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28 de agosto de 2017

Amaro Antunes e Daniel Mestre nos pré-convocados para os Mundiais

Amaro Antunes  venceu uma etapa e foi rei da montanha na Volta a Portugal

Dos nove ciclistas pré-convocados para os Mundiais de Bergen, dois pertencem ao pelotão nacional. Amaro Antunes e Daniel Mestre estão na lista de José Poeira, que terá de deixar três corredores de fora, pois a selecção nacional só poderá levar seis (as equipas com as quotas maiores podem chamar nove). Para o algarvio da W52-FC Porto é desde já o reconhecimento da excelente temporada que está a realizar, que começou na Volta ao Algarve e pode muito bem não ter terminado na Volta a Portugal, caso consiga entrar no lote final. Já Daniel Mestre é também ele premiado. Pode não ter sido uma temporada muito ganhadora, mas o ciclista da Efapel continua corrida após corrida e demonstrar ser o atleta de enorme qualidade tanto na ajuda a um líder, como quando chega ao momento de ele próprio lutar por uma vitória.

Nesta pré-convocatória, o destaque vai ainda para o regresso de Rui Costa. Há um ano, o ciclista da UAE Team Emirates ficou de fora, pois num percurso completamente plano no Qatar, seria uma missão impossível bater os sprinters. Porém, em Bergen (Noruega), apesar de não ser o percurso mais acidentado, uma da subida poderá beneficiar corredores com as características de Rui Costa, que sabem entrar em fugas e aproveitar esse momento de dificuldade para ganhar vantagem. O ano começou de forma muito positiva com vitórias na Argentina e em Abu Dhabi (etapa e geral). No Giro ficou por duas vezes em segundo. Está actualmente na Vuelta, tendo já sofrido uma queda. Campeão do mundo em 2013, em Florença, Rui Costa tem como um dos seus objectivos da época aparecer bem em Bergen.

José Gonçalves e Tiago Machado (Katusha-Alpecin), José Mendes (Bora-Hansgrohe), Ricardo Vilela (Manzana Postobón), Nelson Oliveira (Movistar) e Ruben Guerreiro (Trek-Segafredo), o campeão nacional, estão na lista provisória. Dos seis que forem chamados, dois podem também competir no contra-relógio e nesta vertente, um será certamente Oliveira. Domingos Gonçalves, campeão nacional de contra-relógio, ficou de fora das escolhas.

Nos sub-23 estão pré-convocados André Carvalho (Cipollini Iseo Serrature Rime), Francisco Campos (Miranda-Mortágua), Hugo Nunes (Miranda-Mortágua), Ivo Oliveira (Axeon Hagens Berman), José Neves (Liberty Seguros-Carglass) e Tiago Antunes (Sicasal-Constantinos-Delta Cafés). Este último este recentemente a bom nível na Volta a França do Futuro. A equipa será composta por quatro ciclistas.

Nos juniores, Afonso Silva (Sporting-Tavira-Formação Eng. Birto da Mana), Guilherme Mota (Alcobaça CC-Crédito Agrícola), Pedro José Lopes (Alcobaça CC-Crédito Agrícola), Pedro Miguel Lopes (Seissa-KTM Bikeseven-Matias & Araújo-Frulact) e Pedro Teixeira (Maia) estão na lista, mas só três podem ir a Bergen.

Do lado feminino, a junior Maria Martins - que está a realizar uma excelente época tanto na pista como na estrada - foi pré-convocada pelo seleccionador Gabriel Mendes.

Os Mundiais realizam-se entre 16 e 24 de Setembro, pelo que não se terá de esperar muito tempo para se conhecer as escolhas finais.


18 de agosto de 2017

Amaro Antunes mantém liderança do ranking quando vão começar os tradicionais circuitos

(Fotografia: Podium/Volta a Portugal)
Amaro Antunes continua na liderança do ranking nacional após a Volta a Portugal. O ciclista algarvio entrou como número um na corrida, contudo, apesar da excelente prestação, viu Vicente García de Mateos aproximar-se. O espanhol do Louletano-Hospital de Loulé também foi um dos destaques da Volta e encurtou a distância de 201 pontos para apenas 33, tendo ultrapassado Rinaldo Nocentini (Sporting-Tavira).

A época vai entrar na fase dos tradicionais circuitos e esta curta diferença poderá animar o final de temporada. Já este sábado haverá o 2º Circuito da Pêra Rocha Liberty Seguros, no Bombarral (16:30) e no domingo será o Circuito de São Bernardo, em Alcobaça (16:30), que inclui no programa a final da Taça de Portugal de Paraciclismo Jogos Santa Casa (14:30). Na segunda-feira será Nafarros a receber o pelotão a partir das 10:00, com a Malveira a ser o palco competitivo no domingo, dia 27.

Quanto ao ranking, se no individual ainda está tudo em aberto, já por equipas a W52-FC Porto aumentou ainda mais a distância para o agora segundo classificado, Sporting-Tavira (ultrapassou a Efapel), depois de ter dominado a Volta a Portugal.

Ranking individual:

1ºAmaro Antunes (W52-FC Porto) - 1295 pontos 
2º Vicente García de Mateos (Louletano-Hospital de Loulé) - 1262 
3º Rinaldo Nocentini (Sporting-Tavira) - 1093 
4º Raúl Alarcón (W52-FC Porto) - 1076 
5º João Benta (Rádio Popular-Boavista) - 660 
6º Daniel Mestre (Efapel) - 611 
7º Gustavo César Veloso (W52-FC Porto) - 497 
8º Alejandro Marque (Sporting-Tavira) - 446 
9º Sérgio Paulinho (Efapel) - 406 
10º Domingos Gonçalves (Rádio Popular-Boavista) - 397 

Equipas:

1ª W52-FC Porto - 3501 pontos  
2ª Sporting-Tavira - 1999 
3ª Efapel - 1672
4ª Louletano-Hospital de Loulé - 1502
5ª Rádio Popular-Boavista - 1410

Em baixo fica o vídeo com os melhores momentos da Volta a Portugal, ganha pelo espanhol Raúl Alarcón, da W52-FC Porto.



»»"Os meus colegas foram uma fonte de inspiração. Se não meti o pé no chão foi por causa deles"««


14 de agosto de 2017

A Volta de Alarcón e de um senhor Amaro Antunes

(Fotografia: Podium/Volta a Portugal)
Ninguém podia dizer que não estava avisado. Tanto Raúl Alarcón, como Gustavo Veloso tinham alertado que a etapa da Torre seria para atacar e tentar alargar uma diferenças demasiado curtas para levar para um contra-relógio, no qual ficariam abertos à possibilidade de uma surpresa. Mas nem abrindo o livro da táctica as restantes equipas portuguesas têm capacidade para fazer frente a uma W52-FC Porto muito acima de tudo e de todos. Foi um golpe perfeito, que não ficou em causa com uma inesperada quebra de Veloso logo nos primeiros quilómetros na subida à Torre.

Sporting-Tavira e Louletano-Hospital de Loulé não chegaram para um Ricardo Mestre, Amaro Antunes e Raúl Alarcón. Ninguém quis ajudar e por mais críticas que possam existir, não o tinham de fazer. Não ganhavam nada com esse esforço e principalmente a Efapel não esquece como no domingo tanto trabalhou sozinha e depois perdeu a etapa para Vicente García de Mateos, da equipa de Loulé. Mas o destaque tem de ir todo para uma exibição de luxo primeiro de Ricardo Mestre e depois de Amaro Antunes, com Raúl Alarcón sempre a ajudar.

Numa Volta a Portugal a ser tão disputada ao segundo, com tanta luta pelas bonificações, numa etapa foi impressionante como a diferença cresceu. Não era inesperado que a vantagem aumentasse para Alarcón, mas deixar os adversários a mais de cinco minutos quando nem 20 segundos os separavam... É um poderio tremendo que aumenta um domínio que, a confirmar-se esta conquista, chega agora aos cinco anos! Só uma catástrofe tirará a amarela ao espanhol e se por acaso ela acontecer, está logo ali um Amaro Antunes (a 31 segundos) satisfeito com o segundo lugar, mas que esta terça-feira em Viseu, merece estar ao lado de Alarcón naquele lugar mais alto do pódio.

O ciclista algarvio realizou uma Volta a Portugal brilhante. Ele é um dos grandes responsáveis pela vitória. Trabalhou de forma exemplar, deu sempre garantias, fosse a Alarcón ou a Veloso. Poderíamos dizer que merecia ser ele o vencedor, mas também não seria justo para um Alarcón igualmente excelente. O espanhol venceu duas etapas, incluindo a da Senhora da Graça e não mostrou fraquezas. Perante a incerteza de Veloso, -que foi subindo de forma, mas no Viso, por exemplo, teve um momento menos bom -, Alarcón mostrou que estava mais do que preparado para levar a amarela até final, depois e a conquistar logo na primeira etapa (após o prólogo). Veloso cortou a meta a 42:24 minutos dos companheiros de equipa. Foi o completo baixar de braços e acabou acompanhado por Rui Vinhas, com quem em 2016 disputou a Volta no contra-relógio final.

Alarcón vence com justiça, Amaro é segundo, mas o algarvio leva ainda o título de rei da montanha. João Matias (LA Alumínios-Metalusa-BlackJack) cedo cedeu numa etapa que nada tinha a ver com as suas características. Muito lutou este ciclista na Volta por uma classificação que não esperaria liderar, mas no final, Amaro, esse sim um trepador nato, ficou com a camisola azul.

Perante o que aconteceu na 79ª edição da Volta a Portugal, resta render-nos a uma W52-FC Porto que cada vez mais faz com que cresça o desejo de a ver bater-se a outro nível. E quanto às restantes equipas nacionais, é esperar que o crescimento que se tem verificado nestes dois últimos anos (lento, mas está a acontecer), possa levar a um maior equilíbrio em breve. Fizeram o que podiam a pensar nos seus objectivos, sabendo que era difícil que esses passarem por uma vitória na Volta.

Falta um contra-relógio. 20,1 quilómetros. Este ano a festa da consagração será em Viseu. É certo que um furo, uma queda, um imprevisto pode sempre acontecer, mas são mais de cinco minutos de diferença para o terceiro classificado. Aliás, será este último lugar do pódio um dos principais pontos de interesse da derradeira etapa. Oito segundos separam Vicente García de Mateos de Rinaldo Nocentini. O Louletano-Hospital de Loulé ganhou uma etapa ao contrário do Sporting-Tavira, pelo que será de calcular o enorme desejo de pelo menos ter um ciclista no pódio final. Claro que ainda haverá um Alejandro Marque que poderá ser o mais forte no esforço individual.



Para terminar, uma palavra para Krists Neilands. Este sub-23, campeão nacional da Letónia, revelou uma enorme perseverança, compensada com a vitória na classificação da juventude. São quase 16 minutos de vantagem para Luís Gomes (Rádio Popular-Boavista)! O ciclista da Israel Cycling Team foi o único que aguentou o ritmo do trio da W52-FC Porto e só a 15 quilómetros é que perdeu contacto. Perdeu 1:28 minutos, pouco comparando com os considerados candidatos, e entrou no top dez.

Veja aqui as classificações.

»»A Volta disputada segundo a segundo««

»»Tu és o líder... Não tu é que és...««

8 de agosto de 2017

Alarcón ou Amaro? A W52-FC Porto só teve de escolher

(Fotografia: Podium/Volta a Portugal)
A diferença é demasiada. Como bater esta W52-FC Porto? Neste momento parece não haver resposta. Foi um trabalho perfeito da equipa na preparação ao ataque à Senhora da Graça e já no Monte Farinha foi só fazer a escolha que se tornava óbvia: Raúl Alarcón está perfeito, Amaro Antunes perfeito está, mas o primeiro tem a camisola amarela e é claramente a partir de agora o líder da equipa e também mais claro o líder na Volta a Portugal. A Senhora da Graça ao quinto dia pode não decidir nada, mas deixa todos no seu lugar.

Bravo Hélder Ferreira (Louletano-Hospital de Loulé) que tentou manter-se numa fuga condenada ao insucesso, brava a Rádio Popular-Boavista que tentou mexer na corrida, brava a Efapel que tentou fazer frente à W52-FC Porto no controlo da etapa. Mas a bravura não chegou para bater uma equipa que é uma máquina oleada, que é uma formação de outro nível e que quando diz "quem manda aqui sou eu", manda mesmo. Alarcón faz este ano a vez de Rui Vinhas. Gustavo Veloso começa a Volta como líder e vê de novo um colega assumir-se como o candidato principal.

Faltou o encanto do público numa Senhora da Graça disputada em dia de semana e não ao fim-de-semana, como é tradição. Decisão que não foi feliz para o percurso, mas valeu que na estrada houve espectáculo, mesmo que na berma fossem muito menos aqueles que assistiram. Filipe Cardoso (Rádio Popular-Boavista) salientou precisamente esses dois aspectos, ele que tentou ganhar novamente e depois ajudar Rui Sousa e João Benta. Foi o mais combativo, mas o dia não correu de feição para a equipa. Cardoso disse que era necessário alguém mexer na corrida para evitar que todos fossem ao ritmo da W52-FC Porto. Haja alguém que tome esse risco. Não surtiu o efeito e resta dizer que agradece quem assistiu, caso isso possa servir de prémio de consolação.

Alarcón deixou uma mensagem fortíssima para quem quiser tirar-lhe a amarela, mas se já assume um discurso que a liderança da equipa é dele, ainda assim tem experiência suficiente para saber que faltam demasiadas etapas, demasiadas subidas para preparar o champanhe. A diferença é maior (25 segundos), contudo, não é decisiva.

Rinaldo Nocentini subiu ao segundo lugar que era do colega do Sporting-Tavira, Alejandro Marque. Aos 39 anos, o italiano mostra que está de facto muito mais preparado para disputar a Volta a Portugal, comparativamente com a sua estreia em 2016. Marque ainda está por ali, mas de seis segundos passou para 35.

E voltamos à W52-FC Porto. Amaro Antunes um gregário de luxo e pronto a chegar-se à frente se algo acontecer a Alárcon. Ficou a sensação que poderia muito bem ter lutado pela etapa. Porém, as ordens de equipa são para respeitar e o plano era que fosse o espanhol a ganhar tempo. De recordar que estão em jogo bonificações: 10 segundos para o vencedor da etapa, seis para o segundo e quatro para o terceiro.

Os derrotados

Sérgio Paulinho perdeu mais de um minuto. O líder da Efapel mantém-se no top dez, mas foi um sinal negativo aquele que deixou na Senhora da Graça. Ainda há muita Volta pela frente e tempo para recuperar, mas Paulinho fica agora proibido de falhar. Mesmo sendo um bom contra-relogista, terá de tentar recuperar algum do tempo perdido.

Rui Sousa esteve ainda pior. Foram mais de dois minutos e em ano de despedida, disse já adeus ao sonho de disputar a Volta a Portugal. O próprio sabia que era muito difícil, mas aos 41 anos já nada tinha a perder. O seu estilo é sempre de alguém que não baixa os braços. Perde-se um homem para a geral, mas Rui Sousa deixou de imediato a garantia que ainda quer dar espectáculo e certamente que fará tudo por uma etapa.

Candidatos confirmados

Além dos ciclistas da W52-FC Porto e do Sporting-Tavira há que destacar Vicente García de Mateos (Louletano-Hospital de Loulé) e João Benta (Rádio Popular-Boavista). Foram os outros dois ciclistas que conseguiram seguir na frente, perdendo apenas quatro segundos nos derradeiros metros. A equipa algarvia tem assim a garantia que o seu líder está de facto em condições de disputar pelo menos o pódio, mas atenção àquelas chegadas em subidas curtas mas íngremes. Mateos gosta desses finais. Quanto a Benta, perdeu algum tempo na primeira etapa, mas demonstra estar em forma e também ele tem características para atacar.

É certo que esta W52-FC Porto parece ser indestrutível, mas no ciclismo é melhor não festejar cedo de mais. Contudo, é preciso encontra o antídoto para tamanho domínio para a derrotar. Alarcón é líder, é forte, mas as diferenças que fez são ainda curtas. A Senhora da Graça ajudou a colocar os candidatos nos seus lugares, mas as decisões ainda estão por chegar e isso dá à Volta a Portugal um bom ponto de interesse.





31 de julho de 2017

Amaro Antunes será o número um do ranking na Volta a Portugal

Rui Vinhas terá o dorsal número um como vencedor da Volta a Portugal em 2016, mas é na W52-FC Porto que continua a estar outro número um, mas do ranking nacional. Amaro Antunes está há três meses na liderança, tendo voltado a reforçar em Julho com a conquista do Grande Prémio Internacional de Torres Vedras-Troféu Joaquim Agostinho. O algarvio está a realizar um ano fantástico e tem quase 200 pontos de vantagem sobre o segundo classificado, que agora é Rinaldo Nocentini. Por equipas, a formação do Sobrado continua a dominar.

Amaro Antunes vai entrar na Volta a Portugal com 773 pontos e é candidato a somar mais uns quantos. Nocentini trocou de posição com Vicente García de Mateos. O italiano do Sporting-Tavira começou o ano muito bem, liderou o ranking, mas esteve depois um tempo afastado da competição, a pensar em estar na melhor forma nesta fase importante da temporada. O espanhol do Louletanto-Hospital de Loulé também tem sido um dos destaques de 2017 e é outro ciclista a seguir com muita atenção na Volta a Portugal.

De recordar que em 2016 o vencedor deste ranking foi Rafael Reis, então ao serviço da W52-FC Porto e actualmente na Caja Rural.

Ranking individual:

1ºAmaro Antunes (W52-FC Porto) - 773 pontos 
2º Rinaldo Nocentini (Sporting-Tavira) - 588 
3º Vicente García de Mateos (Louletano-Hospital de Loulé) - 532 
4º Daniel Mestre (Efapel) - 408 
5º Raúl Alarcón (W52-FC Porto) - 381 
6º João Benta (RP-Boavista) - 370 
7º Jesús del Pino (Efapel), 320 
8º Domingos Gonçalves (Rádio Popular-Boavista) - 312 
9º Sérgio Paulinho (Efapel) - 310 
10º Frederico Figueiredo (Sporting-Tavira) - 284 

Equipas:

1ª W52-FC Porto - 1813 pontos 
2ª Efapel - 1180 
3ª Sporting-Tavira - 1153 
4ª Rádio Popular-Boavista - 1031
5ª LA Alumínios-Metalusa-BlackJack - 711

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10 de julho de 2017

Amaro Antunes cada vez com mais nível

(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
O talento e a qualidade há muito que lhe são reconhecidos. Mas faltava algo a Amaro Antunes. Faltava algo que o colocasse definitivamente entre os melhores ciclistas portugueses da actualidade. A vitória no Malhão foi esse "algo" e muito mais. O algarvio encontrou o caminho para se tornar um corredor que começa a ter em Portugal um palco demasiado pequeno para ele. Esse caminho foi a W52-FC Porto. Amaro Antunes subiu de nível e podemos aqui começar a falar se é desta que dá o sempre desejado salto para uma equipa estrangeira (uma boa equipa estrangeira). Porém, a Volta de Portugal está quase aí, portanto, antes de se falar do futuro mais distante, é melhor ponderar sobre o futuro próximo. Irá Amaro Antunes apostar em vencer a principal competição do país?

Se não o fizer será estranho. Aos 26 anos alcançou a vitória mais marcante da sua carreira, quando deixou os ciclistas do World Tour bem para trás e conquistou o "seu" Alto do Malhão, na última etapa da Volta ao Algarve. A boa forma do início de temporada continuou ao vencer a Clássica da Arrábida. Depois foi altura de sair um pouco de cena. Mas está de regresso à plena forma e conquistou o Grande Prémio Internacional de Torres Vedras-Troféu Joaquim Agostinho, uma das competições mais históricas em Portugal. Venceu a etapa mais desejada no Alto de Montejunto, mas principalmente deixou uma mensagem muito forte à concorrência.

Amaro Antunes está claramente a beneficiar de estar numa estrutura mais poderosa e com mais condições comparativamente à extinta LA Alumínios-Antarte. As suas vitórias colocaram-no como a grande figura da W52-FC Porto, contrastando com o eclipsar de Gustavo Veloso. O galego venceu a Clássica da Primavera, mas no Troféu Joaquim Agostinho terminou a quatro minutos do colega. Independentemente do que acontece durante a temporada, Veloso tem sido o crónico líder na Volta a Portugal e tem apresentado resultados. Venceu em 2014 e 2015 e no ano passado acabou por ser surpreendido pelo colega de equipa Rui Vinhas, ficando em segundo.

Veloso, 37 anos, quer aquela terceira vitória na Volta que falhou em 2016, mas o director desportivo Nuno Ribeiro tem agora que gerir o aparecimento, ou melhor, a confirmação de um Amaro Antunes de grande potencial para ser um vencedor da Volta a Portugal. A qualidade da W52-FC Porto é tal que ter os dois como líderes e esperar para ver como a corrida se desenrola, pode ser uma hipótese. Porém, ninguém esquece que há um ano Gustavo Veloso não ficou particularmente feliz por perder para Rui Vinhas. Impõe-se uma gestão de egos, pois apesar da superioridade como conjunto, quem tudo quer...

E claro que Rui Vinhas é outro homem para a equação. O ciclista, vice-campeão nacional atrás de Ruben Guerreiro, sabe que não será a opção número um. Ainda assim, depois do que fez na Volta a Portugal e com os bons resultados alcançados em 2017, Vinhas merece pelo menos ter a oportunidade de repetir a ousadia de há um ano. Ou seja, Vinhas merece ter liberdade para entrar numa fuga, como fez em 2016, e tentar lutar por nova surpresa, ou neste caso já será meia surpresa!

Há ainda Raúl Alárcon. Entre o final de Abril e princípio de Junho, o espanhol teve semanas fantásticas, somando vitórias em Portugal e no seu país, mas agora deverá regressar ao papel de gregário de luxo, sem colocar de parte a possibilidade de tentar ganhar uma etapa na Volta a Portugal. No entanto, com Amaro Antunes e Gustavo Veloso a serem candidatos a líderes e com Rui Vinhas a merecer que não o coloquem simplesmente como homem de trabalho, o espaço de Alárcon poderá não ser muito.

A Volta a Portugal começa a 4 de Agosto, em Lisboa, pelo que não falta muito para começar a perceber como a equipa que tem dominado a corrida nos últimos anos se vai organizar.

Sporting-Tavira mostra-se aos rivais

A equipa algarvia foi das que mais se reforçou para 2017, tentando assim recuperar o tempo perdido numa temporada em que a parceria com o clube de Alvalade começou tarde e que acabou por prejudicar toda a preparação. Os resultados em 2016 foram escassos, mas a aposta para elevar o projecto foi grande.

Apesar de Joni Brandão ter sido a principal contratação, a verdade é que é o veterano Rinaldo Nocentini quem está a ter um excelente ano e terminou no segundo lugar no Troféu Joaquim Agostinho, competição que ganhou em 2016. Em terceiro ficou o outro reforço, Frederico Figueiredo. Ficaram a 15 e 18 segundos, respectivamente, de Amaro Antunes, num sinal que a formação de Vidal Fitas poderá ser bem mais competitiva na Volta a Portugal do que na edição passada.

A corrida de homenagem ao que continua a ser visto como o melhor ciclista português é normalmente encarada como uma forma de ver como estão alguns dos corredores rumo à Volta. Vicente Garcia de Mateos (Louletano-Hospital de Loulé) terá definitivamente de ser colocado como um candidato a discutir a vitória - foi sexto -, enquanto João Benta voltou a estar bem nesta corrida, agora falta saber se conseguirá manter a regularidade durante 10 etapas. O ciclista da Rádio Popular-Boavista não conseguiu vencer pela terceira vez no Alto de Montejunto, mas ganhou a última etapa, que também por lá passou, e foi quarto na geral.

Numa curta retrospectiva, o prólogo foi ganho pelo norueguês Andreas Vangstad (Team Sparebanken), o francês Yannis Yssaad (Armée de Terre) venceu a primeira etapa e o primeiro sector da terceira, com Amaro Antunes a ser o mais forte na segunda tirada, como já foi referido. No segundo sector da terceira, Daniel Mestre picou o ponto para uma Efapel em gestão de esforço, para assim tentar aparecer em força na Volta a Portugal.

Destaque ainda para José Neves. O campeão nacional de contra-relógio de sub-23 e vencedor da Volta a Portugal do Futuro voltou a estar em destaque. O jovem da Liberty Seguros-Carglass andou de amarelo, tendo acabado num excelente quinto lugar, a 44 segundos de Amaro Antunes.


Pode ver aqui as classificações finais do Troféu Joaquim Agostinho.

Em comemoração da vitória de José Neves (21 anos) na Volta a Portugal do Futuro, a equipa publicou um vídeo no Facebook para mostrar alguns dos momentos marcantes da conquista.




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30 de junho de 2017

Amaro Antunes consolida liderança

O ciclista algarvio está a afastar-se na liderança do ranking nacional. Amaro Antunes foi oitavo no Grande Prémio Internacional Beiras e Serra da Estrela e esse resultado permitiu consolidar-se como número um, passando de 40 pontos para 101 de vantagem. A W52-FC Porto acompanha a tendência do seu ciclista e a equipa do Sobrado também é cada vez mais líder, com a Efapel agora a quase 600 pontos e a Rádio Popular-Boavista a 850.

Destaque ainda para Vicente García de Mateos que ascendeu ao segundo lugar no ranking individual. O corredor espanhol do Louletano-Hospital de Loulé tem estado em destaque esta temporada e em Junho conquistou o Grande Prémio Abimota. Em queda está Rinaldo Nocentini (Sporting-Tavira) que depois de liderar entre Fevereiro e Abril, tem estado afastado da competição, o que se reflecte na pontuação.

O basco Xuban Errazquin (RP-Boavista) continua a ser o melhor sub-23, ainda que também ele tenha caído na classificação geral, de 13º para 23º.

De recordar que em 2016 Rafael Reis terminou em primeiro e a equipa que então representava, W52-FC Porto, foi também a vencedora.

Ranking individual:

1º Amaro Antunes (W52-FC Porto) - 563 pontos 
2º Vicente García de Mateos (Louletano-Hospital de Loulé) - 462 
3º Rinaldo Nocentini (Sporting-Tavira) - 448 
4º Raúl Alarcón (W52-FC Porto) - 381 
5º Daniel Mestre (Efapel) - 308 
6º Domingos Gonçalves (Rádio Popular-Boavista) - 292 
7º Jesús del Pino (Efapel) - 250 
8º Sérgio Paulinho (Efapel), 250 
9º Rui Vinhas (W52-FC Porto) - 245 
10º João Benta (Rádio Popular-Boavista) - 245

Equipas:

1º W52-FC Porto - 1490 pontos 
2º Efapel - 919 
3º Rádio Popular-Boavista - 850 
4º Sporting-Tavira - 848 
5º Louletano-Hospital de Loulé - 617



29 de maio de 2017

Amaro Antunes tira Nocentini da liderança do ranking nacional

Rinaldo Nocentini foi destronado por Amaro Antunes da liderança do ranking nacional. O ciclista italiano controlava esta classificação desde o início da época, mas uma das figuras de 2017, da W52-FC Porto, estava apenas a 16 pontos. Com o quinto lugar no Grande Prémio Jornal de Notícias e com Nocentini (Sporting-Tavira) a não competir durante o mês de Maio, o algarvio assumiu agora o primeiro lugar com 40 pontos de vantagem.

Destaque também para Daniel Mestre. O ciclista da Efapel venceu duas etapas no Grande Prémio Jornal de Notícias, as primeiras da equipa em 2017. É agora terceiro no ranking, mas a 220 pontos de Amaro Antunes.

Rui Vinhas, vencedor da Volta a Portugal de 2016, fecha o top 10 e com Raúl Alarcón - vencedor do Grande Prémio Jornal de Notícias -, essas posições contribuem para que a W52-FC Porto seja também líder por equipas, com 976 pontos. Segue-se o Sporting-Tavira com 718 e a Efapel com 489.

Nos sub-23, Xuban Errazquin (Rádio Popular-Boavista) desceu para 13º no ranking geral, mas mantém a liderança no seu escalão, contudo, são apenas sete os pontos que o separam de Francisco Campos (Miranda-Mortágua), vencedor da prova inaugural Região de Aveiro.

5 de março de 2017

Amaro Antunes tomou-lhe o gosto e eis Sérgio Paulinho, o líder

Tinha tudo para ser espectacular e a Clássica da Arrábida não desiludiu. Nem a corrida, nem o homem do momento do ciclismo em Portugal: Amaro Antunes. O algarvio tomou o gosto dos grandes resultados e está tão motivado que agora vai apostar na Clássica do Xisto e tentar conquistar mais uma vitória e o Troféu Liberty Seguros. Mas este domingo, Amaro dividiu as atenções com Sérgio Paulinho. A aposta da Efapel e de Américo Silva mostrou-se finalmente e o segundo lugar confirma que a equipa de Ovar pode contar com Paulinho para liderar nas grandes competições.

Mas começando pelo vencedor. Ainda a viver "dias agitados", como descreveu, depois da vitória no Alto do Malhão, na última etapa da Volta ao Algarve, Amaro Antunes regressou às corridas na Clássica da Arrábida e voltou a garantir a vitória com um ataque que ninguém conseguiu responder. Mesmo com sterrato e pavé para dificultar o final de uma prova muito complicada, o ciclista da W52-FC Porto não se intimidou e comprovou a grande forma que está a viver neste início de ano. "Fizemos uma planificação para que assim fosse. Já em Valência mostrei que estava bem, no Algarve confirmei e agora consegui manter o nível", explicou ao Volta ao Ciclismo. Amaro Antunes realçou que a equipa lhe está a dar muita confiança, pela forma como trabalha para o ajudar, o que o deixa ainda mais motivado para ganhar e dedicar as vitórias aos colegas.

E a próxima poderá ser já no dia 12 (domingo). O algarvio é o favorito, mas Amaro Antunes admitiu que após a Clássica das Aldeias do Xisto será altura de "levantar o pé" e começar a delinear a restante temporada. Inevitavelmente voltou-se a falar do Alto do Malhão. "Foi algo arrepiante vencer ali, junto dos que mais gostam de mim. É muito motivador", afirmou sobre uma das vitórias que claramente marca a carreira do ciclista de 26 anos.

Um segundo lugar que pode mudar muita coisa

Sérgio Paulinho foi ao limite sem entrar em loucuras. Quando viu Amaro Antunes atacar, manteve o seu ritmo e depois teve de sprintar com o norueguês Andreas Vanngstad, da equipa nórdica Sparebanken Sør. O antigo ciclista da Tinkoff já queria ter-se mostrado na Volta ao Algarve e na Volta ao Alentejo, mas o corpo não respondeu como queria. Porém, na Arrábida, Sérgio Paulinho demonstrou que o trabalho que tem realizado na Efapel para passar de gregário a líder está a começar a dar frutos. "Este resultado só me vem dar mais ânimo. Daqui para a frente as coisas só podem melhorar", salientou ao Volta ao Ciclismo. No entanto, não faz grandes promessas. Para a Clássica do Xisto apenas avança que tanto ele como a equipa - que venceu este domingo colectivamente - vão dar o melhor.

Este segundo lugar, a dois segundos de Amaro Antunes, deixou muitos sorrisos na Efapel, a começar pelo director desportivo Américo Silva. O resultado não só dá mais confiança ao ciclista, como principalmente à equipa, que fica com a certeza que este regresso de Sérgio Paulinho ao pelotão português é mesmo para ser uma transição de sucesso para o corredor que, durante a sua longa passagem pelo World Tour, foi um dos melhores gregários. Para já, Sérgio Paulinho deixou indicações que estará em forma para tentar alcançar as vitórias desejadas, apesar de ainda existir algum trabalho pela frente.

O sub-23 que se mantém na ribalta

Depois de surpreender ao vencer na prova de abertura Região de Aveiro, primeira corrida do Troféu Liberty Seguros, Francisco Campos disse que tudo faria para manter a liderança, mesmo sabendo que na Arrábida o terreno não o beneficiaria. Lutou com tudo o que tinha e foi completamente esgotado que cortou a meta. Terminou na 60ª posição, a 6:38 de Amaro Antunes. Porém, o jovem da equipa Miranda-Mortágua voltou a subir ao pódio, pois o resultado em Aveiro permitiu-lhe continuar a liderar tanto a geral, como a classificação da juventude. "É uma liderança diferente, pois tenho os mesmos pontos que o Amaro, mas vestir a amarela é algo sempre motivante", contou ao Volta ao Ciclismo.

Porém, o ciclista de Penafiel está consciente que com mais sobe e desce à sua espera nas Aldeias do Xisto, será difícil garantir o triunfo final. Aliás, a amarela continua a ser sua, pois nos critérios de desempate acabou por contar as classificações nas duas corridas e Amaro Antunes não esteve em Aveiro. Naquele dia (5 de Fevereiro) estava na Volta à Comunidade Valenciana. "O Amaro está muito forte e penso que será o grande vencedor deste troféu. Eu vou à luta para tentar manter pelo menos a camisola da juventude", frisou.

Com apenas 19 anos, Francisco Campos vive o seu primeiro momento na ribalta. "Ainda há pouco tempo não era conhecido no ciclismo e agora sou o líder numa prova internacional... Tem sido a minha subida na modalidade. Mas não vou elevar muito as minhas expectativas. Quero manter os pés bem assentes na terra, pois a minha principal arma é continuar a ser bastante humilde", referiu o jovem da formação Miranda-Mortágua. O ciclista disse estar a lidar bem com as atenções que tem sido alvo e salientou que na equipa "estão todos satisfeitos": "Se ganhar um, ganhamos todos."

Uma clássica com futuro promissor

Pela primeira vez a Clássica da Arrábida teve estatuto de internacional (1.2). Os 186,6 quilómetros que começaram em Setúbal e com a meta no Miradouro de Palmela, contaram com muitas dificuldades, paisagens deslumbrantes e com um pouco de sterrato (caminhos de terra) e pavé (empedrado). Tanto Amaro Antunes e Sérgio Paulinho aprovam esta corrida, com o ciclista da Efapel a realçar ser importante que Portugal tenha uma competição "com as mesmas condições" que se encontra no estrangeiro. "É uma clássica muito atraente", disse Sérgio Paulinho, com Amaro Antunes a deixar também elogios: "Foi um percurso muito bonito."

A organização ambiciona apostar no crescimento da corrida até que um dia possa receber as grandes equipas internacionais. E claro, perante o espectáculo que marcou praticamente toda a corrida, mas principalmente os últimos 70 quilómetros, fica-se a desejar que a transmissão televisiva possa tornar-se uma realidade.



26 de fevereiro de 2017

W52-FC Porto em modo internacional; Sporting-Tavira muito mais forte; Nocentini com ambição renovada; Edgar Pinto com regresso prometedor

Terminou a fase mais internacional do calendário português, digamos assim. A aposta de juntar a Volta ao Alentejo à Volta ao Algarve foi uma ideia proveitosa, com a presença (e vitória) da Movistar a ser um forte contributo para o aumento de prestígio da Alentejana. A partir de agora as equipas portuguesas voltam a ser os principais destaques nas corridas a começar já no próximo domingo na primeira edição da Clássica da Arrábida, uma prova com um potencial enorme para rapidamente se tornar uma referência nas provas de um dia. Apesar de nas últimas duas semanas as atenções se terem centrado principalmente nas figuras estrangeiras que pedalaram pelas estradas a sul do país, a verdade é que já foi possível perceber o que se pode esperar das seis formações de elite lusas. As expectativas criadas antes do arranque da temporada em Aveiro deverão mesmo ser confirmadas: estamos perante um dos melhores pelotões dos últimos anos e haverá espectáculo em 2017.

Naturalmente que o grande destaque vai para Amaro Antunes e para a W52-FC Porto. O ciclista algarvio conquistou uma brilhante vitória no Malhão na Volta ao Algarve, derrotando corredores do World Tour. Resultado que aconteceu pouco depois de também se destacar na Volta à Comunidade Valenciana. É uma aposta no calendário internacional por parte da formação de Nuno Ribeiro. A equipa tem mais competições agendadas para Espanha e não se incomodou por apresentar-se em Aveiro com menos ciclistas, pois quase todos os principais estiveram na corrida espanhola. Não nos podemos esquecer que o director desportivo tem a ambição de subir ao escalão Profissional Continental no próximo ano, pelo que depois de dominar em Portugal, quer mostrar-se bem no estrangeiro. No entanto, não significa que não veremos a melhor W52-FC Porto por cá. Muito pelo contrário. A formação azul e branca quer continuar a demonstrar a sua superioridade em Portugal.

No entanto, terá uma concorrência bem maior. Nas últimas temporadas só a Efapel se tem conseguido aproximar e dar alguma luta. Em 2017 ressurge um Tavira renovado em ciclistas e ambição. No segundo ano de parceria com o Sporting, a preparação e as contratações foram feitas com tempo. Foi a equipa que mais se reforçou, com destaques para Joni Brandão, Fábio Silvestre e Alejandro Marque. O primeiro é considerado o grande candidato para a Volta a Portugal, mas, para já, é também o mais discreto. Alejandro Marque mostrou-se a grande nível na Volta ao Algarve, terminando na 13ª posição. Fábio Silvestre vai ganhando forma, faltando-lhe agora, talvez, uma vitória para que comece a destacar-se nos sprints.

A grande figura é, contudo, Rinaldo Nocentini. O líder surpresa de 2016 parece ter resolvido responder a todos os que insistentemente dizem que está velho (tem 39 anos) e que Joni Brandão é que será o número um, com Alejandro Marque como plano B. O italiano foi nono na Volta ao Algarve, venceu a primeira etapa da Volta ao Alentejo, subindo ao pódio no final, pois ficou a 16 segundos do vencedor, o espanhol da Movistar, Carlos Barbero. Nocentini, que no ano passado venceu o Troféu Joaquim Agostinho, mas desiludiu na Volta a Portugal, aparece mais ambicioso e gerou curiosidade para ver o que poderá fazer na restante temporada. Uma coisa é certa, o Sporting-Tavira está mais forte e será uma equipa com capacidade para discutir qualquer corrida em 2017.

Quanto à Efapel, Américo Silva arriscou apostar em Sérgio Paulinho, estando em curso o trabalho de transformar um gregário por excelência, num líder que possa discutir a Volta a Portugal e não só. O ciclista português, medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 2004 e um dos homens de confiança de Alberto Contador durante muitos anos, demonstrou que vontade não lhe falta para cumprir o que é desejado dele, mas é notório que ainda há muito trabalho a fazer. Entretanto, a Efapel tem Daniel Mestre e Rafael Silva a tentar garantir resultados. Até estavam a fazer uma boa Volta ao Alentejo, mas uma queda na penúltima etapa e uma decisão da organização em não dar o tempo do vencedor apesar do incidente ter acontecido nos últimos três quilómetros, pode muito bem ter custado um pódio, onde estava Daniel Mestre antes de cair. A Efapel irá encarar 2017 entre a confiança em ciclistas que estão habituados a conquistar vitórias e a incógnita do que poderá render Sérgio Paulinho.

O Louletano-Hospital de Loulé é uma equipa que, para já, deixa a ideia que pode conquistar bons resultados, como pode passar mais discreta nas corridas. Luís Mendonça e o líder Vicente Garcia de Mateos estiveram bem na Volta ao Algarve. O espanhol foi segundo no Malhão. Porém é preciso descer ao 20º lugar para encontrar o primeiro ciclista da equipa algarvia na Volta ao Alentejo: David de la Fuente. É verdade que a formação de Loulé não tem uma tradição de ter temporadas de grandes vitórias, mas também não passa ao lado de bons momentos. Consistência tem sido a palavra de ordem, pelo que deverá manter essa rota.

Quanto à Rádio Popular-Boavista, José Santos apostou na contratação de ciclistas de ataque, como João Benta, Filipe Cardoso e Domingos Gonçalves. Ainda não se viram muito, mas é de esperar que com o evoluir da época, os resultados comecem a aparecer. Mas, até agora, pouco se viu da equipa. Há tempo...

Para terminar fica um dos grandes destaques deste início de temporada: Edgar Pinto. O ciclista português regressou ao pelotão nacional para liderar um projecto que tem o seu pai como um dos mentores. A LA Alumínios-Metalusa-BlackJack pode não ter um plantel muito forte, mas a verdade é que está a mostrar-se suficiente para ajudar o seu líder a conquistar bons resultados neste arranque de 2017. Edgar Pinto e o director desportivo, José Augusto Silva, avisaram que a formação não estaria só a pensar na Volta a Portugal e tentaria lutar em todas as corridas. Edgar Pinto foi 10º na Algarvia e 7º na Alentejana, dois excelentes resultados. No primeiro caso por ser um top dez entre ciclistas do World Tour, no segundo por ser uma corrida para ciclistas com características mais de" roladores" e sprinters. É desde já um candidato forte para a Clássica da Arrábida, mesmo que tenha de enfrentar empedrado e terra batida.

Depois de duas corridas a sul e uma pela região de Aveiro, será altura de começar a andar por terreno bem mais "acidentado" (sem esquecer que já se subiu à Fóia e ao Malhão) e sem equipas do World Tour. A Clássica da Arrábida e a Clássica Aldeias do Xisto (12 de Março) irão atribuir o primeiro troféu do ano. Francisco Campos, o sub-23 da equipa Miranda-Mortágua, venceu surpreendentemente a primeira corrida do Troféu Liberty Seguros, a prova de abertura Região de Aveiro, liderando a competição.

Relativamente à Volta ao Alentejo, uma nota de destaque: a Alentejana subiu de categoria para 2.1 e pela primeira vez em 35 edições teve um ciclista a repetir um triunfo. Carlos Barbero assinou este ano pela Movistar e começa a mostrar serviço, depois de em 2014, então ao serviço da Euskadi, ter conquistado pela primeira vez a Volta ao Alentejo.

Veja aqui as classificações finais da Volta ao Alentejo.

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20 de fevereiro de 2017

"Estava a faltar um ciclista português fazer o que fez Amaro Antunes no Malhão"

Foto: João Fonseca/Federação Portuguesa de Ciclismo
Quando se tem na corrida alguns dos melhores ciclistas do mundo, o que se quer é que esses ciclistas vençam. Parte do prestígio das competições, principalmente de escalões abaixo do World Tour, vem do prestígio dos corredores que nela participam e que nela conquistam vitórias. Porém, fica sempre o desejo de ver alguém ganhar que pareça não ter hipóteses de derrotar os considerados melhores do mundo. Ainda mais vontade é que esse alguém seja um ciclista da nacionalidade onde se realiza a competição. Perfeito, perfeito, é ser mesmo da terra. Amaro Antunes encaixa... na perfeição.

No ano em que a Volta ao Algarve subiu de categoria, teve transmissão televisiva para mais de meia centena de países, a 43ª edição acabou com a vitória de um português, de um algarvio na etapa do Malhão. Delmino Pereira não hesitou em dizer: "Foi uma boa forma de terminar e é também um sinal que há muito desejávamos. É importante que as equipas portuguesas se preparem para todas as corridas e que façam desta Volta ao Algarve uma oportunidade para se revelarem ao mundo." Para o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Portugal "tem neste momento um bom lote de corredores que se tem vindo a afirmar internacionalmente", mas salientou que "estava a faltar um ciclista português fazer o que fez Amaro Antunes no Malhão". "E fê-lo com grande categoria, com grande nível, num local onde todos queriam brilhar", acrescentou ao Volta ao Ciclismo.

Para o dirigente é importante que o ciclista seja "bom todo o ano". "É importante para que um ciclista português que se queira afirmar e se quiser ter uma carreira internacional, fazer o que fez o Amaro Antunes", referiu. Porém, esta foi uma edição da Volta ao Algarve em que as equipas portuguesas apareceram a bom nível, não se deixando levar pelo discurso que por vezes se ouve de "as formações do World Tour são demasiado fortes". Delmino Pereira destacou precisamente o facto das equipas nacionais terem estado beml, com natural destaque para a W52-FC Porto de Amaro Antunes, mas também a LA Alumínios-Metalusa-BlackJack que conseguiu um 10º lugar através de Edgar Pinto, o Sporting-Tavira viu Rinaldo Nocentini ficar em nono e Alejandro Marque em 13º, o Louletano-Hospital de Loulé teve o seu sprinter, Luís Mendonça a fazer top 20 nas duas etapas que eram para as suas características e Vicente Garcia de Mateos foi segundo no Malhão, a Rádio Popular-Boavista teve João Benta numa fuga e a Efapel teve Rafael Silva a sprintar para um top 20 na primeira etapa.

"As equipas portuguesas já perceberam que é importante estar bem nesta altura do ano. Nós quando intensificámos o calendário em Fevereiro e Março com provas internacionais, foi exactamente com esse objectivo", explicou Delmino Pereira, que afirmou ainda que a federação aposta num arranque de temporada em força, para que não se esteja somente à espera da prova rainha, a Volta a Portugal, que se realiza apenas em Agosto.

O ponto de equilíbrio da Volta ao Algarve

De ano para ano a Algarvia tem crescido e conquistado o seu espaço de referência no calendário internacional. A partir de 2017 faz parte da categoria 2.HC (apenas abaixo das corridas do World Tour) e nesta última edição atraiu 12 das 18 equipas do principal escalão. Será que se ambiciona dar mais um passo? Ou seja, chegar à categoria máxima? Delmino Pereira considera que a Volta ao Algarve "está no ponto de equilíbrio perfeito". "Nós demos um passo e conseguimos atingir os nossos objectivos. Neste momento vamos consolidar o projecto", frisou.

O responsável disse mesmo que "não é uma prioridade" chegar ao World Tour, apesar de não fechar a porta a essa possibilidade no futuro. No entanto, repetiu: "A Volta ao Algarve está com o equilíbrio desejável e o segredo do seu sucesso está num conjunto de factores. Primeiro é o equilíbrio desportivo, ou seja, é uma corrida interessante para os sprinters, para os contra-relogistas e para os trepadores. Segundo, o clima e o percurso adequado para esta altura do ano, pois há subidas que vão a 400/500 metros de altitude, que é a melhor forma de preparação da época. Terceiro, o equilíbrio do pelotão, metade com equipas do World Tour e a outra metade com formações do segundo e terceiro escalão."

Delmino Pereira cita ainda José Azevedo, director da Katusha-Alpecin: "Já não é uma corrida para rolar, nem para treinar. Esta corrida já entra no currículo. Esta corrida é importante ganhar porque o histórico nos últimos anos está recheado de ciclistas de grande prestígio." E se subir à categoria principal é algo que não está nos planos mais próximos - mas "pode vir a acontecer", segundo o presidente da federação -, continuar a "seduzir" grandes ciclistas é um dos objectivos, como por exemplo Chris Froome, Alberto Contador (que já venceu duas edições da Algarvia) e outros ciclistas do nível destes dois.

Para que tal possa acontecer, a transmissão televisiva poderá ter um papel relevante e Delmino Pereira garantiu que apesar de ser um investimento grande, compensa e é para manter.

Para o ano há mais e agora é altura do pelotão nacional concentrar-se na Volta ao Alentejo, que começa esta quarta-feira e que contará com uma equipa World Tour: a Movistar de Nelson Oliveira e Nuno Bico.

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19 de fevereiro de 2017

Desculpa Roglic, mas vamos falar de Amaro Antunes

Ainda de manhã, quando se subia ao Alto do Malhão, na estrada só se lia Amaro, Amaro, Amaro. Aquela subida tinha mesmo o nome do algarvio escrito e Amaro Antunes não desiludiu. Com um ataque fantástico, o ciclista da W52-FC Porto fez algo que parecia ser impossível desde que a Volta ao Algarve começou a atrair as grandes equipas e alguns dos principais nomes do ciclismo mundial. As bermas da estrada encheram novamente para receber um pelotão de luxo, mas a multidão vibrou ao máximo ao ver o português na frente. É uma daquelas vitórias que entra para a história e pode muito bem ser uma daquelas vitórias que poderá dar o empurrão que falta a Amaro Antunes para "dar o salto" para uma equipa de outro escalão.

A W52-FC Porto, e principalmente o seu director desportivo Nuno Ribeiro, merecem o reconhecimento pelo apoio e motivação que estão a incutir no ciclista contratado este ano, depois de dois na extinta LA Alumínios-Antarte. Amaro Antunes encontrou o grupo que precisava para se mostrar ao mais alto nível. Prometeu muito na Volta à Comunidade Valenciana quando tentou seguir Nairo Quintana em Mas de la Costa, acabando essa etapa na terceira posição. Na Fóia tinha estado muito bem (foi quarto), no Malhão esteve brilhante. Enquanto a Sky cumpria o papel a que tanto está habituada de controlar a corrida de forma a permitir a Michal Kwiatkowski tentar recuperar os 22 segundos de desvantagem, a Lotto-Jumbo fazia o trabalho para garantir que Primoz Roglic ficava com uma camisola amarela muito desejada por uma equipa com bons ciclistas, mas que não é a que mais vence. No entanto, foi Amaro a estrela do dia.

Esta vitória no Malhão também demonstra como a W52-FC Porto está a querer subir o nível das exibições dos seus ciclistas, pois além de Amaro Antunes, Raul Alarcon andou na fuga, mostrando que também está a atingir bons níveis de forma nesta fase tão inicial da temporada. Subir o nível das exibições, poderá também significar subir de escalão em 2018. São conhecidas as pretensões de tornar a equipa Profissional Continental no próximo ano. As bases estão claramente solidificadas, agora é garantir uma estrutura que permita à equipa não só subir de escalão, mas ter condições para lá permanecer.

Este ano haverá uma aposta maior em provas internacionais e Amaro Antunes terá um papel de destaque nessas corridas. Gustavo Veloso continuará a ser o líder, até pela história e pelo que já deu a esta estrutura, mas Nuno Ribeiro também vai preparando uma inevitável sucessão. Se Amaro Antunes continuar com exibições como as da Comunidade Valenciana e no Algarve, dificilmente Nuno Ribeiro segurará o ciclista, mas maior exposição, maior o poder para negociar com corredores de elevada qualidade.

Uma coisa é certa, esta ligação Amaro Antunes/W52-FC Porto tem tudo para ser de grande sucesso, com ambas as partes e terem a oportunidade de tirar grandes proveitos. Agora é esperar que o algarvio consiga voltar a mostrar-se ao seu melhor noutras competições. A motivação está lá, a qualidade já se sabia que tinha e agora é transformá-la em mais momentos como o do Malhão.

Primoz Roglic, o vencedor algo inesperado

Pódio final: Greipel, Roglic, Osorio, Benoot e Amaro Antunes
Amaro Antunes nem sabia bem para onde se havia de virar. De todos os lados se ouvia alguém a chamá-lo. As fotografias foram muitas, as entrevistas... Era o seu momento. No meio de tanta emoção pela vitória do ciclista português na etapa, o vencedor da Volta ao Algarve até se viu um pouco relegado para segundo plano. O próprio provavelmente percebeu a situação, mas foi ele quem ganhou. Foi ele que não deixou Daniel Martin fugir na Fóia, foi ele quem esteve ao seu nível no contra-relógio, foi ele quem se colou a Kwiatkowski, frustrando qualquer tentativa do polaco em o deixar para trás.

No início da corrida Roglic não aparecia como um dos favoritos. Candidato, mas não favorito. Porém, aquele estilo discreto, por vezes meio tímido do ciclista, esconde o outro lado do ciclista: capacidade para resistir a subidas explosivas e inteligência táctica. A curiosidade para ver como este ciclista evolui é grande. Depois de em 2016 se ter mostrado ao vencer o contra-relógio na Volta a Itália, começa 2017 com esta vitória importante. É preciso não esquecer que estamos a falar de um atleta que só em 2013 optou pelo ciclismo, pois até então o Ski Jumping era o seu desporto de eleição. Chegou mesmo a ser campeão do mundo de juniores. Em 2007 sofreu uma queda assustadora, mas foi já com 23 anos que trocou de carreira e poderá muito bem estar a caminho de se tornar uma referência no ciclismo da Eslovénia.

Atrás ficou Michal Kwiatkowski. O homem da Sky dá sinais de estar a tentar regressar à melhor forma. A exibição poderá significar que o polaco está finalmente preparado para ocupar o lugar de destaque que a equipa pretende, tanto na ajuda aos líderes nas grandes voltas, como numa aposta para as clássicas. Principalmente, Kwiatkowski terá de ser mais regular e não aparecer numa fase da temporada e desaparecer o resto do ano. De recordar que está em final de contrato, pelo que se há uma boa altura para começar a apresentar resultados, é esta. A fechar o pódio ficou Tony Gallopin. O Malhão não foi nada simpático para Jonathan Castroviejo (Movistar) e o ciclista da Lotto Soudal aproveitou para ficar na terceira posição. A equipa belga ainda viu André Greipel ganhar a classificação por pontos e Tiesj Benoot foi o melhor jovem. A grande surpresa acabou por ser Juan Osorio. O corredor da Manzana Postobón entrou na fuga, que contou com José Gonçalves (Katusha-Alpecin), entre outros ciclistas, e aproveitou para ganhar as contagens do dia, que lhe permitiram passar um Daniel Martin (Quick-Step Floors), que não conseguiu repetir a exibição da Fóia. Este resultado é muito importante para a equipa colombiana que conta com Ricardo Vilela, pois a formação faz uma forte aposta no calendário europeu, pelo que este tipo de conquistas deixam certamente satisfeitos os responsáveis e o patrocinador.

Os outros portugueses

Amaro Antunes merece todo o destaque (terminou na quinta posição a 1:29 minutos do vencedor), mas há ainda que referir Edgar Pinto. O ciclista da LA Alumínios-Metalusa-BlackJack cumpriu o objectivo que procurava: o top dez. Foi décimo, a 2:19 minutos de Roglic. Certamente que será um resultado motivador para a restante temporada, neste regresso de Edgar Pinto ao pelotão português. Ricardo Vilela foi 17º (a 3:14) e Nelson Oliveira (Movistar) esteve a bom nível com o 18º lugar (a 3:20). A fechar o top 20 está Tiago Machado (Katusha-Alpecin), que fez uma boa etapa no Malhão.

O Sporting-Tavira também tem razões para estar satisfeito, pois Rinaldo Nocentini fechou na nona posição e Alejandro Marque na 13ª.

E foi com um final apoteótico de Amaro Antunes que terminou mais uma Volta ao Algarve. Uma edição importante na história da corrida, pois pela primeira vez pertenceu à segunda categoria da UCI (2.HC), teve transmissão televisiva e um português, de uma equipa portuguesa, mostrou que é possível lutar com alguns dos melhores do mundo. Há um ano respondeu ao ataque de Alberto Contador, mas o espanhol acabou por ganhar. Talvez tenha aprendido com os melhores, pois desta vez atacou ele na subida que conhece ao pormenor e, desculpa Roglic, mas esta vitória de Amaro será sempre o grande momento de 2017 na Algarvia.




Veja aqui os resultados da quinta e última etapa da Volta ao Algarve - que ligou Loulé ao Alto do Malhão (179,2 quillómetros) - e também as classificações finais.

»»Edgar Pinto: "Estou um bocado apreensivo, mas quero estar na discussão no Malhão"««

»»Amaro Antunes: "Vou tentar melhorar o resultado do ano passado na Volta ao Algarve"««

»»Sprintar com os melhores do mundo. O relato de Luís Mendonça e Rafael Silva««

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