do oceano a vida não está também nada fácil. A Jelly Belly vai deixar o ciclismo, depois de 19 anos a apoiar a equipa. É o fim dos famosos equipamentos com feijões coloridos. O director Danny Van Haute está em contra-relógio para salvar a equipa, tal como Thierry Attias, que viu a UnitedHealthcare também a não querer continuar a patrocinar a estrutura que engloba uma formação masculina (Profissional Continental) e feminina. Mais a norte, no Canadá, é a Silber Pro Cycling (Continental) que irá perder o seu benfeitor e corre o risco de terminar.

Esta é uma realidade que, infelizmente, não tem nada de novo e que ano após ano coloca sempre alguém à procura de soluções para salvar projectos. Uns mais antigos que outros, mas que têm em comum darem oportunidades a ciclistas de terem carreiras na modalidade e ainda dão a emprego a muitas mais pessoas que trabalham nos "bastidores".



27 de agosto de 2018

O final de uma equipa que quis ser auto-sustentável

(Fotografia: Karen M. Edwards/Facebook Aqua Blue Sport)
Há um ano a Aqua Blue Sport vivia um momento que parecia confirmar que tinha feito a aposta certa em criar uma equipa que pretendia ser auto-sustentável. A estrutura irlandesa tem como base o site de venda online de artigos de ciclismo. O convite para a Vuelta era por si só o ponto alto na época de estreia, mas a vitória de etapa foi um bónus algo inesperado, mas muito bem-vindo. Doze meses depois, não há razões para sorrir, apenas muitas preocupações. São 16 os ciclistas que ficaram esta segunda-feira a saber que estão sem contrato para 2019, além de todo um staff que inclui um português, o massagista Pedro Claudino, que fica agora sem trabalho.

A equipa justificou a decisão de terminar o projecto com a falta de convites para corridas importantes, o que dificulta a promoção da marca, essencial para uma estrutura que quis subsistir sem patrocínios, mas apenas tendo um negócio online como forma de ganhar dinheiro. "Este ano foi cada vez mais difícil de obter convites para corridas e reconhecimento dos organizadores em como o nosso projecto é único e bem suportado", lê-se no comunicado.

A falta de convite para a Volta a Espanha deste ano acabou por ser a gota de água, despoletando a fúria do director. "No ano passado não tínhamos história e conseguimos alguns convites fantásticos, este ano temos alguma história positiva e temos poucos ou nenhuns convites. Investi milhões neste desporto [...]. Sem corridas significa que não há tráfego no site, o que significa que não há vendas e, logo, não há financiamento para a nossa equipa", disse então Rick Delaney, quando os convites foram anunciados.

Apesar de ser mais do que expectável que a Aqua Blue Sport ficasse de fora dos eleitos para as quatro vagas disponíveis, as exibições de 2017, que contaram com uma vitória do austríaco Stefan Denifl, fizeram com que Delaney mantivesse a esperança. No entanto, com a subida de duas equipas espanholas ao escalão Profissional Continental, esperava-se que a Burgos-BH e a Euskadi-Murias se juntassem à Caja Rural na Vuelta. O quarto convite iria sempre para a Cofidis, que apesar de ser uma equipa francesa, a empresa é um dos grandes patrocinadores de ciclismo em Espanha e conta sempre com espanhóis na equipa.

As memórias da Vuelta de 2017 não foram todas boas. O autocarro foi vandalizado e parte ardeu. De Portugal, a então LA Alumínios-Metalusa-BlackJack enviou o seu para auxiliar a Aqua Blue Sport. Ao todo, o ano de estreia no ciclismo rendeu quatro vitórias, a primeira numa etapa na Volta à Suíça pelo ciclista que mais tarde viria a sagrar-se campeão americano: Larry Warbasse. É agora um dos corredores que se vê obrigado a procurar nova equipa, tal como Adam Blythe, talvez a principal figura da equipa, tendo chegado à estrutura como campeão britânico.

Quase todos os ciclistas terminavam contrato no final do ano, mas a expectativa poderia passar pela continuidade. Agora essa perspectiva deixou de existir. Só o irlandês Eddie Dunbar e o dinamarquês Casper Pedersen tinham contrato para 2019, mas o vínculo ficou agora sem efeito. É quase Setembro e para alguns poderá ser tarde para garantir uma equipa para o próximo ano.

A tentativa de salvação

Os problemas da Aqua Blue Sport já eram bem conhecidos, com Delaney a nunca esconder que a ausência de corridas com maior projecção estavam a prejudicar a equipa, que muito precisava de publicitar o site. A solução passou por tentar uma fusão com outra estrutura. No início de Agosto, a formação irlandesa anunciou que tinha adquirido a empresa Sniper Cycling, que detém a Verandas Willems Crelan. Teria sido uma jogada de mestre, já que isso significaria ficar com um dos ciclistas que mais se destacou nas clássicas do pavé e uma das grandes figuras do ciclocrosse: Wout van Aert.

Porém, não demorou muito a Sniper Cycling desmentir categoricamente a compra e as negociações chegaram ao fim sem sucesso. Sem se referir especificamente à equipa belga, a Aqua Blue Sport escreveu no comunicado de despedida: "Nas últimas semanas formámos a base de um acordo várias vezes, mas, infelizmente, o senso comum não prevaleceu."

No curto historial desta equipa irlandesa ficam então oito vitórias, até ao momento, e a participação numa grande volta. Apesar de anunciar o fim, não significa que ter uma equipa de ciclismo seja algo que seja eliminado dos objectivos futuros da empresa: "Vamos continuar a crescer e desenvolver a nossa plataforma de e-comércio www.aquabluesport.com para permitir que regressemos à estrada, algures no futuro."

Um dos pormenores sobre esta equipa que não será esquecido é a bicicleta. A equipa apostou num modelo, 3T Strada, que gerou alguma desconfiança, pois só tem um prato. Foi algo que levou os próprios ciclistas a precisarem de um período de adaptação.

A Aqua Blue Sport quis inovar, principalmente na forma de se auto-financiar, sem precisar de estar constantemente à procura de patrocinadores. Durou dois anos o desafio que tão rapidamente pareceu estar bem encaminhado, como se tornou num de pouca duração.


11 de dezembro de 2017

UCI confirma licenças. Seis novas equipas Profissionais Continentais e uma que fica em suspenso

Estão confirmadas as equipas que vão competir no escalão World Tour e Profissional Continental. Se no principal não há novidades, já no segundo haverá seis equipas novas, duas das quais espanholas, três americanas e uma francesa. A única dúvida é a Aqua Blue Sport. O pedido de licença da formação irlandesa ainda está a ser analisado. Para já são 26 as que vão para a estrada em 2018, neste segundo escalão.

A questão da Aqua Blue Sport não foi esclarecida. A equipa divulgou um comunicado, no qual explica que "continua a trabalhar com a Comissão de Licenças para assegurar que todos os critérios para atribuição [da licença] são cumpridos de acordo com os regulamentos da UCI". Salienta que não fará mais comentários até o caso estar resolvido, partilhando o discurso da UCI. Garante apenas que os ciclistas vão continuar concentrados em preparar a próxima temporada. As equipas têm de corresponder aos critérios ético, financeiro, administrativo e organizacional para obterem as licenças que solicitam.

A equipa irlandesa estreou-se em 2017 e conseguiu um convite para estar na Volta a Espanha. Sofreu um enorme percalço quando o autocarro foi vandalizado e parte ardeu. No imediato as equipas presentes ajudaram no que foi preciso, mas foi de Portugal que chegou o autocarro "suplente", cedido pela LA Alumínios-Metalusa-BlackJack. A Aqua Blue Sport acabou por ter um grande momento quando Stefan Denifl ganhou uma etapa. Ao todo a equipa somou quatro vitórias, a primeira na Volta a Suíça, por Larry Warbasse. A estrela da equipa é o sprinter britânico Adam Blythe, campeão nacional em 2016, que representou equipas como a Tinkoff, Orica e BMC.

Quanto às novas equipas Profissionais Continentais, já era conhecida a Axeon Hagens Berman de Axel Merckx, que este ano contou com os gémeos Oliveira e em 2018 tem já confirmado João Almeida. Junta-se a Rally Cycling - presença habitual nas provas de início de temporada em Portugal - e a Holowesko-Citadel powered by Arapahoe Resources, também dos Estados Unidos. Em Espanha confirma-se a subida de duas formações também bem conhecidas por cá: a Euskadi Basque Country-Murias e a Burgos-BH, que reforçou-se com o português José Mendes. O novo projecto francês, Vital Concept, será uma equipa que irá receber certamente atenção, pois conta com o sprinter Bryan Coquard.

De referir ainda a Caja Rural que terá na sua equipa pelo segundo ano Rafael Reis, enquanto Joaquim Silva deixa a W52-FC Porto para agarrar um novo desafio na formação espanhola. Amaro Antunes estará na polaca CCC Sprandi Polkowice e Ricardo Vilela na colombiana Manzana Postobón. Portugal continua sem representantes a nível de equipas, mas quem sabe em 2019 a história seja outra...

No World Tour mantém-se as 18 equipas que competiram em 2017. Porém, apesar de na lista divulgada só aparecer um dos novos nomes, a EF Education-Drapac powereb by Cannondale, haverá outras duas alterações: a FDJ passará a ser a Groupama-FDJ, enquanto a Orica-Scott será a partir de 1 de Janeiro a Mitchelton-Scott.

Licenças atribuídas pela UCI

World Tour: AG2R La Mondiale (FRA), Astana (CAZ), BMC (EUA), Bora-Hansgrohe (ALE), Dimension Data (RSA),  EF Education First-Drapac powered by Cannondale (EUA), Francaise des Jeux (FRA), Movistar (ESP), Mitchelton Scott (AUS), Bahrain Merida (BAH), Katusha-Alpecin (SUI), Lotto-Jumbo (HOL), Lotto Soudal (BEL), Quick Step Floors (BEL), Sky (GB), Sunweb (ALE), Trek-Segafredo (EUA), UAE Team Emirates (EAU).

Profissionais Continentais: Androni Giocattoli (ITA), Aqua Protect Veranclassic (BEL), Bardiani CSF (ITA), Burgos-BH (ESP), Caja Rural- Seguros RGA (ESP), CCC Sprandi Polkowice (POL), Cofidis (FRA), Cycling Breizh (Fortuneo Oscaro) (FRA), Delko Marseille (FRA), Direct Energie (FRA), Euskadi Murias (ESP), Gazprom-Rusvelo (RUS), Hagens Berman Axeon (EUA), Holowesko Citadel (EUA),Israel Cycling Academy (ISR), Manzana Postobon (COL), Nippo-Vini Fantini (ITA), Rally Cycling (EUA), Roompot (HOL), Sport Vlaandaren-Baloise (BEL), Novo Nordisk (EUA), Unitedhealthcare (EUA), Veranda's Willems Crelan (BEL), Wanty (BEL), Wilier Triestina-Selle Italia (ITA), Vital Concept (FRA).

Em análise: Aqua Blue Sport.

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4 de setembro de 2017

Dia de descanso na Vuelta: o motor de Froome, o vírus intestinal e a prisão preventiva

(Fotografia: Unipublic/Photogomez Sport)
Os dias de descanso costumam ser marcados pelas habituais conferências de imprensas de alguns dos principais ciclistas e o lançamento da semana que o pelotão terá pela frente. No Tour temos ainda os anúncios das renovações ou dos novos contratos. A seis etapas de terminar a carreira, foi a de Alberto Contador que concentrou as atenções na Vuelta, que foram um pouco (muito pouco) desviadas com notícias mais insólitas: acusaram Froome de utilizar um motor na bicicleta, um vírus intestinal ameaça mandar para casa alguns ciclistas e, para terminar, o suspeito de ter incendiado o autocarro da Aqua Blue Sport ficou em prisão preventiva. Mas ninguém se distraiu certamente com estas notícias, pois vamos entrar na recta final para resolver uma Vuelta que Chris Froome domina, mas que já se percebeu não estar imune a um golpe de teatro. Esta terça-feira é dia de contra-relógio.

Mas já que tivemos umas "distracções" extra competição, vamos então começar com a acusação que Froome utilizou um motor na 12º etapa, aquela em que caiu duas vezes, além de uma avaria, após o primeiro incidente. O vídeo surgiu na internet e já se sabe como as redes sociais contribuem para a propagação de uma falsa polémica.  Neste caso, pode-se mesmo dizer que nem há polémica e nem a música dos "Ficheiros Secretos" influencia a pensar de outra forma. Depois de cortar a meta, parece que alguém considera que a bicicleta de Froome anda sozinha, quando o ciclista não está a pedalar.

É no momento em que o líder da Vuelta é rodeado por fotógrafos e por membros da sua equipa que dizem que poderá existir um motor na bicicleta de Froome. Recorrendo a uma ajuda da Marca, que tem jornalistas no local, e também ao próprio perfil da etapa, a chegada a Los Dólmenes é feita em ligeira descida. Não é preciso ser ciclista profissional para se saber que a descer a gravidade dá uma ajuda para se poupar nas pedaladas. Além disso, outro ciclista, mas da Cannondale-Drapac, também passa no local sem pedalar, mas esse pormenor parece ser irrelevante.

Aqui fica o vídeo da "polémica".



Curiosamente (ou talvez não), estas alegações surgem numa altura em que novas reportagens sugerem que o sistema de detecção de motores utilizados pela UCI não é eficaz contra a mais recente tecnologia.

Um assunto mais sério e preocupante é o do vírus intestinal que está a afectar vários ciclistas. A Sunweb teve problemas com três, com o estreante na Volta a Espanha, Sam Oomen, a ser obrigado a abandonar no sábado. Chad Haga e Sören Kragh Andersen tiveram um fim-de-semana infernal e o responsável da formação alemã esperava que o dia de descanso fosse exactamente os que os dois precisassem para recuperar e continuar em prova. É necessário ajudar Wilco Kelderman a alcançar pelo menos o pódio. O objectivo é claro, pois fecharia um ano espectacular da equipa nas grandes voltas, depois da vitória de Tom Dumoulin no Giro e as duas etapas e a camisola da montanha de Warren Barguil no Tour. De recordar que a Sunweb mandou o francês para casa por este não respeitar as ordens da equipa e, por isso, não quer mesmo perder mais nenhum ciclista.

Arthur van Dongen disse ao Telesport.nl que também tinha conhecimento que a Bora-Hansgrohe e a Lotto-Jumbo estavam a enfrentar o mesmo problema. O director desportivo da Sunweb confirmou que Andersen esteve muito mal e Haga não estava muito melhor.

Para terminar, o suspeito de ter ateado fogo ao autocarro da Aqua Blue Sport, na quinta-feira, irá aguardar julgamento em prisão preventiva.. O homem de 55 anos é suspeito de ser o responsável por outros três incêndios nessa noite na zona de Almería. A equipa irlandesa, que recebeu o convite para participar na Vuelta, teve de recorrer a um autocarro normal para continuar na corrida, com as restantes equipas a ajudarem no que foi necessário para garantir que os ciclistas da Aqua Blue Sport pudessem completar a Vuelta.

Agora é altura de regressar à competição. O contra-relógio de Logroño (40,2 quilómetros) poderia numa outra corrida assumir uma importância extrema. Porém, com tanta montanha pela frente, só uma exibição excepcional de Froome e talvez um dia menos bom de, principalmente, Vincenzo Nibali, é que poderia deixar esta Vuelta quase decidida. Porém, é de esperar que Froome vá a fundo numa tentativa de ampliar o 1:01 minuto de vantagem sobre o italiano da Bahrain-Merida. Apesar de no último fim-de-semana ter sido quase perfeito na forma como apanhou todos os rivais que o atacaram (e até deixou alguns para trás), o britânico da Sky irá querer precaver-se de algum mau dia que poderá surgir na última semana. Afinal, no seu historial tem momentos de quebra no final da Volta a França, que nunca terminaram mal, porque Froome tinha amealhado tempo suficiente para gerir quando chegaram as decisões finais. Mas atenção a Nibali, também sabe defender-se muito bem no esforço individual e apesar de admitir a superioridade do líder da Vuelta, não está com vontade nenhuma de atirar a toalha ao chão antes da etapa de sábado, no Angliru.

Voltando a Alberto Contador. O espanhol da Trek-Segafredo assume com todas as letras que o top 10 não o deixa satisfeito. Terminar a carreira com um bom resultado será estar no pódio em Madrid. Está a quase dois minutos, mas também é verdade que já esteve mais longe de sequer poder aspirar a tal resultado.



Confira aqui a classificação geral antes do contra-relógio desta terça-feira.

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27 de março de 2017

Manzana Postobón de Ricardo Vilela recebe convite para a Volta a Espanha

Era um objectivo, mas tendo em conta que a equipa só este ano foi para a estrada, conseguir um convite para a Volta a Espanha logo na estreia é algo fantástico para a Manzana Postobón e naturalmente que a equipa está a celebrar como uma grande vitória. O projecto colombiano nasceu com uma enorme ambição e nas corridas que tem participado, os seus ciclistas tudo têm feito para se mostrar. As vitórias chegaram em Portugal, com a conquista da classificação da montanha na Volta ao Algarve por parte de Juan Felipe Osorio e duas vitórias de etapas na Volta ao Alentejo, por intermédio de Juan Sebastian Molano. Ricardo Vilela é uma das principais figuras da formação, que apostou em três ciclistas europeus com experiência para ajudar na evolução dos jovens colombianos que são a principal aposta da Manzana Postobón.

Este projecto quer recuperar o que a Team Colombia fez durante uns anos, ou seja, dar uma oportunidade aos ciclistas daquele país sul-americano de competir ao mais alto nível e, por isso mesmo, quis uma licença Profissional Continental, para assim tentar ter acesso a grandes corridas. Neste arranque de temporada, a Manzana Postobón queria tentar entrar em algumas provas World Tour, principalmente em Espanha: conseguiu e esteve na Volta à Catalunha. Além de Ricardo Vilela, o holandês Jetse Bol e o espanhol Antonio Piedra são os restantes ciclistas europeus que fazem parte do plantel da equipa. Recentemente, o corredor português, de 29 anos, disse ao Volta ao Ciclismo que os responsáveis da Manzana Postobón são ambiciosos, mas que a equipa tem a estrutura para concretizar os objectivos, além de ter um patrocinador muito importante na Colômbia, que apoia também outros desportos.

O convite atribuído pela organização da Vuelta está a ter uma forte repercussão na Colômbia, com os meios de comunicação social a darem destaque ao facto de equipa ter conseguido entrar numa grande volta logo no primeiro ano de existência. Numa altura em que alguns dos melhores ciclistas da actualidade são colombianos, o projecto da Manzana Postobón era muito desejado, para que assim possa existir uma equipa que permita a evolução de possíveis sucessores de Nairo Quintana, Jarlinson Pantano, Fernando Gaviria...

Mas houve também festa na Irlanda. A primeira equipa Profissional Continental deste país recebeu igualmente um convite para competir na Vuelta (de 19 de Agosto a 10 de Setembro). A Aqua Blue Sport é um dos novos projectos de 2017 e apesar de ainda não contar com qualquer vitória, tem sido uma equipa muito interessante de seguir, animando as corridas e já esteve perto de vencer por intermédio da sua principal estrela, o campeão britânico, Adam Blythe.

A presença na Flèche Wallonne, Liège-Bastogne-Liège e Volta à Suíça já eram motivos de satisfação para os responsáveis da formação irlandesa, mas claro que a possibilidade de estar numa grande volta é uma excelente forma de credibilizar ainda mais o projecto. De salientar que a Aqua Blue Sport também conta com um português, o massagista Pedro Claudino.
Quanto aos dois outros convites, não houve grandes surpresas. A Caja Rural, a única equipa espanhola do segundo escalão, recebeu o habitual convite e Rafael Reis já admitiu que gostaria muito de fazer a Vuelta. A Cofidis completa o grupo de convidados, escolha que não surpreende, visto que a corrida começa este ano em França, mais concretamente em Nîmes. Nacer Bouhanni é a principal figura da formação gaulesa, contudo, a Volta a Espanha mantém-se fiel ao ideal dos últimos anos, sendo uma corrida com muitas montanhas, muitas rampas e muito pouco percurso que agrade aos sprinters.

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10 de janeiro de 2017

Equipa irlandesa vai doar parte do dinheiro que ganhar nas corridas

(Fotografia: Aqua Blue Sport)
A Aqua Blue Sport tem sido uma equipa muito falada desde que a sua criação foi anunciada. É a primeira formação irlandesa no escalão Profissional Continental e teve como grande contratação o campeão britânico Adam Blythe, que estava na Tinkoff. A equipa tem sabido trabalhar muito bem o marketing em seu redor, mas agora foi mais longe e anunciou uma decisão de solidariedade que poderá permitir a alguns jovens ciclistas sonhar com uma carreira na modalidade: 5% do dinheiro que for ganho nas corridas será doado a um fundo que ajuda jovens irlandeses a competirem no estrangeiro.

O Emerald Fund tem desempenhado um papel importante no financiamento de ciclistas irlandeses sub-23 ou juniores, permitindo que possam fazer corridas fora do seu país, contribuindo assim para a sua formação. Mark Downey foi o caso mais recente de sucesso ao sagrar-se campeão do mundo de sub-23 na corrida por pontos (ciclismo de pista).

"Um dos objectivos da Aqua Blue Sport é encorajar e inspirar a próxima geração de ciclistas irlandeses. É importante para o ciclismo irlandês que tenhamos mais ciclistas irlandeses a competir a nível internacional", salientou o dono da equipa, Rick Delaney, através de um comunicado.

Matt Brammeier, um dos corredores da equipa de nacionalidade irlandesa, recorda como foi um fundo idêntico que o ajudou a ser profissional. "Eu fui financiado por um fundo idêntico em Inglaterra, o Dave Rayner Fund. Não teria conseguido continuar a competir no nível de elite se não fosse esse apoio. O Emerald Fund apoia jovens ciclistas de forma idêntica e tem um papel muito importante para que os jovens ciclistas irlandeses possam alcançar grandes e mais feitos", afirmou.

Perante o anúncio, o co-fundador do fundo, David O’Connell, confessou estar muito satisfeito, realçando que a ajuda que é dada aos ciclistas vai muito além do dinheiro, pois fala numa grande alegria em ver como assim podem competir a nível internacional.

A Aqua Blue Sport irá fazer a sua estreia na Austrália, na corrida de nível World Tour Cadel Evans Great Ocean Road Race (de 26 a 29 de Janeiro), seguindo-se a Herald Sun (de 1 a 5 de Fevereiro).

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